Superadas, finalmente, algumas das preocupações físicas e emocionais que estiveram na origem do adiamento de um grande número de competições, um pouco por todo o País, os campos de golfe nortenhos têm, de forma progressiva, vindo a retomar a actividade, com inteiro agrado dos seus associados. A decisão mais recentemente conhecida, refere-se à realização das finais do campeonato interno da Quinta do Fojo, que colocaram no galarim do clube Isabel Barbosa, no plano feminino, e o jovem Gabriel Sardo no sector masculino, apesar dos seus precoces 12 anos, que o levariam a competir apenas com adversários do seu escalão etário, desde que houvesse número mínimo de concorrentes. Segundo o historial deste tipo de competições na infraestrutura dirigida por Filomena Rito, o Campeonato Interno da Quinta do Fojo assume-se como o torneio mais mediático, logo a seguir à Taça Wellington, ponto de partida para o escalonamento da fase “match-play” desse mesmo campeonato, em homenagem a uma alta patente do exército inglês, aliado de Portugal durante as invasões francesas do século XIX, o General Wellington, cujo Quartel General chegou a estar sediado na propriedade onde o próprio campo de golfe foi construído.

Sardo irrepreensível

na final com Vitor Mota

Relativamente ao torneio masculino, a surpresa surgiu de um jogador ainda adolescente – Gabriel Sardo – com apenas 12 anos de idade, mas que se apresenta já como um dos melhores praticantes da modalidade no seio do clube canidelense e uma das grandes promessas da Quinta do Fojo. Numa sequência da final vitoriosa, Gabriel Sardo acaba de inscrever o seu nome na lista dos campeões, depois de uma final em que vincou bem uma superioridade que lhe permitiu vencer o “match” por uma expressão bastante robusta 6/5. A sua supremacia foi de tal modo evidente, que o novo campeão deixou o seu opositor, Vitor Mota, impotente perante o desaire, quando faltavam ainda cinco buracos para terminar o percurso, sendo certo que, nesse momento decisivo, a vantagem do sucessor de Carlos Alberto Gonçalves – não se qualificou para defender o título – era já irreversível. Para chegar à condição de finalista, Gabriel Sardo teve que superar sucessivamente, a oposição de três adversários, entre eles o ex-campeão Paulo Castelo, que logo na segunda eliminatória, baqueou no “match” que o opôs ao que viria a conquistar o título. Em relação ao finalista vencido, Vitor Mota, quinto no torneio de qualificação, ainda “sonhou” nos primeiros “matchs” que disputou com superioridade, frente a Francisco Fidalgo, ao anterior vice-campeão, Carlos Dias, e a Arménio Cordeiro. Só que, apesar desse “brilharete”, o seu destino de finalista vencido estava traçado, perante um adversário que revelou atributos bastante mais fortes. Quanto à primeira eliminatória, além dos citados finalistas, saíram vencedores Rogério Cardoso, Arménio Cordeiro, Carlos Dias, João Couto Sousa, António Clemente e Paulo Castelo, mas somente Sardo e Mota lograram chegar ao teste final que “coroou” o primeiro como o mais jovem campeão da história do Golfe da Quinta do Fojo.

Isabel Barbosa campeã

Ana Luísa outra vez “vice”

No plano feminino, Isabel Barbosa consegue finalmente obter o galardão “maior”, fruto do grande empenho que tem dedicado à modalidade no últimos anos. Originária do Golfe de Cantanhede, a nova campeã da Quinta do Fojo teve apenas dois testes a sério para poder assumir o estatuto de sucessora de Maria João Teixeira, que nem sequer disputou o torneio de qualificação para poder defender o título que ostentava. Isenta na primeira eliminatória, devido ao reduzido número de concorrentes, a nova campeã começou por superar Anne-Marie Zenere. Depois, no final do certame, sagrou-se vencedora do “match”, superando por 3/1 Ana Luís Cruz, que se apresentava na condição de vice-campeã da época anterior. Apesar disso, ainda não foi desta que conseguiu a ambicionada “coroação”, no seio de uma instituição prestigiada que há cerca de uma dúzia de anos logrou impor-se no galarim do golfe feminino nacional, com jogadoras de grande qualidade, então sob a direcção técnica da profissional Patrícia Brito e Cunha. O grupo feminino que entrou na disputa do título interno do Fojo, referente a 2020, englobou, para além das finalistas, Sandra Barbosa, Maria Miguel Pinho e Manuela Leite. 

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