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2º DIA DA VILA NATAL DE PEDROSO E SEIXEZELO FOI CANCELADO DEVIDO ÀS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS

A segunda edição da Vila Natal de Pedroso e Seixezelo, que estava marcada para 17 e 18 de dezembro, acabou por sofrer um revés, uma vez que o segundo dia do evento foi cancelado, devido às condições atmosféricas. Ainda assim, Filipe Silva Lopes, presidente dos destinos de ambas as localidades, fez um balanço positivo do primeiro dia da iniciativa e também confessou que não está descartada a possibilidade de, nos próximos anos, os moldes se alterarem e o evento acontecer num local coberto.

 

 

 

Em 2021, fruto da pandemia, muitos eventos acabaram por ser cancelados por todo o país e em Pedroso e Seixezelo não foi diferente. Com eventos como a Festa do Caneco e o Festival da Cereja sem se poderem realizar, a Junta de Freguesia decidiu criar outros, mais controlados, onde fosse possível vigiar o uso de máscaras e manter os distanciamentos. Foi nesta lógica que nasceu, no fim do ano de 2021, a Vila Natal de Pedroso e Seixezelo, no Centro Cívico da Feira dos Carvalhos. “De todos os eventos específicos que fomos fazendo na época da Covid, a Vila Natal era aquele que fazia sentido dar continuidade”, justificou Filipe Silva Lopes, presidente da União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo, para a organização da segunda edição da iniciativa, que se realizou nos passados dias 17 e 18 de dezembro.

“Tivemos mais de 40 barraquinhas inscritas, o que nos obrigou a fazer opções, tivemos de optar por pessoas da freguesia, foi o critério que definimos”, referiu o autarca sobre a enorme adesão ao evento, relembrando que, este ano, muitos jovens de movimentos da Igreja decidiram participar, porque “para o próximo ano há Jornadas Mundiais da Juventude e eles aproveitaram para angariar, aqui, alguma receita para as despesas dessa iniciativa”. No total, o evento acabou por contar com 27 barracas, desde artesanato a alimentação, sendo que a regra era apenas uma: o que vendiam tinha de estar relacionado com o Natal.

A autarquia foi ambiciosa e alargou, até, o espaço dedicado ao evento, que contou, além do comércio, com a Casa do Pai Natal, iluminação alusiva à época, insufláveis e espetáculos. Mas, nem tudo correu como esperado, uma vez que as condições atmosféricas acabaram por atrapalhar a magia de Natal e obrigar a Junta a cancelar o segundo dia do evento. “De sábado para domingo, a noite esteve muito ventosa e, no domingo de manhã, também estava muito vento, o que danificou algumas estruturas. Apesar da grande maioria das barracas estarem operacionais, nós convocamos todas as pessoas e fomos vendo as previsões. Acabamos por perceber que, mesmo que as barracas que estavam bem, continuassem no evento, com a ventania e com o frio que estava, o mesmo não iria ter muita adesão e foi unânime a decisão de cancelar”, explicou Filipe Silva Lopes.

Ainda assim, o balanço do primeiro dia do evento foi, na opinião do presidente, muito positivo. “As barraquinhas com quem fui falando disseram-me que superou as expectativas, que estava muita gente e que chegaram ao lucro no sábado, ou seja, conseguiram pagar o investimento com as vendas do primeiro dia. Foi pena o domingo, porque tudo o que vendessem seria para aumentar esse lucro, mas esteve bastante bem, os espetáculos correram bem, o insuflável foi top e ainda tivemos um desfile de pais Natal, organizado pelo grupo motard, que terminou na Vila Natal, o que também deu um colorido diferente à iniciativa”, contou o edil.

Apesar disso, Filipe Silva Lopes contou ao AUDIÊNCIA que haverá uma reunião para alinhavar a Vila Natal para os últimos dois anos de mandato, uma vez que existe a possibilidade, em cima da mesa, de a alterar para, por exemplo, um Mercado de Natal, num local coberto, para estarem mais salvaguardados. “Se for dentro de um pavilhão não há estes inconvenientes, mas também, sendo em pavilhão, temos de mudar a filosofia do evento e, em vez de ser Vila de Natal, passa a ser Mercado de Natal, e são só umas mesas a vender bolos. Agora, o que acho é que aquilo só tem tanta procura porque é um todo, a Casa do Pai Natal, o insuflável, as atuações e, depois, tem os bolos e as outras coisas, de outra forma não acho que vá ter a mesma procura”, terminou Filipe Silva Lopes, deixando clara a sua opinião de manter a Vila Natal, mesmo correndo riscos, quanto às condições atmosféricas.