Com 26 anos de existência, a EPROSEC (Escola Profissional do Sindicato dos Profissionais de Escritório, Comércio, Indústria, Turismo, Serviços e Correlativos da Região Autónoma dos Açores) continua a apostar na formação técnica de alunos. De acordo com José Gonçalo Botelho, diretor da escola, neste estabelecimento de ensino “temos tudo o que é necessário para que [os alunos] saiam daqui bem habilitados e bem formados”.

Com oito cursos em funcionamento, dos quais quatro abriram este ano letivo (Técnico de Apoio à Gestão, Técnico de Informática de Gestão, Técnico Comercial e Rececionista de Hotel), a EPROSEC alberga 230 alunos, 41 dos quais do concelho da Ribeira Grande.

 

 

Depois de 26 anos, quais são as conclusões que retira desta experiência?
Foi um projeto que realmente foi bom e que tem sido, de alguma forma e especialmente para os jovens, tem sido muito bom porque eles têm saído daqui muito bem habilitados para enfrentar o mundo laboral ou para continuar a vida de estudante.

 

Foi tão bom que tiveram de crescer, a nível de infraestrutura.
Sim, nós tivemos que crescer. Já tivemos mais [alunos] do que temos neste momento, mas crescemos muito.

 

Há alguma necessidade em encontrar novos cursos? Há muita procura?
Não, os cursos são aqueles que entendemos que o mercado de trabalho precisa. Os jovens vêm para os cursos que estão aprovados em cada ano letivo.

 

Atualmente têm cerca de quantos alunos?
230 alunos.

 

Para quantos cursos?
Portanto, para o 1.º, 2.º e 3.º ano… mas temos atualmente oito cursos. Temos aqui cursos nucleares para nós, que vêm desde o início e que são aqueles que absorvem mais os alunos quando acabam o curso. Como Gestão e Informática de Gestão, são os dois cursos que em termos de capacidade do mercado de trabalho, absorvem mais rapidamente os estudantes que acabam os seus cursos. Temos outros, na área do turismo, que é de rececionistas de hotel, também temos os de técnicos de comunicação, marketing e relações públicas… mas estes vêm de quatro em quatro anos, quando vemos que o mercado necessita desta área. O técnico de multimédia também é um curso que não fazemos todos anos, só quando o mercado necessita desta especialidade.

 

A escola tem protocolos com empresas para fazer estágios?
Temos. Até porque é obrigatório por lei fazer protocolos com empresas para os estágios.

 

E sentem que as empresas também vos apoiam?
Sim, as empresas apoiam, a maior parte… há uma ou outra que às vezes não necessita de mão-de-obra. Mas temos neste momento, principiou em setembro, quatro turmas com cerca de 80 alunos a estagiar.

 

 

 

Virando a EPROSEC para o concelho da Ribeira Grande. Têm muitos alunos deste concelho?
Temos 41 alunos.

 

E os estágios que eles fazem são feitos em Ponta Delgada?
Não, há alguns que fazem no seu concelho, temos protocolos com empresas do concelho da Ribeira Grande.

 

Isso dá-lhes também alguma comodidade.
Sim, dá-lhes comodidade… estão perto de casa e depois, eventualmente, a necessidade de mão-de-obra nessas áreas pode ser, mais tarde, uma oportunidade de emprego nessas empresas.

 

Tem conhecimento de alunos que saem daqui e vão trabalhar para as empresas onde estagiaram?
Sim, muitos. Acontece muita vez. Os estágios são feitos no 3.º ano, entre setembro e dezembro. Depois ainda têm de janeiro a junho para acabar o curso. Às vezes temos dificuldade em mantê-los na escola para acabar o curso porque as empresas querem logo ficar com eles.

 

Para os jovens que estão a terminar o 9.º ano, que palavra tem a dizer-lhes para trazê-los para cá?
O que posso dizer é que o ensino profissional é diferente do ensino regular. É um ensino que prepara os jovens para o mundo laboral. É um ensino que é diferente. São três anos. Entram aqui com o 9.º ano (podem entrar com o 10.º ou 11.º…), mas quando acabam o curso ficam com o 12.º ano. Podem continuar os seus estudos na universidade ou podem entrar no mundo laboral e começar a trabalhar porque estão bem preparados para isso e é uma via de ensino muito boa nesse aspeto.

 

A parte técnica ajuda muito.
Sim. A parte técnica é muito importante porque isto não é um ensino massivo e aborrecido. Os alunos quando entram aqui, no primeiro mês, estão expectantes, mas ao fim do primeiro mês já estão perfeitamente integrados e quando acabam o curso têm pena de sair.

 

A EPROSEC já conta com 26 anos. O que é que ainda falta fazer?
Não falta fazer nada… o que faltava já temos, que é um edifício próprio para dar formação. Este edifício foi construído há cinco anos. Julgo que nós temos tudo o que é necessário para que saiam daqui bem habilitados e bem formados. Este edifício tem todas as condições e mais algumas dentro daquilo que se pode dizer que é o mais moderno.

 

Esse era o principal objetivo?
Sim. Há cerca de oito ou nove anos começámos a pensar nisto. Estávamos em Ponta Delgada divididos por várias instalações e todas elas muito degradadas, portanto era necessário, de facto, haver uma estrutura que oferecesse boas condições para a formação profissional.

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