Eis chegado o momento de lembrar uma vez mais, como em cada ano, o Conto de Natal (A Christmas Carol) livro escrito por Charles Dickens. Com várias versões em Português, ficou conhecido como Um Conto de Natal.

Escrito em menos de um mês, originalmente para pagar dívidas, tornou-se um dos maiores clássicos do natal de todos os tempos e uma das mais célebres obras de Dickens. O autor descreveu-o como o seu “livrinho de Natal”, e foi primeiramente publicado em 19 de dezembro de 1843, com ilustrações de John Leech.

A história transformou-se instantaneamente num sucesso, vendendo mais de seis mil cópias apenas numa semana.

Charles John Huffam Dickens (Landport, Portsmouth, 7 de fevereiro de 1812 / Gravesham, Kent, 9 de junho de 1870) foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje. Apesar de os seus romances não serem considerados muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa.

“Os filhos dos mais pobres não estão sendo educados, mas sim arrastados.” (em A Casa Soturna. 1853). Nas suas obras, a infância das personagens assume um papel de plena importância, a exploração e sofrimento estão sempre presentes, como se revela nos seus romances, dois dos seus maiores clássicos, David Copperfield e Oliver Twist. A indústria têxtil servirá de emprego para estes espoliados. O trabalho infantil torna-se uma das características mais pungentes da economia inglesa.

Em 1845, F. Engels publicará “A situação da classe operária em Inglaterra”, onde toda esta situação é analisada. Dickens aflorará estes problemas, é certo, mas conquistará o público burguês porque não se assumirá nunca como um revolucionário… As suas personagens, quando melhoram de vida, devem essa melhoria às circunstâncias e acasos da vida, mais que à sua luta pela justiça social. Por outro lado, a população anglófona é a mais alfabetizada do mundo. Por isso, Dickens terá um público potencial muito alargado, não só na Grã-Bretanha como além do Atlântico.

Os livros de Dickens tornaram-se extremamente populares na época e eram lidos com grande expectativa por um público muito fiel à sua escrita. O seu sucesso permitiu-lhe comprar Gad’s Hill Place, perto de Chatham, em 1856. Esta casa fazia parte do imaginário de Dickens, desde que por ela tinha passado, em criança – sonhando que um dia poderia lá viver. O local tinha ainda um significado especial porque algumas cenas da peça histórica Henrique V de W. Shakespeare localizam-se nesta mesma área.

“Depois de algumas viagens à Itália, Suíça e França, realizou algumas incursões no campo teatral e fundou o Daily News, periódico que teria curta existência. Sua fase madura aconteceu com Dombey e Filho (1848), novela na qual alcançou um controle quase perfeito dos recursos novelísticos e cujos argumentos planejou até os últimos detalhes. Em 1849, fundou a Houseold Word, semanário no qual, além de difundir textos de autores pouco conhecidos, feito seu amigo Wilkie Collins. Publicou A Casa soturna e Tempos Difíceis, duas das obras mais perfeitas de sua produção.

(Thais Pacievitch) “Desde que foi publicada, em dezembro de 1843, a novela A Christmas Carol, vem sendo constantemente transposta para outros suportes artísticos, que lidam com o som e com a imagem. Primeiro para as ilustrações e para o teatro, depois para as leituras públicas feitas pelo próprio autor e, posteriormente, para o cinema, a televisão, o rádio e os desenhos animados.

A história de Ebenezer Scrooge, o velho avarento que é assombrado na véspera de Natal pelos espíritos dos Natais passado, presente e futuro, é a mais conhecida das obras de Dickens. Sobre esta obra, o livro de Fred Guida, A Christmas Carol and Its Adaptations.

O autor, em uma entrevista de 2001, diz ter se impressionado, durante a pesquisa para seu livro, com o número de adaptações que encontrou: na época, havia quase 200 versões para cinema e televisão, dos mais variados gêneros, pela incrível diversidade dessas adaptações: havia musicais, versões com cowboys, e todo tipo de desenhos animados. Até mesmo uma versão pornográfica! E, embora a maioria tenha tendido a vir dos Estados Unidos e da Inglaterra, havia um número considerável de adaptações em língua estrangeira também”. (GUIDA, 2001,citado por Wilson Filho Ribeiro de Almeida).

Este ano a surpresa é o homem que inventou o Natal A história por detrás da criação de “Um Conto de Natal” de Charles Dickens. Um filme que conta como Charles Dickens misturou inspiração da vida real com a sua fértil imaginação, de modo a criar personagens inesquecíveis e uma história intemporal. Uma história que revela aspetos importantes sobre a criação de personagens como Ebenezer Scrooge, ou o Pequeno Tim do clássico “Um Conto de Natal”.

O actor Dan Stevens no papel de Charles Dickens, retrata numa adaptação dramática e cômica como foi inspirado a escrever a clássica história. Tudo parece muito caprichoso e claramente tem como principal alvo o ambiente familiar. Realizado por Bharat Nalluri (A Vida num Só Dia), Stevens é acompanhado também de Christopher Plummer (Música no Coração) e Jonathan Pryce no elenco.

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