A Águas de Gaia visitou, no passado dia 3 de dezembro, juntamente com Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, um conjunto de obras e intervenções, relacionadas com as várias áreas de exploração desta empresa municipal, nomeadamente com a distribuição de água, águas residuais, águas pluviais e ambiente. O roteiro começou na Escola da Bandeira, passando pela bacia de retenção do rio Horto, pelas obras do coletor de águas pluviais da Rua Serpa Pinto, pelas reparações que estão a ser feitas no passadiço da orla marítima, pelo novo reservatório retangular de Gulpilhares e pela UATR de Vila d’Este.

 

 

A Águas de Gaia realizou um roteiro por um conjunto de obras e intervenções que visam melhorar a qualidade de vida da população. A iniciativa contou com a presença de Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, Valentim Miranda, vereador da autarquia gaiense, e do conselho de administração da empresa municipal.

Miguel Lemos, administrador executivo da Águas de Gaia, afirmou ao AUDIÊNCIA que, “é um gosto muito grande fazermos esta visita, principalmente acompanhados pelo senhor presidente da Câmara”, explicando que “este é um conjunto de investimentos que Gaia tem vindo a fazer ao longo destes últimos anos, para melhorar a qualidade do serviço e melhorar a qualidade de vida das populações. São obras, muitas vezes, invisíveis, mas que valem a pena mostrar, para que as pessoas, de facto, tenham consciência daquilo que, muitas vezes, na sombra e de forma discreta, as entidades públicas, neste caso, municipais, desenvolvem”.

“A ideia deste roteiro foi mesmo mostrar obras que passam despercebidas à maior parte da população e mostrar que elas estão aqui, que são equipamento público, que são investimentos que, de facto, saem do orçamento da Águas de Gaia, por via da conta, precisamente, da água. Mas, que servem, precisamente, para melhorarem a vida das populações e, portanto, passamos por todas as áreas de exploração”, sublinhou o administrador executivo da Águas de Gaia.

A visita começou na Escola Básica da Bandeira, que foi dotada de um sistema de reutilização de águas pluviais e de um bebedouro público, como incentivo ao consumo de água da torneira e à sensibilização ambiental. Este local foi, também, o palco da entrega simbólica de um kit “Bebe Água da Torneira/Águas de Gaia”, que, mais tarde, foi distribuído, aos alunos, pelos serviços educativos.

Seguiu-se uma visita à bacia de retenção do rio Horto, um equipamento que permite controlar o caudal da linha de água para jusante, evitando a ocorrência de transbordos na zona das caves do vinho do Porto e na marginal da zona histórica, aquando a ocorrência de situações de pluviosidade mais extrema. O investimento, orçado em 550 mil euros, com financiamento comunitário do POSEUR, vai contemplar um novo enquadramento paisagístico e ambiental, a requalificação do espaço nesta zona e prevê.se, ainda, a instalação de uma turbina “mini-hídrica” para a produção de energia.

Posteriormente, a comitiva seguiu para a rua Serpa Pinto, onde estão a decorrer as obras do coletor de águas pluviais, que englobam obras de enorme impacto quer técnico quer na resolução do problema de transbordos de linhas de água afluentes ao rio Douro na zona histórica, neste caso, na linha de água, que percorre toda a rua Serpa Pinto, cuja nascente se localiza na zona alta da cidade. Com este investimento de 350 mil euros, dos quais 190 mil euros são de investimento privado e o restante é da Águas de Gaia, será possível separar os caudais da zona alta, que passará a drenar diretamente para o rio e os caudais da zona baixa junto ao rio.

A praia do Atlântico foi o local escolhido para a visualização das intervenções preventivas que estão a ser realizadas no passadiço da orla marítima. Um investimento que ronda os 50 mil euros, à semelhança do que acontece todos os anos.

Mais tarde, o presidente e o vereador da Câmara Municipal de Gaia dirigiram-se, juntamente com o conselho de administração da Águas de Gaia, para o novo reservatório retangular de Gulpilhares que, segundo Miguel Lemos “é uma importante obra para o reforço de abastecimento de água nesta zona, tendo em conta o elevado crescimento urbanístico e demográfico do litoral do concelho”. Este novo equipamento terá uma capacidade de reserva de 1200 metros cúbicos, isto é, 10 vezes mais do que a atual, e garantirá a qualidade e a quantidade de água, prevenindo falhas de abastecimento. Assim, “este reservatório alia a mais elevada tecnologia com um estilo arquitetónico arrojado, visando o melhor enquadramento com a paisagem urbana contemporânea. Num investimento de 395 mil euros (reservatório) e de 30 mil euros (infraestruturas), a Águas de Gaia contou com a colaboração da Gaiurb no desenvolvimento de uma solução mais eficaz, em termos de armazenamento, sem ignorar o impacto visual, em linha com a envolvente habitacional”, sublinhou o administrador executivo da empresa municipal, salientando que “o reservatório de água vai permitir fornecer mais 2500 famílias”.

O roteiro terminou na UATR de Vila d’Este, que é uma nova infraestrutura de secagem de resíduos, provenientes da rede de águas residuais, permitindo uma gestão, ambientalmente, mais eficaz e reduzindo custos de transporte destes resíduos. Esta unidade está em processo de homologação, de forma a prestar serviços a outros operadores, nomeadamente à SIMDOURO e é, também, a nova área operacional da DAR (Divisão de Espaços Operacionais), devido à Covid-19. “Trata-se do espaço de uma antiga ETAR que foi totalmente requalificado, sendo que parte deste trabalho foi feito por administração direta por funcionários da empresa. O investimento total rondou os 200 mil euros”, revelou a Águas de Gaia.

O presidente da Câmara Municipal de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, ressaltou ao AUDIÊNCIA que “sobretudo são obras invisíveis, tirando os passadiços. Estamos a falar de obras que a Águas de Gaia desenvolve e que, curiosamente, no caso dos passadiços, desenvolve no inverno, para no verão parecer que nada aconteceu e para estar tudo bem, tudo normal, e, neste caso, são, de facto, obras de manutenção, mas de uma manutenção de reforço. Não é apenas fazer a manutenção tradicional, que os equipamentos exigem, mas é fazer uma ampliação de capacidade, porque, também, há uma necessidade maior de novos empreendimentos, de novas casas e, portanto, fazer disto uma oportunidade para reforçar a capacidade de resposta e para melhorar, tecnologicamente, a própria performance. Agora, admito que, para quem passa e para quem vê, desde que o serviço esteja garantido, não nota muito o que se está a passar. Porém, é um esforço da Águas de Gaia que, sendo invisível, é muito importante e repercute-se na qualidade de vida das pessoas”.

O autarca aproveitou ainda a ocasião para revelar que a fatura da água não vai aumentar em 2021. “Não vai aumentar, é um esforço que estamos a fazer. Quando se diz que a fatura da água não sobe, estamos a dizer que a Câmara está a pagar a subida, porque, na verdade, a água que nós compramos vem com um aumento e nós assumimos essa incorporação, sabendo que estamos a viver um ano muito específico. Já tínhamos feito esse esforço o ano passado, com a retirada da taxa de resíduos sólidos, naquilo que é a componente municipal, isto é, ficou apenas aquilo que é a componente, na qual nós não podemos mexer e, agora, não mexermos no preço da água, foi uma forma que nós encontramos, também, de darmos um sinal às pessoas, relativamente, a um recurso básico que é muito importante e que, em alguns casos, as pessoas passaram a gastar mais, por estarem mais tempo em casa. Por isso, partilhamos esse esforço, assumindo o município, por contrato-programa, a compensação à Águas de Gaia”.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com