Depois de dois anos de interregno, a Festa da Flor da Ribeira Grande voltou a colorir o concelho. Assumindo-se como sendo um dos eventos âncora da cidade, esta iniciativa, que decorreu entre os passados dias 12 e 15 de maio, atraiu milhares de visitantes. Para Alexandre Gaudêncio, presidente da autarquia ribeiragrandense, esta edição foi um verdadeiro sucesso, tendo os momentos com mais afluência recaído no desfile alegórico e na procissão do Senhor Santo Cristo dos Terceiros.

 

 

A Festa da Flor da Ribeira Grande regressou, entre os passados dias 12 e 15 de maio, às ruas da cidade, depois de dois anos de interregno, fruto da pandemia, que proliferou em Portugal e no mundo.

Sob o mote “Renascer”, este, que se assume como sendo um evento de referência, no panorama cultural do concelho ribeiragrandense, proporcionou, através de um vasto programa, dias coloridos, repletos de animação e alegria, durante os quais as flores foram as rainhas.

Assim, a Festa da Flor começou a ser celebrada no dia 12 de maio, com um concerto de música clássica, intitulado “Violoncelo Romântico”, que foi protagonizado pela violoncelista Maria José Falcão e a pianista Anne Kaasa e decorreu no Teatro Ribeiragrandense.

Já no dia 13, foi inaugurado o tapete de flores “Renascer”, no Largo Hintze Ribeiro, que, de acordo com a temática, retratou a forma e simbolismo da fénix, remetendo para o retorno à normalidade, após o período conturbado que vivemos, seguido da abertura da exposição coletiva de pintura “FlorArte”, que teve lugar na Igreja do Senhor dos Passos.

O dia 14 de maio, ficou marcado pelo tradicional e emblemático desfile alegórico, que contou com a participação de todas as freguesias e instituições da Ribeira Grande e coloriu as ruas do concelho. No seguimento deste célebre cortejo, Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, afirmou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, que “tivemos um desfile com quase 1000 figurantes e 15 carros alegóricos. Foi o maior desfile de sempre, devido à ansiedade que as instituições e as freguesias tinham de mostrarem, ao fim e ao cabo, aquilo que estavam a fazer”.

Por outro lado, a componente religiosa também não ficou esquecida, pelo que, o dia 15 de maio ficou assinalado pela missa solene, seguida da procissão em honra do Senhor Santo Cristo dos Terceiros, no seguimento da qual, os fiéis fizeram o percurso desde a Igreja de São Pedro, na Ribeira Seca, até ao Museu Vivo do Franciscanismo. “A figura do Senhor Santo Cristo dos Terceiros é muito querida pelos ribeiragrandenses e é uma forma de divulgarmos as nossas tradições, sem esquecermos que o grande motivo desta procissão é, precisamente, revitalizar o culto à Madre Teresa da Anunciada, para que o processo de beatificação, que já se arrasta há muitos anos, volte à tona da água, porque se não forem promovidas estas manifestações mais populares, dificilmente avançará e é por isso que, desde o momento em que retomamos a festa, reinserimos esta componente religiosa, para que, efetivamente, tenhamos a Madre Teresa como uma santa, porque já tem essa fama e é por este motivo que nós associamos esta procissão à Festa da Flor e quisemos dar este cunho, que continuará sempre connosco”, ressaltou o edil ribeiragrandense.

Durante todos os dias da Festa da Flor, esteve, ainda, presente no Largo Hintze Ribeiro, um mercadinho de flores e plantas, no qual participaram vários empresários do ramo da floricultura, bem como instituições locais.

Assegurando que este evento foi “um verdadeiro sucesso” e que superou todas as expectativas, pela adesão das pessoas, assim como das instituições e empresários locais, Alexandre Gaudêncio evidenciou que “tivemos muitos turistas de visita à ilha e que, de forma direta, vieram à Ribeira Grande, porque sabiam que tínhamos cá a Festa da Flor. Eu diria que foi, mesmo, um número que superou o da última edição, que realizamos, antes da pandemia”.

Para o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, “estes eventos são importantíssimos, não só para divulgar as localidades, mas, acima de tudo, para dinamizar o tecido empresarial local. Portanto, estes eventos são fundamentais, para retomarmos a atividade económica, em particular, como a restauração e a hotelaria, pois foram das mais prejudicadas, durante o período da pandemia e os números assim o comprovaram, uma vez que tivemos a hotelaria praticamente preenchida, aqui, no concelho. Eu diria até, que a Festa da Flor foi um acréscimo, para que as pessoas ficassem cá mais tempo e por isso é que, cada vez mais, assumimos que esta festa é um cartaz turístico, que pretende continuar nos próximos anos, precisamente para dinamizar a nossa terra”.

Enaltecendo que “quando a Ribeira Grande se une, consegue fazer coisas muito bonitas”, o autarca salientou a importância da epígrafe desta edição da Festa da Flor, asseverando que “Renascer” simboliza “o recomeço, depois de um período mais conturbado, o reviver de uma economia, que foi sentida durante a pandemia e que agora queremos que renasça com toda a pujança, pelo que nós acreditamos que este tenha sido o mote, para que tenhamos um grande ano de 2022”.