Depois de dois anos de interregno, a tradicional Feira Quinhentista, regressou, entre os passados dias 13 e 17 de julho, ao Largo Hintze Ribeiro. Organizada pela Câmara Municipal da Ribeira Grande, a 11ª edição desta iniciativa, que se assume como sendo a única feira medieval da Região Autónoma dos Açores, teve como tema “500 anos do Nascimento de Gaspar Fructuoso”, com recriações históricas, espetáculos, tabernas e mercados, que deliciaram mais de 30 mil pessoas.

 

A 11ª edição da Feira Quinhentista foi promovida pela Câmara Municipal da Ribeira Grande e assinalou o regresso desta iniciativa, que decorreu entre os passados 13 e 17 de julho, no Largo Hintze Ribeiro, depois de dois anos em que o evento não se concretizou, devido à pandemia. “Era com muita ânsia que aguardávamos esta edição, atendendo a, nos últimos dois anos, termos ficado sem a sua realização, devido à pandemia. Por isso, quando recuperamos a organização deste evento, tivemos em conta o reforço da animação, que era algo que nos era pedido, não só pelos comerciantes, como por quem nos visitava e temos a convicção de que o evento correu muito bem e até superou as nossas expectativas, pela quantidade de pessoas que visitaram a Feira Quinhentista, durante os cinco dias”, ressaltou Alexandre Gaudêncio, presidente da autarquia ribeiragrandense, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA.

Tendo como tema “500 anos do Nascimento de Gaspar Fructuoso”, este evento permitiu uma viagem através da vida e da obra deste historiador, intitulada “Saudades da Terra”, com passagem pelas ilhas Canárias, Cabo Verde, Madeira, Porto Santo, Santa Maria e São Miguel. “O grande tema desta feira está relacionado com a programação que a autarquia tem vindo a realizar, ao longo do ano, para assinalar, precisamente, esta efeméride, que é os 500 anos do nascimento de uma figura, que foi muito importante para a Ribeira Grande. Estamos a falar de um padre, do século XVI, que foi um dos primeiros historiadores que relatou como é que se vivia na altura e o quotidiano das nossas ilhas e que, ainda hoje, é uma figura incontornável na nossa história, em particular, aqui, dos Açores, o que, para nós, tem um significado especial. Daí todo o tema e envolvência desta edição ter sido baseado na sua obra, incluindo os jogos didáticos da época, assim como a encenação dos 17 grupos, oriundos de várias partes do país, que estiveram presentes e recriaram o que se fazia na altura. Julgamos que conseguimos o objetivo de passar esta mensagem, principalmente aos mais novos”, sublinhou o edil.

Assim, durante cinco dias, os visitantes da Feira Quinhentista tiveram a oportunidade de assistirem a teatro de fogo, recriações históricas, danças e espetáculos, protagonizados por saltimbancos, mendigos, taberneiros, marinheiros, cavaleiros e piratas. Paralelamente, também se deliciaram no mercado, onde estiveram presentes 11 tabernas de comes e bebes, assim como 14 de artesanato. “Nós contabilizamos mais de 30 mil pessoas que, nos cinco dias, visitaram a feira. Todas as tasquinhas, assim como o comércio local envolvente estiveram, sempre, completamente cheios e, mesmo com o tempo, que não foi muito benéfico, nos primeiros dois ou três dias, tivemos, todos os dias, lotação esgotada em todos os espaços e isso traduziu-se, naturalmente, na economia local, com um retorno bastante significativo”, explicou Alexandre Gaudêncio.

Tal como manda a tradição, na cerimónia de encerramento da 11ª edição deste evento, foram atribuídos prémios às melhores barraquinhas da iniciativa. Neste seguimento, “Canela e Pimenta”, de Pedro Pinheiro, foi a grande vencedora na categoria “Taberneiro”, relativa aos comes e bebes, tendo sido, ainda, entregues duas menções honrosas, à “Tasca Ferreirinha” e à barraca “Os Verdinhos Frutuosos”. Por outro lado, foi a “Fundação Gaspar Frutuoso” que conquistou a categoria “Artesanato”, ao passo que a “Bogangas” e a “Alquimias de Lua” receberam duas menções honrosas.

Assegurando que “a Feira Quinhentista foi um verdadeiro sucesso”, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande enalteceu que “cada vez mais, nós olhamos para esta feira, como um evento âncora, atendendo não só à atratividade que conseguimos, pois é a única feira medieval que acontece, aqui, nos Açores, mas, também, pelo feedback que temos obtido por parte de quem nos visitou, de maneira que foi uma aposta ganha, tanto do ponto de vista histórico, pelo rigor que temos tentado trazer, como pela dinâmica que criamos em torno da iniciativa e que se traduziu, sem sombra de dúvidas, na economia local”.

A pensar na edição do próximo ano, que se realizará de 12 a 16 de julho, Alexandre Gaudêncio, revelou que “estamos sempre a ver o que podemos melhorar, em relação à Feira Quinhentista. A preocupação, este ano, foi concentrar a zona de interação das pessoas no Largo Hintze Ribeiro. Claramente, que percebemos que o evento tende a estender-se, não só pelo aglomerado de pessoas que vimos ao longo da feira, mas também, pela pressão positiva, que retiramos da nossa abordagem junto das pessoas. O alargamento do evento foi um dos pontos que falamos, durante o balanço que fizemos no final da iniciativa, pelo que o estender da Feira Quinhentista será, sem sombra de dúvidas, calculado a tempo da edição do próximo ano, para que, efetivamente, possamos alargá-la a outros locais da cidade”.

 

Brito Ventura, diretor Regional dos Assuntos Culturais

“É um evento fantástico, que dá uma grande dimensão à Ribeira Grande e a toda a Região Autónoma, creio eu. Não se pode deixar de parte a participação num evento cultural com esta extensão”.

“Basta ver a adesão popular que existe, para perceber o impacto que tem e, no fundo, a felicidade que provoca em todos nós. O Governo Regional apoia todos os eventos de carácter cultural, que visem a promoção daquilo que são as nossas memórias e, no fundo, daquilo que é a preservação do nosso espólio e isto é cultura”.

 

José António Garcia, vereador da Cultura e do Turismo da Câmara Municipal da Ribeira Grande

“Têm sido noites fantásticas. Estamos a retomar a nossa Feira Quinhentista, com uma grande afluência de locais e de forasteiros, também, com muitos turistas, que se têm juntado a nós e estamos muito satisfeitos, com esta imensa multidão, que tem recorrido à Feira Quinhentista”.

“Nós estamos perante uma enchente muito significativa de pessoas. Ainda, hoje, no cortejo foi possível constatar isso, quer em termos de participantes, quer em termos daqueles que assistiam. Ontem, foi uma noite fantástica, com milhares de pessoas, aqui, nesta praça e que também, depois, acabaram por se estender às várias ruas da cidade da Ribeira Grande. Estamos a constatar que o espaço está a demonstrar-se pequeno, mas, felizmente, temos, aqui, na área circundante, espaço mais do que suficiente para nos alargarmos e este é um assunto em que temos de pensar seriamente, para a próxima edição”.

 

André Mendonça, presidente da Junta de Freguesia da Ribeira Grande – Matriz

“De facto, foi uma grande Feira Quinhentista. A população aderiu em peso, veio muita gente à Ribeira Grande, porque esta é uma festa única nos Açores e é feita junto aos Paços do Concelho, na Freguesia da Ribeira Grande – Matriz”.

“Este ano não foi possível dinamizarmos uma das tabernas, tal como era habitual, mas estamos aqui de corpo e alma, para ajudarmos todos, aqui, na Feira Quinhentista. Já tive o prazer de estar em quase todas as barracas e, de facto, este ano foi um sucesso”.

“Nós estamos a preparar a programação para o mês de agosto, na Freguesia da Matriz, pelo que vamos ter animação todos os sábados, aqui, junto aos Paços do Concelho, com música e atividades para as crianças. O Dia da Freguesia será logo a seguir, no dia 3 de setembro e estão, desde já, todos convidados”.

 

António Anacleto, presidente da Assembleia de Freguesia da Ribeira Grande – Matriz

“Julgo que é um evento que já é tradição na Ribeira Grande e que traz muita gente, de todos os locais, a esta localidade. É uma festa que já tem os seus pergaminhos, na história da freguesia e dos Paços do Concelho”.

“O grande número de pessoas que é atraído para a Feira Quinhentista é muito bom para Freguesia da Matriz, pois consomem nas tradicionais barraquinhas e julgo que estão muito satisfeitas. O edifício dos Paços do Concelho é quinhentista e como, cada vez mais, há uma grande afluência a esta festa, julgo que se devia alargar para o Largo da Cascata, que tem um espaço grande e uma escadaria bonita, com um edifício, também, antigo e julgo que é o local, para onde se deveria alargar a festa”.

 

Jaime Vieira, presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, deputado regional e líder do PSD/Ribeira Grande

“Eu acho que esta Feira Quinhentista, passados dois anos de pandemia, teve um sucesso extraordinário. As pessoas estavam sedentas deste tipo de acontecimentos. Estavam sedentas de estarem em público e esta iniciativa da Câmara Municipal é, claramente, uma mais-valia para o concelho, porque, efetivamente, trouxe milhares de pessoas à Ribeira Grande. Mais uma vez, o concelho demonstrou que sabe bem receber, proporcionando uma grande qualidade, a quem nos visita e a todos os ribeiragrandenses, nesta Feira Quinhentista”.

“Vamos realizar inúmeras atividades culturais na Freguesia de Rabo de Peixe. Por exemplo, em setembro, poderemos, também, evidenciar aquilo que já é uma tradição nossa, que é a noite do Arraial do Sarapatel, onde iremos contar, também, com o programa Atlântida, que vai apresentar, em direto, parte do serão”.

“Tenho a certeza de que a estratégia, por nós utilizada, no concelho da Ribeira Grande tem dado os seus frutos. Aliás, desde que, em 2013, Alexandre Gaudêncio rompeu com o poder socialista no concelho da Ribeira Grande, temos visto, e sem haver qualquer tipo de comparação, uma evolução muito grande deste município e eu acho que esta estratégia do PSD da Ribeira Grande tem dado os seus frutos e aquilo que nós pretendemos é que haja essa continuidade, que se replique, também, cada vez mais o sucesso que se teve, aqui, no centro, às diversas freguesias, porque acredito que só assim poderemos estar no caminho que nós queremos, que é dar melhores condições de vida a todos os ribeiragrandenses”.

 

Fábio Bernardo, presidente da Junta de Freguesia do Pico da Pedra

“É bom retomar este espírito de festa. Já tínhamos saudades, depois de um período bastante atribulado, devido à pandemia. É bom encher o coração da cidade de ribeiragrandenses e visitantes, que vêm cá ver as nossas tradições”.

“Este é um fim de semana de muita felicidade. Eu estou muito confiante no projeto para o Pico da Pedra, pois temos vários projetos em fase de avaliação. Portanto, tudo está a correr bem, para que, durante o período que estamos a executar, consigamos cumprir todas as nossas promessas”.

 

Davide Camboia, presidente da Junta de Freguesia de Fenais da Ajuda

“Acho que esta festa está a ser fantástica, tendo em conta os dois anos de interregno, pois teve uma adesão muito boa”.

“Estou bastante satisfeito com a organização. No entanto, acho que a Feira Quinhentista deveria ser promovida e alargada a mais ruas, porque as pessoas necessitam e o espaço tem sido pequeno para a adesão”.

“Teremos festa em Fenais da Ajuda, este ano. Teremos a nossa semana cultural de 5 a 7 de agosto, e a Festa em honra da Senhora da Ajuda de 14 a 17 de agosto”.

 

André Pontes, presidente da JSD da Ribeira Grande

“A Feira Quinhentista é um marco muito importante no nosso concelho. O interregno causado pela pandemia causou transtornos, mas penso que voltamos com um retorno muito bom. Tivemos, aqui, no domingo, cerca de 30 mil pessoas que visitaram e se deslocaram à Ribeira Grande, para poderem festejar na Feira Quinhentista”.

“A Feira Quinhentista realiza-se neste local, precisamente porque, na nossa opinião, é o local mais indicado para fazermos o evento, pois como tem traços quinhentistas, faz sentido que o edifício quinhentista da Ribeira Grande, que é os Paços do Concelho, esteja presente, como monumento, na festividade. Nós temos muitos jovens, nomeadamente vários grupos e associações, a participarem neste evento e até são eles os responsáveis por criarem parte do ambiente desta festividade”.

 

Marco Costa, chefe de sala do restaurante Associação Agrícola de São Miguel

“Quero dar os parabéns à edilidade da minha terra, pelo regresso desta festa, que é uma referência da Ribeira Grande, depois dos constrangimentos impostos pela pandemia”.

“O elevado número de pessoas que estiveram presentes é super relevante para o nosso concelho e para todos os comerciantes da nossa terra. É verdade que tiveram uma época muito difícil, aquando da Covid-19, mas agora o reativar da economia na nossa terra é uma ajuda muito grande”.

“A única alteração que eu acho que faria sentido era os ribeiragrandenses envolverem-se mais ainda na nossa terra, ou seja, estarem presentes na festa, com trajes característicos da época”.

 

Jorge Lavouras, membro do Urro das Marés, da Associação Tradições de Ponta Delgada

“Eu acho que, no geral, viemos de uma pandemia e há muitas coisas que ainda estão a recuperar e a dar os seus primeiros passos, mas parece-me que, dentro das contingências atuais, o evento está muito bem organizado. Está muita gente, há boa aceitação e o evento tem tendência para crescer e necessidade de crescer em espaço, talvez, para haver mais condições para as pessoas estarem mais à vontade e poderem permanecer mais tempo aqui”.

“É bom voltar a uma casa e um espaço que nos é muito querido. Infelizmente, nos primeiros dois ou três dias o tempo não ajudou, mas notou-se, claramente, que há um esforço enorme para recuperar o evento, há uma aceitação enorme do público e eu sinto que, para o ano, será melhor e a tendência será para melhorar, sempre”.

“Esta é uma atividade séria. A Feira Quinhentista é o único evento, deste âmbito, na Região Autónoma, pelo menos que eu saiba. É um evento já com muita história. Quando se fala desta iniciativa as pessoas procuram vir, procuram estar vários dias, dependendo, e hoje há uma necessidade grande das pessoas participarem. Houve momentos em que foi muito difícil circularmos”.

“Passamos um período difícil, mas este está a ser um ano muito produtivo. Felizmente, nós somos uma associação sem fins lucrativos e tínhamos algum fundo de maneio, que nos permitiu aguentar as despesas decorrentes da paragem. Não tem sido fácil reativar os vários projetos, mas 2022 tem sido fantástico. Este é o nosso quarto evento e já tivemos três saídas fora de São Miguel, nomeadamente Machico, Pico, estivemos em Paris e tem sido fantástico”.

 

Estrela Torres, do Nana Coffee

“Foi a primeira vez que eu vim e eu estou a gostar imenso do que está a acontecer. Este tipo de iniciativas deve continuar, para que a nossa Ribeira Grande ganhe cada vez mais valor e para o bem da nossa freguesia e do nosso concelho”.

 

Sónia Freire, proprietária do espaço Sonik Cabeleireiros

“Esta Feira Quinhentista foi inesquecível. Garantidamente, para o ano eu estarei cá, como todos os anos. Foi muito emocionante e superou todas as nossas expectativas”.

“As pessoas estavam a necessitar de sair de casa e foi espetacular, porque permitiu-nos aproveitar e apreciar a vida, conviver mais uns com os outros, esquecendo o que se passa no mundo”.

 

João Santos, agente imobiliário

“Eu sou fã desta Feira Quinhentista. É uma iniciativa que eu acho que deve continuar, porque, para mim, como eu costumo dizer sempre, é a festa mais pedagógica, educativa e lúdica que se faz nos Açores, não desvalorizando as restantes”.

“O povo precisa das festas. As pessoas tinham sede de estarem em grupos e de participarem nestes eventos, daí a grande afluência. Esta festa, também, é diferente das outras, pois é uma outra forma de ensinar, principalmente às crianças, através daquilo que podem ver”.

“A crítica geral é que podia ser melhor e eu também defendo isso. Mas, eu também sei que houve um interregno e isso provocou algumas condicionantes e, tal como nós, as autarquias também têm de gerir a vida com o dinheiro que têm, pelo que é normal que este ano possa ter havido algumas limitações nos gastos”.

“Quando a Covid-19 começou a proliferar em Portugal e no mundo criou um impacto negativo nas pessoas, mas, a nível imobiliário, acabou por ser um bom ano. Este ano, além da desvantagem que já trazíamos da Covid-19, temos, também, a incerteza da guerra e como a vida funciona muito com emoções, as pessoas ficam um pouco indecisas se devem comprar, ou se devem vender, o que afeta o mercado”.

 

Hugo Leite, magíster da Tuna Académica da Universidade dos Açores

“Esta foi uma grande aposta. Nós já estamos cá há três edições da Feira Quinhentista. Eu, pessoalmente, já venho desde 2015 a este evento, e este deve ser dos anos em que eu vi mais pessoas cá. Eu também acredito que, pós-pandemia, seja o fervor das pessoas, por quererem festas e sair de casa, depois de estarem dois anos paradas”.

“Furto da Covid-19, nós estivemos parados a partir de março de 2020, depois do nosso festival, a nível presencial, e encontramo-nos online. Contudo, voltamos em setembro de 2021, depois de um ano e meio sem encontros presenciais. Chegamos a participar em festivais de tunas via zoom e tentamos fazer tudo o que era possível com as restrições todas que tínhamos. Após isto, nós notamos uma diferença grande ao nível da entrada de pessoas. Nós tivemos, praticamente, 12 elementos novos este ano letivo, o que não é um número tão normal acontecer nas tunas da Universidade dos Açores, mas aconteceu que o 1º e o 2º ano queriam viver a vida académica que não puderam vivenciar nos seus primeiros dois anos de faculdade, fruto da pandemia”.

 

Eduarda Sousa

“Estava a contar com esta adesão, pois estivemos dois anos sem festas. As pessoas tinham uma vontade enorme de saírem e de se divertirem, então eu estava a contar com muita gente e foi o que aconteceu”.

“É sempre bom, a nível cultural, a socialização das pessoas e o facto de estarem, aqui, com tanta alergia. É fenomenal ver tanta gente aqui”.

 

Paula Lima

“Um espetáculo. Superou, mesmo, as nossas expectativas. Nós estivemos sem festa, fruto da pandemia e as pessoas tinham muita necessidade de se divertirem”.

“A enorme afluência de pessoas quer dizer que temos de fazer cada vez mais. Estou muito orgulhosa. É muito bom a nível cultural, turístico e no geral”.