Para que não se fale apenas de pandemia e acima de tudo se continue a falar de números, não dos que estamos habituados de internados, mortos ou infectados. Vou abordar um assunto também de tostões e milhões, que se calhar afectam muito mais do que a pandemia.

Estes números afectam muito em especial o nosso belíssimo e tão martirizado planeta terra, as catástrofes naturais, alterações do clima, buraco de ozono enfim um sem número de coisas que o próprio ser humano, tão inteligente e ao mesmo tempo tão estúpido está a dar cabo do planeta terra, mas pior ainda não tem o discernimento intelectual para ver todo o mal que está a fazer a ao planeta azul.

Que coragem de chamar burro a um simpático animal!

A NASA, farta-se de lançar sondas espaciais com o objectivo estudar e investigar a atmosfera do planeta vermelho. È a conquista do espaço à custa da destruição da terra.

Como curiosidade, além do quase 1 ano, que demoraram a chegar a Marte estas sondas, temos ainda a curiosidade de já se encontrarem em Marte outras sondas para estudar o planeta, nomeadamente: Mars Reconnaissance Orbiter, Mars Odyssey, ambas dos Estados Unidos e ainda, Mars Express, da agencia Europeia, estando igualmente segundo nos informam no solo de Marte, os Robots Oportunity e Curiosity e se calhar outras que ninguém sabe.

Os Estados Unidos á semelhança de todos os países do mundo estão a passar uma crise financeira e mesmo cerca de 30% da população em situação de pobreza, não se compreende todos estes gastos, diria supérfluos, quando não se tem sistema de saúde.

A União Europeia, também não querendo ficar atrás dos Estados Unidos fazem das suas e manda para o espaço sondas, esquecendo-se igualmente, dos milhões de desempregados por toda a Europa e de mais de 50% de população pobre, esquece-se do flagelo que são os emigrantes e mais recentemente os deslocados e refugiados. A pergunta que se põe é quem paga todos estes biliões de Euros e que benefícios trazem aos contribuintes europeus?

Sem dúvida que isto é a ciência, mas não seria melhor utilizar estas energias na melhoria do clima que tanto tem afectado nos últimos anos o planeta terra? Não seria melhor utilizar na qualidade de vida dos cidadãos de cada País que vivem abaixo do limiar da pobreza?

Mais curioso e digo curioso, é que desde à alguns anos um País considerado terceiro mundista onde existe a exploração infantil, onde as violações dos direitos fundamentais das crianças, mulheres e idosos são violados, onde a miséria perdura, que exporta medicamentos, mas que tem falta deles para o seu povo, também entrou na conquista do espaço com a sonda Mars Orbiter Mission, estou a falar da Índia.

Para não ficar atrás, a Arábia Saudita também entrou nesta aventura do espaço, mas estes nem sabem onde gastar os milhões que lhe chegam pelo petróleo.

Apenas a missão Mars Reconnaissance Orbiter, custa a módica quantia de 500 milhões de Euros, não é muito na verdade, se atendermos que com esta módica quantia, se acabava com algumas epidemias ainda existentes em especial no continente Africano e asiático, esta módica quantia é superior ao gasto com a pandemia sem qualquer retorno, pois os investimentos feitos nas e pelas farmacêuticas essas sim tem retorna e trazem muito lucro e o que é curiosos sempre para os mesmos.

Também não é muito quando dizemos que estas missões no seu conjunto custam mais de 5 mil milhões de euros (não escrevo em números, porque são tantos os zeros que nem nos daríamos conta desta verdadeira e absurda realidade).

Dizem os especialistas, que estas missões são com o intuito de verificar se em Marte existiu água ou vida, e quais as causas do planeta vermelho neste momento ser áridas e gélido, mas afinal que nos interessa se existiu ou existe água ou vida?

Não seria mais importante verificar as nossas necessidades também de água, que falta cada vez mais no nosso planeta terra? Dentro de poucos anos a ano estará a escassear, a vida bem essa já vai acabando um pouco por toda a parte seja por causa da seca, guerra ou calamidades naturais.

Não seria muito mais útil e porque sabemos que não há água em África, criar condições para que não houvesse falta desse produto tão essencial? Não estamos também no nosso planeta azul a perder de segundo para segundo as nossas reservas de água potável?

Não estamos nós de dia para dia a ter catástrofes naturais e ambientais, segundo outros entendidos devido á poluição desmedida, não apenas do nosso planeta terra, mas igualmente da atmosfera?

Claro que tudo isto são perguntas, que não interessam muito, aos políticos deste mundo, mas que ao comum do cidadão preocupam muito, porque, cada vez mais somos massacrados com despesismo absurdos e catástrofes que destroem e matam.

Mas, eu antes falei num país terceiro mundista que entrou recentemente nesta aventura da conquista do espaço. Já não chegavam os EUA, a Rússia, Europa e China, agora juntou-se a Índia a Arábia Saudita e já se fala noutros.

Na Índia falta um pouco de tudo, mais de 80% da população estão abaixo do limiar da miséria, e os seus governantes dão-se ao luxo de gastar 400 milhões de Euros, na suposta conquista do espaço. E se este 400 milhões de Euros fossem gastos e alimentos, e vacinas?

Este valor chegaria para irradiar a fome neste País. Mas poderiam começar pelo básico, com estes 400 milhões investirem em infraestruturas no país, como o saneamento e estradas, desta forma não apenas estariam a modernizarem-se mas indiretamente a eliminar muitas doenças e epidemias.

Os outros países, que não apenas correm á conquista do espaço, mas igualmente ao armamento nuclear, gastando milhares de milhões, não seria bem melhor investir em criar condições, para que os recursos naturais na terra tão necessários ao consumo humano não terminassem tão prematuramente?

Não são críticas, são apenas constatações de factos, tristes realidade nas quais vivemos e que alguém um dia escreveu:

“A evolução humana tem sido tão rápida, que o próprio ser humano mais tarde ou mais cedo, acabará por destruir o planeta”

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