“MAIS DO QUE ENSINAR UMA PROFISSÃO, QUEREMOS AJUDAR OS ALUNOS A CRESCER COMO PESSOAS”

Fundada em 1989, a Escola Profissional de Comércio Externo (EPCE) tem vindo a consolidar-se como uma referência na formação profissional, adaptando a sua oferta às exigências de um mercado em constante evolução. Com um leque formativo diversificado que abrange áreas como informática, audiovisual, comunicação, design, comércio e serviços digitais, a escola responde às novas necessidades do setor. Em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, a diretora pedagógica, Mónica Maia, sublinhou a importância de uma formação que vai além da vertente técnica, apostando no desenvolvimento pessoal, na ligação às empresas e na preparação dos alunos para um futuro exigente, dinâmico e cada vez mais digital.

 

 

Qual é a história da fundação da Escola Profissional de Comércio Externo?

A EPCE foi fundada em 1989 e, desde então, tem vindo a afirmar-se como uma referência na formação profissional. Inicialmente focada na área do comércio, expandiu a sua oferta formativa para áreas como audiovisual, comunicação, comércio, serviço digital, design gráfico, fotografia e informática, acompanhando as necessidades do mercado na região do Grande Porto.

Que valores procuram transmitir aos alunos, para além da componente académica e técnica?

Mais do que ensinar uma profissão, queremos ajudar os alunos a crescer como pessoas. Valorizamos princípios como o respeito, a responsabilidade e a autonomia, incentivando a capacidade de reflexão e decisão. Neste sentido, procuramos dotar os alunos de competências que lhes permitam alcançar o sucesso profissional e participar de forma consciente e responsável na sociedade.

Que cursos profissionais estarão disponíveis no próximo ano letivo?

Ao nível dos CEF (cursos de nível II) disponibilizamos cursos nas áreas de Informática, Distribuição e Fotografia. No ensino profissional (cursos de nível IV) possuímos um leque de opções diversificado que inclui áreas como Desenvolvimento de Software, Sistemas de Computação e Redes, Informática de Gestão, Audiovisuais, Design de Comunicação Gráfica, Multimédia, Fotografia, Comunicação – Marketing, Relações-Públicas e Publicidade, Comércio e Cabeleireiro.

Quais são as áreas mais procuradas pelos alunos? Porquê?

As áreas mais procuradas são a informática, o comércio e as tecnologias digitais, sobretudo pela sua empregabilidade. Ainda assim, observamos que os alunos escolhem cada vez mais de acordo com os seus interesses e aptidões, o que reforça a motivação e o sucesso — ajudamo-los a transformar o que gostam naquilo que querem ser.

Como é feita a seleção dos cursos?

A seleção resulta de uma análise rigorosa das necessidades do mercado de trabalho, em articulação com parceiros empresariais, orientações institucionais e características do território. Este processo garante uma oferta formativa relevante, atual e alinhada com as exigências do contexto económico e social.

Que espaços técnicos têm disponíveis?

A escola dispõe de espaços técnicos especializados, como um Centro Tecnológico de Informática, que vai inaugurar em maio, e um estúdio de fotografia e audiovisuais, entre outras oficinas. Recorremos a software de referência no mercado, como o Pacote Adobe, Programa CISCO e Programa SAP, garantindo que os alunos aprendam com as ferramentas utilizadas profissionalmente, reforçando a sua preparação técnica e competências digitais para o mercado de trabalho.

Como caracteriza a relação com as empresas?

Trabalhamos com uma rede de parceiros muito ativa, que colabora connosco em diferentes níveis — desde a Formação em Contexto de Trabalho até à participação em projetos e iniciativas conjuntas, entre as quais destacamos a promoção e realização das Provas de Aptidão Profissional, facilitando a transição dos alunos para o mercado de trabalho. A nossa relação com as empresas é próxima, dinâmica e estratégica.

Existem projetos de inclusão e apoio educativo?

Sim. A escola assegura um acompanhamento individualizado desde o início, com equipas multidisciplinares e o apoio do Serviço de Psicologia e Orientação. O objetivo é garantir percursos exigentes, mas ajustados às necessidades de cada aluno, promovendo a inclusão, a equidade e o sucesso educativo.

 

Como é que este estabelecimento de ensino mantém a ligação com a comunidade?

A nossa relação com a comunidade assenta na proximidade e na confiança mútua. Abrimos a escola para receber os parceiros locais, integrando-os na vida escolar através de projetos e eventos que enriquecem o currículo dos nossos alunos. Em paralelo, saímos para o terreno, participando ativamente em visitas culturais e empresariais, bem como em ações de voluntariado, iniciativas de cariz solidário. Destacamos o projeto “Design Solidário” que colabora com instituições como a CAIS e a Liga de Amigos do Hospital das Forças Armadas.

A seu ver, quais são os desafios do ensino profissional?

Um dos principais desafios é a valorização social desta via de ensino. Persistem ainda alguns preconceitos que não refletem a qualidade, a exigência e a elevada empregabilidade do ensino profissional, sendo fundamental continuar a afirmar o seu valor.

Quais são os objetivos para os próximos anos?

A EPCE quer continuar a melhorar a qualidade do ensino, inovar e acompanhar as mudanças do mercado. Também pretende reforçar parcerias com empresas e garantir que os alunos saem bem preparados para o futuro.

 

Como veem a escola no futuro?

A escola do futuro será cada vez mais dinâmica, inovadora e centrada nos alunos. Estará fortemente ligada ao mundo empresarial e à comunidade, promovendo uma formação sólida e ajustada a um contexto em constante transformação.

 

Que mensagem gostariam de transmitir aos alunos e encarregados de educação?

O ensino profissional é uma excelente opção. É prático, exigente e abre muitas portas — tanto para integrar o mercado de trabalho como para prosseguir estudos. A nossa escola pauta-se por uma atitude de proximidade, onde mantemos canais abertos de diálogo com toda a comunidade educativa. Acreditamos que cada aluno conta e que o acompanhamento individualizado é a chave para o sucesso académico e pessoal.