Depois de dois anos de interregno, fruto da proliferação da Covid-19 em Portugal e no mundo, a Festa do Caneco regressou ao Complexo Desportivo de Pedroso, entre os passados dias 7 e 12 de junho. Esta iniciativa, que foi idealizada e fundada pela União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo, reuniu mais de vinte coletividades num evento, que aliou artistas locais e nacionais à boa gastronomia, com o intuito de promover e divulgar as associações da freguesia, os seus costumes e as suas gentes.

 

 

A 7ª edição da Festa do Caneco foi promovida pela União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo e assinalou o retorno desta iniciativa, depois de dois anos em que o evento não se concretizou devido à pandemia, entre os dias 7 e 12 de junho, ao Complexo Desportivo de Pedroso.

No dia de abertura do recinto, a população teve a oportunidade de assistir à atuação do Grupo Coral da Academia Sénior de Pedroso e Seixezelo, seguindo-se o espetáculo musical da banda “Os Solitários”, que encerrou a noite. Por outro lado, no dia 8 de junho, foi a vez do artista Daniel Fernandes subir ao palco da Festa do Caneco, depois de uma aula de zumba com Marta Sá. No dia seguinte, a animação começou com a performance do Jardim do Jumbo, seguindo-se a Associação de Dança e Cultura “The Movement” e o show de Mia Moura.

Já no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a festa começou às 11 horas com o Ginásio VIV, que sucedeu o tradicional Torneio de Malha e Sueca, assim como o Concurso de Sobremesas, a atuação da ACRP, intitulada “Histórias com Música”, e a performance do Grupo de Dança da Academia Sénior. A noite começou com o espetáculo do grupo “Let’s Dance”, continuando com o humor de Pedro Neves e terminando com o DJ Manassas.

O Passeio de Carros Clássicos e Antigos inaugurou o evento no dia 11 de junho, que prosseguiu durante a tarde com a atividade “Pedroso a Mexer”, do ginásio MaduGym. À noite, o espetáculo de Hip-Hop ANSE antecedeu o momento musical, protagonizado por Marcus, tendo sido o DJ Phill Mor a encerrar o recinto.

O último dia do evento começou com a iniciativa “Cicloturismo Solidário”, continuando à tarde com a Final do Torneio de Malha e Sueca. Assim, a Festa do Caneco terminou com a performance dos Instrumentos Musicais da Academia Sénior de Pedroso e Seixezelo, que precedeu o espetáculo de Romana.

Os momentos culturais, musicais e dançantes animaram, durante seis dias, a plateia, porém as barraquinhas também foram um dos pontos altos desta iniciativa, uma vez que atraíram milhares de pessoas. “Nós tivemos mais de 80 inscrições para as barraquinhas, pelo que tivemos de recusar mais de 50. As barraquinhas também encheram o recinto nos vários dias da festa, aliás, logo no primeiro dia, a procura foi tanta, que algumas coletividades já nem tinham produtos para venderem, o que é sinónimo de que as pessoas também estavam com vontade de sair, acreditam e gostam da festa, assim como da forma como ela está organizada”, afirmou Filipe Silva Lopes, presidente da União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, explicando que o Caneco contou com a participação de “20 coletividades e de alguns particulares, com produtos que as associações não vendiam. Ter barraquinhas é o que faz a diferença em qualquer festival e, depois, há o bairrismo, que faz com que o recinto esteja sempre cheio, o que é bastante bom para todos”.

Ressaltando a importância de “voltar à normalidade, aos poucos, com responsabilidade e segurança”, o edil salientou que a preocupação ambiental também esteve bem patente na organização deste evento. “Nós fizemos uma parceria, inovadora, com a Suldouro, para termos ecopontos espalhados pelo recinto e por cada uma das barraquinhas que estiveram, aqui, presentes. De resto, criamos condições, colocamos o máximo de mesas possível e mantivemos a uniformização do recinto”, revelou.

Assim, a 7ª edição da Festa do Caneco voltou a contar com a barraquinha permanente da Junta, que contou com a presença dos membros do executivo e dos funcionários da autarquia, assim como com a oferta do Caneco Bus, uma iniciativa criada pela autarquia, em parceria com a UTC, que, à semelhança dos certames anteriores, teve muita adesão, porque, segundo o autarca, “é mais fácil para as pessoas deslocarem-se em transportes públicos, seja por uma questão de estacionamento, ou até de possíveis exageros, que, normalmente, acontecem nos festivais”.

A grande novidade do certame foi o hino oficial, intitulado “Olha o Caneco”, da autoria do músico e compositor Paulo Amorim Portilho, que fez questão de mencionar, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, que “como a Festa do Caneco não tinha nenhuma música oficial, eu falei com o presidente e propus-lhe criar um hino, sem receber algo em troca, apenas por prazer, porque, do meu ponto de vista, a música, fazendo referência a este evento, também publicita a freguesia”.

Assegurando que “foi uma tremenda edição” e “terminou da melhor forma, com a visita do senhor presidente da Câmara, que tem vindo a todas as edições”, Filipe Silva Lopes fez um balanço muito positivo da iniciativa, sublinhando que “correu muitíssimo bem. O nosso padroeiro, São Pedro, ajudou-nos, por isso esteve bom tempo, na generalidade dos dias. No final, as pessoas que estiveram nas barraquinhas disseram-me que se sentiam cansadas, mas, ao mesmo tempo, extremamente contentes, porque o objetivo delas era, efetivamente, fazer negócio e angariar alguma receita. Portanto, todas elas contaram-nos que ficaram muito satisfeitas e que foi a melhor edição de sempre, ao nível da faturação”.

A pensar na próxima edição da Festa do Caneco, o presidente da União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo divulgou que o recinto será o mesmo e que o objetivo passará por melhorar este que é um dos eventos âncora da localidade. “Vamos reunir-nos com os responsáveis das barraquinhas, para ouvirmos as situações que possam, eventualmente, ter corrido menos bem, para nós próprios as registarmos, tendo em vista corrigirmos na próxima edição”, enalteceu o edil.