Depois de dois anos de interregno, fruto da pandemia que proliferou em Portugal e no mundo, o BeLive regressou, entre os passados dias 21 e 23 de julho, à Trofa e, desta vez, teve como palco o Mercado/Feira do concelho. Organizado pela autarquia trofense, este festival da juventude, reuniu oito bares e cinco estruturas de street food num espaço, que aliou grandes nomes da música portuguesa à boa gastronomia e cocktailaria, com o intuito de proporcionar o intercâmbio de experiência e de conhecimentos, entre todos os jovens.

 

O BeLive Trofa foi promovido pela autarquia trofense e assinalou o retorno deste festival da juventude, entre os passados dias 21 e 23 de julho, depois de dois anos em que o evento não se concretizou. “O BeLive Trofa é já um festival de referência nacional. Sabíamos que, após dois anos de interregno devido à pandemia da Covid-19, a expectativa em torno do nosso festival seria enorme e tínhamos de estar à altura do desafio, de preparar um evento que fosse ao encontro das expectativas do público jovem e das famílias em geral. A Câmara Municipal tinha de dar um sinal de que é possível retomar a uma nova normalidade, com eventos que projetem o nome da Trofa, a nível nacional, e o BeLive é um desses casos, já consolidados no programa musical regional e nacional”, explicou Renato Pinto Ribeiro, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Trofa, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA.

No dia de abertura do recinto, que contou com a presença do executivo municipal, os visitantes tiveram a oportunidade de assistir à atuação da Banda Quazztrio, que estreou o palco, seguindo-se o espetáculo protagonizado por Carolina Deslandes. A noite terminou com o show dos DJ’s Los Bravos.

Por outro lado, no dia 22 de julho, Cláudia Pascoal foi a primeira artista a subir ao palco do BeLive Trofa, antecedendo Syro e, mais tarde, Iven R, que encerrou o recinto.

Por fim, no dia 23 de julho, foi o rapper Domi, quem inaugurou os momentos musicais, sucedendo-se a atuação de Bárbara Bandeira e, mais tarde, o espetáculo de Pedro Cazanova.

Assumindo que este festival da juventude “superou as expectativas”, Renato Pinto Ribeiro enalteceu que “foi o festival mais participado de sempre, com enchentes em cada noite de espetáculos. Há uns meses, quando começamos a delinear o festival deste ano, fizemos algumas alterações, nomeadamente na localização. Decidimos realizar o BeLive num novo local, no Mercado/Feira da Trofa, que dispõe de capacidade para receber dezenas de milhares de pessoas”.

Relativamente ao cartaz, o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Trofa, revelou que “a seleção é sempre um trabalho duro, que implica a conciliação de um conjunto de fatores, mas tentamos sempre que os artistas que contratamos, a cada ano, venham ao encontro da população mais jovem e dos êxitos da atualidade. A afluência nos três dias de evento, revelou-nos que a escolha do cartaz foi, de facto, a mais acertada, tendo em conta todas as condicionantes que tivemos de enfrentar, nomeadamente o orçamento disponível, a agenda dos artistas e os condicionalismos técnicos, decorrentes do «boom» de espetáculos pós-pandemia”.

Para além da nova localização e de um recinto preparado para receber 15 mil pessoas, esta edição do BeLive Trofa contou com outras novidades. “Uma das principais preocupações foi, mesmo, tornar o novo local mais atrativo, funcional, dinâmico e confortável, apetecível não só aos jovens, mas, também, às famílias. E isso foi conseguido em pleno, pois tivemos um feedback extremamente positivo. De resto, tivemos seis parques de estacionamento super organizados, com capacidade para mais de dois mil veículos, tendo, até aqui, uma componente social de angariação de fundos para dois projetos ligados aos jovens, neste caso a Escolinha de Rugby da Trofa e as camadas jovens do Clube Desportivo Trofense. Em paralelo, este novo spot foi escolhido, quer pelas acessibilidades, quer por se tratar de uma área mais recuada em termos habitacionais, mas, ainda assim, perto do centro da cidade, que nos permite reconfigurar e ampliar o recinto, em função da afluência que, anualmente, perspetivamos”, sublinhou o edil trofense.

Garantindo que “foi uma aposta ganha, com maior comodidade, melhor reorganização dos espaços”, Renato Pinto Ribeiro evidenciou que “sentimos que as pessoas que visitaram o local ficaram agradadas com toda a organização e conseguiram assistir aos concertos com maior comodidade e sempre em segurança, estando o espaço vocacionado para receber cidadãos de forma inclusiva e de todas as idades”.

Com entrada gratuita, este evento, tal como em edições anteriores, aliou a gastronomia e a cocktailaria a grandes nomes da música portuguesa, mobilizando milhares de trofenses e visitantes. “Esta vertente foi, também, um sucesso, a complementaridade dos bares e da área de alimentação aos concertos, acabou, igualmente, por ser um dos pontos fortes do festival. O recinto abriu às 19 horas, logo os “festivaleiros” vieram mais cedo e jantaram no local, aproveitando, também, para se dirigirem aos bares durante os concertos e no final da noite, durante as atuações dos DJ’s. No total, tivemos oito bares e cinco estruturas de street food, mas como disse, o espaço permite-nos, caso seja necessário, ter mais área para a restauração e para os bares, inclusive mais palcos, se optarmos, no futuro, por ter vários focos de atuação”, ressaltou o vereador da autarquia trofense.

Assim, terminou mais uma edição do BeLive Trofa, que foi organizada pela Câmara Municipal, com o intuito de promover e divulgar o associativismo e atividades juvenis no concelho, estimulando o intercâmbio de experiências e conhecimentos, assim como a participação ativa e interventiva dos jovens.