Orlando Silva é o candidato a presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia pela Iniciativa Liberal. Diz que não é político, mas assume a vontade de fazer mais por Gaia, município que considera que não está a aproveitar a sua grandeza. “Devolver o poder às pessoas, aproximar o poder das pessoas, combater a corrupção e aumentar a competitividade” são as propostas do partido nestas Autárquicas 2021. Orlando Silva falou ainda de projetos concretos que gostava de ver em Gaia, como um cartão/seguro de saúde do gaiense, o aumento das áreas gratuitas para a prática de desporto no concelho, a criação de um espaço de cultura e lazer para os mais jovens e a criação de um grande espaço verde de referência no norte do país.

 

Como surgiu o convite e porque decidiu candidatar-se a presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia?

Este convite surgiu com a naturalidade de quem na Iniciativa Liberal (IL) reconheceu, na minha forma de estar, pensar e atuar, as características adequadas para liderar a candidatura em Gaia.  Apesar de ao longo da vida ter tido uma intervenção social e política regular e consistente, não sou político. Sou médico dentista, consultor e profissional liberal. Fui, durante 20 anos, bastonário da minha Ordem e ajudei a transformar a minha profissão a nível nacional e internacional. Dou, como exemplo, a implementação do programa do cheque-dentista. Aceitei este desafio, por me identificar com as ideias e princípios que a IL defende nesta fase em que o país se encontra.

 

Quais são as principais motivações da sua candidatura?

Gaia é um concelho de 1ª divisão a jogar na 3ª. Temos que subir de divisão! Candidato-me a uma das autarquias mais populosas do país, um concelho com mais de 300 mil habitantes, mas que se encontra muito longe da projeção que devia ter direito, a nível regional e nacional, também pela ausência de uma estratégia de crescimento e criação de valor acrescentado. Quero ajudar a promover o mérito em detrimento do nepotismo e do amiguismo, a combater o empobrecimento do concelho, a carga fiscal asfixiante, que os atuais detentores do poder dizem ser impossível reduzir.  Lutarei pelos trabalhadores por conta própria, empresários em nome individual, profissionais liberais, todos aqueles que trabalham duramente para melhorar as suas condições de vida. Candidato-me pela Iniciativa Liberal, por ser o partido que defende para Portugal e para Gaia uma sociedade livre, responsável, autónoma, independente. Uma sociedade que quer prosperar, que assuma os seus deveres e os direitos deles decorrentes. Motiva-me identificar as “causas das causas” que têm levado ao atraso de Gaia num sem número de indicadores sociais e económicos e na qualidade de vida dos residentes.

 

Como avalia o trabalho que o atual executivo tem realizado ao longo dos últimos oito anos?

No executivo de gestão socialista tivemos um mandato baço e sem ambição, cúmplice com a secundarização a que o concelho e suas gentes têm sido votados. Gaia tornou-se numa espécie de mapa cor-de-rosa entre o norte e o sul, onde muito está por fazer: na requalificação urbana, na habitação, sobretudo para os jovens, nos transportes, no ambiente, na frente fluvial. Assistimos a uma inaptidão desconcertante da sua suposta oposição à direita, que nunca se fez sentir, nem marcou a diferença. Dos restantes partidos à esquerda não vale a pena referência. São todos farinha do mesmo saco. Do saco sem fundo socialista, que tira ao contribuinte para distribuir pelas suas clientelas para se manter no poder.

 

Como vê a evolução do concelho de Gaia nestes últimos anos? O que teria feito de diferente?

Gaia está longe de cumprir o seu potencial. As regiões, à semelhança das pessoas, quando não cumprem o seu potencial, atrofiam, definham! É “Gaia adormecida”. Mais do que o que teríamos feito de forma diferente, pois é a primeira vez que concorremos a Gaia, é fundamental falar do que queremos fazer no futuro: devolver o poder às pessoas (menos impostos e mais liberdade de escolha); aproximar o poder das pessoas (menos centralismo e mais escrutínio do poder politico); combater a corrupção (melhor justiça e mais transparência na administração pública); e aumentar a competitividade (atrair capital e libertar os contribuintes da gestão ineficiente das empresas públicas).

 

Se for eleito, o que anseia concretizar durante o seu primeiro mandato, em prol do desenvolvimento da população e do concelho?

Temos que agir de forma determinada e assertiva, mas, se possível, em colaboração com os outros municípios da área metropolitana e, certamente, com o governo central. Gaia não pode ficar subalternizada, subserviente ao socialismo que nos governa, não pode deixar que as questões que a afetam, do Aeroporto, do Porto de Leixões, da regionalização, das parcerias com a Galiza, sejam comandadas por outros. Alguns exemplos: redução da taxa de derrama para o valor mínimo; retirar a circulação de dois mil camiões por dia, que atravessam o concelho. Esta temática é crítica para Gaia, pois afeta a mobilidade de pessoas, bens e serviços, estrangulando os principais acessos ao concelho e limitando políticas de atratividade de empresas e cidadãos. Acresce a poluição e o impacto ambiental daí decorrentes. A recuperação da discussão sobre a ponte pedonal Gaia-Porto, como um ponto de captação turística e desenvolvimento económico da margem de Gaia, promovendo assim as valências existentes no Cais; utilização de bens imóveis municipais para arrendamento ou alienação para edifícios empresariais; dinamização de parques empresariais ou criação de espaços de coworking; devolução do valor arrecadado pela autarquia para financiamento municipal por via da participação no IRS, atualmente situada nos 4% a residentes no concelho, aumentando o seu rendimento disponível; redução do IMI para a taxa mínima legalmente prevista de 0,30% e previsão de dedução fixa para famílias numerosas; e eliminação de taxas municipais de valor inferior a 5€.

 

Em caso de vitória, pode mencionar alguns projetos que serão implementados nas áreas da educação, saúde, desporto, cultura, ação social e ambiente?

Na área da educação propomos a criação de um sistema municipal de cheque-ensino, promovendo a liberdade de escolha das famílias relativamente à escola (pública ou privada) e assegurando o papel essencial do ensino como elevador social. Na saúde, o Estado Central não se revela capaz de assegurar o acesso de todos a cuidados de saúde, de forma atempada e com qualidade. Propomos liberdade de escolha entre setor público e privado, através da criação de um cartão/seguro de saúde do gaiense assegurando: consultas e cirurgias a tempo e horas; saúde oral com reabilitação dos desdentados com implantes dentários; saúde visual; saúde mental; e cuidados continuados e paliativos. Para tal, efetuaremos parcerias e acordos locais com o setor privado, social e Instituições de Ensino Superior, valorizando os profissionais de saúde. No que toca ao desporto, propomos o aumento das áreas de desporto gratuito em Gaia, como cortes de ténis, paddle, skateparks, entre outros. É inconcebível que haja tão poucos espaços para a prática desportiva, sendo que o aumento de áreas dedicadas ao exercício físico seria benéfico para o combate ao sedentarismo, a socialização dos jovens e para a economia local. Na cultura, creio que o fomento da vida cultural é condição essencial à fixação dos jovens no concelho e na escolha destes de Gaia para conviver. Promoveremos a concorrência de Gaia com o Porto em matéria cultural, através de parcerias com associações de jovens, ou entidades privadas, para o aproveitamento de espaços detidos pelo município para eventos culturais; a criação de um espaço amplo e agregador, semelhante ao “LX Factory”, em Lisboa, ou a um “Time Out Market”, em Gaia, aproveitando o património abandonado das Devesas, juntando, no mesmo espaço, opções de gastronomia, comércio e espetáculo, negociando e contratualizando a sua efetiva recuperação como ponto de referência cultural e de atração turística do município. Na área da ação social, defendo a criação de um programa de educação digital para os seniores, disponibilizado em estruturas residenciais para idosos e centros de dia do município. No ambiente, Gaia precisa de muito mais zonas verdes. Há potencial para a criação de um grande espaço verde de referência para todo o Norte, à semelhança do Parque de Monsanto, em Lisboa.

 

Que equipamentos/infraestruturas acredita que enriqueceriam e proporcionariam melhor qualidade de vida em Vila Nova de Gaia?

É necessária a qualificação das pessoas e a qualidade das suas instituições. Os financiamentos através do PRR e quadros comunitários de apoio deverão destinar-se às áreas já elencadas: educação, saúde, apoio aos seniores e disponibilização de espaços e condições para a incubação de negócios e iniciativas.

 

Relativamente ao projeto autárquico que lidera para este concelho, pode falar-nos sobre a equipa que o está a acompanhar ao longo deste desafio?

Somos uma lista de candidatos de grande qualidade para o executivo à Assembleia Municipal, Junta de Freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso e Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho. Uma equipa diversa na sua composição que vai dar que falar, pois muitos dos integrantes serão eleitos.

 

Que mensagem gostaria de deixar à população?

Gaia pode ser muito mais que uma “cidade dormitório”.  Vão os Gaienses continuar a colocar as fichas sempre nos mesmos? Já se viu que não dá nada. Ambos, PS e PSD, dizem a mesma coisa, é uma espécie de Dupond e Dupont do Tintin da banda desenhada. Um diz que é preciso fazer, o outro que muito foi feito, mas sim, é preciso é fazer. Vamos Realizar Gaia e concretizar o seu imenso potencial. Se queres fazer diferente, não votes igual. Vota Iniciativa Liberal.

 

Lista de Candidatos da Iniciativa Liberal à Câmara Municipal de Gaia

  • Orlando Silva
  • Mariana Amorim
  • Luís Duarte
  • Pietra Rezende
  • Pedro Norte
  • Rui Malheiro
  • Elsa Guimarães
  • Gonçalo Pinto
  • Gabriel Candal
  • Maria Simões
  • João Monteiro
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