No dia 17 de outubro, deu-se a pequena cerimónia de instalação da Assembleia de Freguesia e tomada de posse dos membros eleitos da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho para o mandato 2021-2025, na sede da Tuna Musical A Vencedora. A abstenção esteve na ordem do dia. A oposição nomeou-a como maior vencedora na noite de 26 de setembro, e o Partido Socialista disse que essas palavras serviam apenas para mascarar a derrota dos outros partidos. Serafim Teixeira disse que era um homem feliz com tudo o que já tinha conseguido para a sua freguesia, admitindo que pode ser ainda mais feliz daqui a quatro anos, quando conseguir mais, até porque, segundo o mesmo, não está tudo feito e há muito caminho pela frente.

 

 

Serafim Teixeira foi reeleito presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho nas eleições do dia 26 de setembro. No dia 17 de outubro, na sede da Tuna Musical A Vencedora, aconteceu a tomada de posse dos órgãos autárquicos da Assembleia e Junta de Freguesia. Depois do momento formal de instalação da Assembleia, foi nomeada uma lista de nomes que completariam o executivo ao lado de Serafim Teixeira. Andreia Teixeira, Fernando Silva, Joaquim Faria e Natália Cardoso foram os nomes que foram a sufrágio e que foram eleitos com nove votos a favor e quatro votos em branco. De seguida foi apresentada a lista para a Mesa da Assembleia da Freguesia de Vilar de Andorinho, onde foi apontado António Silva para o cargo de presidente, Sónia Marques para 1ª Secretária e Nuno Ribeiro para 2º Secretário. Esta lista foi aprovada com oito votos a favor e quatro votos em branco, porque uma das pessoas não tomou posse no dia por impossibilidade de estar presente na cerimónia.

Terminado o momento mais formal da efetiva tomada de posse e votação, seguiu-se o momento dos discursos. O primeiro a ter a palavra foi Ricardo Dias, do Bloco de Esquerda, que fez questão de deixar, desde logo, um apelo à população: “indo ao encontro de uma democracia mais participativa, apelo a todos e a todas que participem, participem nas reuniões da Junta de Freguesia, nas reuniões da Assembleias de Freguesia, interpelem-me sempre que queiram, informem-me do que é necessário nos lugares da vossa residência, do vosso trabalho, nas escolas dos vossos filhos, nas associações a que pertencem”, disse, prometendo ouvir e ser uma voz ativa na Assembleia. Ricardo Dias continuou o seu discurso afirmando que ouvir a população é o caminho para a redução da abstenção, salientando o valor altíssimo que esta conquistou no dia 26 de setembro, e afirmando que “a abstenção não elege, a abstenção é inimiga da democracia e, com estes resultados, Vilar de Andorinho ficou com uma representação menos plural, logo, democraticamente mais pobre”, apelando a que nunca se deixasse de exercer o direito ao voto.

Também Rui Silva, da Aliança Democrática, salientou a abstenção como “uma situação que nos deve preocupar a todos porque, uma vez mais, o maior vencedor, foi a abstenção”. No entanto, o membro da Assembleia, parabenizou todos os que se candidataram, salientando a disponibilidade e sacrifício da vida pessoal que cada um demonstrou, em nome da causa pública. “Ainda não foi desta que se quis a mudança”, foi assim que se referiu à vitória do Partido Socialista, mas deixou claro que a bancada do partido que representa “não se vai cingir a marcar presença, vai trabalhar para marcar a diferença para uma sociedade mais justa onde todos tenham as mesmas oportunidades”. Rui Silva ainda disse que esperava “pela parte do executivo, contrariando o que aconteceu nos outros mandatos, que este se apoie neste órgão para o ajudar e pensar e definir estratégias de desenvolver a freguesia”, ou seja, que o executivo “possa vir a buscar ideias e sugestões que lhe permita melhor servir os vilarenses”.

Tiago Cunha, em representação do PS, respondeu à bandeira da abstenção que a oposição ergueu nos seus discursos. “Não cabe a uma oposição forte o exercício que vimos alguns fazer aqui, de desvalorizar o resultado democrático e histórico, o resultado do partido Socialista. Alguns falam de uma vitória da abstenção porque querem calar as suas próprias derrotas”, referiu Tiago. Mas o representante do partido socialista partiu rapidamente para a lista do que foi feito e do que mereceu o voto dos vilarenses, uma vez mais. “Obra que se vê, e podia elencar extensivamente o que foi feito, desde a rua Heróis de Ultramar, à dignificação dos espaços verdes de São Lourenço, mas numa altura em que saímos daquele que será, provavelmente, o evento mais marcante das nossas vidas, e no qual fomos todos recordados da importância da saúde, permitam-me destacar o trabalho que fizemos, quer com a construção do Centro de Saúde de Vilar de Andorinho, quer com a dignificação da obra do nosso hospital”. A proximidade de serafim Teixeira à população foi outra das questões salientadas por Tiago Cunha, que terminou salientando o investimento no futuro, onde referiu projetos como a extensão da linha do metro e o metro bus na Estrada Nacional 222.

Serafim Teixeira, presidente reeleito da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho, salientou que os últimos oito anos foram de mudança. “Foram anos de obra feita, muita obra feita, umas materiais, outras imateriais, mais ligadas à proximidade com as pessoas, onde nós, realmente, brilhamos. Concretizamos a construção do Centro de Saúde, um sonho finalmente cumprido, valorizamos a sede da Junta de Freguesia dando-lhe a dignidade que merece enquanto espaço de apoio aos cidadãos, reabilitamos a rede viária e em especial a Rua Heróis do Ultramar. O Hospital de Gaia está a sofrer a transformação que tanto necessitava, o metro que tanto vai revolucionar a mobilidade está no tereno”, disse, entre muitas outras, como a reabilitação das escolas e de espaços verdes da freguesia. “Ao fim de oito anos posso dizer que sou um homem feliz. Acredito que daqui a quatro anos serei mais. Feliz porque vi muitos sonhos da nossa comunidade realizados, feliz porque Vilar de Andorinho entrou, definitivamente, no século XXI, feliz porque sei que os meus conterrâneos estão mais felizes”, completou Serafim Teixeira.

“Mas está tudo feito? Claro que não!”, foram as palavras do presidente de Vilar de Andorinho que lembrou tudo o que está no seu programa eleitoral e que ainda vai ser feito, prometendo eu ele e a sua equipa vão continuar a dar “o nosso melhor, sempre demãos dadas com o parceiro imprescindível que é a Câmara Municipal de Gaia”.

Por fim, mas não menos importante, foi a vez de Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, dirigir algumas palavras ao salão repleto da Tuna Musical A Vencedora. “Lembro que o Centro de Saúde de Vilar de Andorinho de outrora, não só hipotecava os serviços de saúde, como hipotecava os serviços da Junta de Freguesia nas suas valências de apoio administrativo à população. Percebemos que tínhamos de resolver as coisas com esta preocupação de criação de infraestruturas que enobrecessem a freguesia, que permitissem dar resposta aos reais problemas da freguesia”, disse o autarca, relembrando também que, do outro lado da balança, estavam as políticas imateriais, “que para muitos são as menores, mas que, por acaso, no meu ponto de vista, são as coisas maiores”. Eduardo Vítor Rodrigues voltou a reforçar que “sempre que tiver de optar por um camião de asfalto ou um programa de apoio social, optarei pelo programa de apoio social”, dando o exemplo da pandemia para lembrar que “quando encontramos um problema, como foi o da pandemia, não é no asfalto que encontramos solução”.

O edil gaiense ainda salientou a importância do trabalho em conjunto entre Câmara, Juntas de Freguesia, associações e IPSS. O presidente ainda disse, convictamente, que “a política não é o lugar para alguém chegar com uma mão à frente e outra atrás e sair rico, porque com os ordenados que se praticam na política, não é possível sair-se rico, e se sair rico, é porque roubou, a menos que tenha tido uma herança ou lhe tenha saído o totoloto”.