A Semana das Pescas 2022 decorreu no mês de abril, ao longo de quatro dias, entre as ilhas do Faial e Pico. Na sessão de encerramento, Catarina Cabeceiras, vice-presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) falou sobre a importância do mar dos Açores, os desafios que ultrapassa e sobre como o futuro passará, inevitavelmente, por um melhor conhecimento e aproveitamento deste.

 

 

Na sessão de encerramento da Semana das Pescas 2022, em representação do presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), ausente da ilha, a vice-presidente, Catarina Cabeceiras, disse que “o mar dos Açores dá a dimensão Atlântica a Portugal e à Europa. Importa, por isso, estar à altura da responsabilidade, e podermos ser nós a estar na dianteira da definição de estratégias”, sublinhando que isso será o garante da sua “sustentabilidade económica e ambiental”.

Além disso, Catarina Cabeceiras, também, considerou o atual “contexto político internacional” um dos principais desafios que as pescas dos Açores têm pela frente, devido ao “aumento do preço de matérias-primas, energia e combustíveis”, que já está a provocar dificuldades no setor. A você-presidente da ALRAA elencou, ainda, como principais desafios para o futuro, a sustentabilidade da pesca, a valorização do pescado e a diversificação dos usos do mar.

Catarina Cabeceiras sublinhou que a Semana das Pescas é um evento que “promove o aprofundamento do conhecimento, permitindo clarificar posições, delinear novas estratégias e, consequentemente, incentivar a inovação nas áreas de oceanografia e pescas”.

Para a vice-presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, a “investigação e desenvolvimento” e os “programas de acompanhamento das pescas” são “aliados fundamentais para o alcance de maior sustentabilidade do setor”. “O futuro passa, inquestionavelmente, por conhecer melhor o mar, para, assim, o poder aproveitar. Com sabedoria, respeito e proveito”.

A Semana das Pescas 2022 decorreu ao longo de quatro dias, entre as ilhas do Faial e Pico, com debates centrados na investigação marítima, na aquicultura, na transformação e comercialização do pescado, nos fundos estruturais e na relação dos Açores com a União Europeia, com um enfoque especial na economia azul.