A Ribeirinha é assim chamada por nela correr uma ribeira, mais pequena que a da freguesia vizinha, Ribeira Grande – Matriz. Dela faz parte o lugar das Gramas, onde se encontra uma ermida dedicada a Nossa Senhora de Fátima.

A data de fundação deste lugar aconteceu entre o final do século XV ou início do século XVI. Em 1674 foi elevada a curato, pertencendo à freguesia da Matriz. Em 1948 foi finalmente elevada a freguesia, fazendo parte da cidade da Ribeira Grande juntamente com Matriz, Conceição, Ribeira Seca e Santa Bárbara.

O segundo domingo de agosto é dedicado ao padroeiro da freguesia, Santíssimo Salvador do mundo, cuja construção do templo foi iniciada em 1826 e concluída em 1861, substituindo a antiga ermida que também invocava o Santíssimo Salvador do Mundo.

Nesta freguesia existem vários pontos de interesse, como a Ponta do Cintrão, o porto de Santa Iria, a vigia das baleias e o farol.

Ao longo dos séculos, o porto de Santa Iria viria a prestar importantes serviços para as comunidades envolventes, principalmente no que concerne à exportação e importação de produtos. A partir do séc. XVI verificou-se um grande crescimento comercial e agrícola na vila da Ribeira Grande, sendo que esses bens eram exportados no porto dos Carneiros na então vila da Lagoa. Por existirem inconvenientes relacionados com a deslocação até à Lagoa, os habitantes da Ribeira Grande viram no litoral da Ribeirinha potencial para ali fazer um porto. Inicialmente chamado de porto de Macedo, mais tarde viria a ser porto de Santa Iria, pois (diz-se que) os primeiros navegadores que ali aportaram vinham de Santarém, local onde se pratica culto a Santa Iria.

Ali, na segunda metade do século XVIII apareceu a atividade da caça da baleia e exportou-se laranja, uma das culturas predominantes no século XIX. Hoje em dia esta é uma zona de lazer, e a sua requalificação é um anseio e também uma pretensão do povo que na Ribeirinha habita.

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