Passados alguns meses sobre o início da pandemia da COVID-19, o Governo dos Açores volta a apresentar um novo conjunto de apoios, específicos para o setor do turismo.

Pela sua natureza, robustez e valor, diria que estamos na presença de uma verdadeira “bazuca financeira”, expressão utilizada por Mário Draghi e repetida por vários responsáveis políticos, para designar um ambicioso pacote financeiro para a recuperação da economia.

De forma complementar às medidas nacionais e em estreita colaboração com os representantes dos empresários, o Governo dos Açores apresentou na semana passada três novas medidas de apoio ao setor turístico da Região, que se somam a dezenas de outras, com vista a salvaguardar o emprego dos colaboradores e a garantir a subsistência das empresas.

Destaco, a este respeito, a criação do programa para apoiar os custos operacionais das empresas do setor turístico, através da comparticipação, a fundo perdido, de 75% das despesas elegíveis com água, energia, rendas e alugueres, comunicações, seguros, vigilância e segurança.

Com uma dotação de 10 milhões de euros, esta medida terá um forte impacto na redução dos custos de contexto das empresas e funcionará com um “balão de oxigénio” para as empresas do turismo resistirem ao difícil “inverno” que se aproxima.

Adicionalmente, foram apresentadas mais duas medidas com vista ao reforço das qualificações dos trabalhadores, através da atribuição de apoios financeiros às empresas que retomaram a sua atividade.

Na prática, com a apresentação destas novas medidas, o Governo dos Açores cumpre o que prometeu logo no início da pandemia:  apoiar as famílias e as empresas Açorianas até ao limite dos seus recursos, de forma gradual e em função da situação económica e social na Região.

Mesmo perante várias adversidades, quer seja na saúde, quer seja na economia ou simplesmente no nosso dia a dia, os Açorianos sabem que fez, faz e fará a diferença ter um Governo dos Açores liderado pelo Partido Socialista.

No último plenário realizado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aprovamos um dos maiores Orçamentos da nossa história, com um reforço muito significativo dos recursos financeiros afetos ao setor da saúde, à manutenção do emprego e ao apoio às famílias e empresas.

O combate à pandemia e a recuperação económica e social, já em curso, vieram acentuar a importância de um verdadeiro “Estado Social”, onde os governos são chamados, por todos, incluindo os habituais neoliberais, a intervir na economia, a salvar empresas e empregos e a garantir um rendimento digno para todos os cidadãos.

Se hoje temos uma das taxas de desemprego mais baixas do país, em plena pandemia, é porque os empresários e os trabalhadores da nossa Região souberam resistir e aproveitar os robustos apoios criados pelos Governos “Socialistas”.

Outros, mais à Direita, fariam seguramente diferente e deixariam o “mercado” funcionar sozinho, com as consequências que todos conhecemos – falências e desemprego em massa.

Como referiu recentemente o Presidente Vasco Cordeiro, “até ao limite das nossas forças, tudo fizemos para cumprir o desafio de não deixar ninguém para trás”.

É por isso que fomos mais longe e mais rápido que outras regiões e criamos uma “bazuca financeira” ao serviço dos Açorianos!

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