Há 18 anos atrás, ao fazer a notícia sobre a Teresa, no papel que assumiu por intermédio da Segurança Social, dedicando a sua vida ao Bruno, sendo ele uma criança especial, assim arranjou um “Padrinho do Coração” disse ela, que sou eu.

Fiquei com a “responsabilidade” de lhe oferecer alguma coisa no Natal e na Páscoa como um padrinho de todo o coração para que se sinta mais feliz nesses dias tão especiais.

O episódio que vou contar aconteceu na véspera de Natal à 18 anos quando, por ser padrinho do coração do Bruno, fui a casa da Teresa levar alguns brinquedos, um dos quais era muito colorido e devia chamar-lhe a atenção apesar das suas incapacidades,  pensando eu que este gesto era lindíssimo.

Pensei que aquela criança, que não tem à noção da vida e do tempo, ia adorar os brinquedos, mas sim, adorou os gestos que eu lhe fazia em tom de brincadeira. Então estremeci de emoção, pois ele começou a passar as suas mãos nas minhas faces com a maior alegria. Não contive as lágrimas que me correram pela cara abaixo por ele valorizar mais as minhas brincadeiras do que os próprios brinquedos.

Acho que Deus estava lá naquele momento mágico para que aquela criança de seis anos, na quela altura com a aparência de seis  meses, tenha feito aquilo que fez.

Como esta criança há muitas.

Se cada um de nós, no dia a dia, fizer um gesto como este a outras crianças como o Bruno podemos dizer que Natal é todos os dias.

A todas as instituições, lares de terceira idade, centros de dia, hospitais e outras que estão a dar o seu melhor “àqueles” que não têm carinho, pão, abrigo e medicamentos vai o meu muito obrigado em nome desses seres humanos que tanro precisam de vós.

Só assim podemos ter o Natal todos os dias com mais felicidade.