O I Congresso Internacional CannAzores 2021 decorreu no passado dia 3 de outubro, na Associação Agrícola dos Açores e foi organizado pela professora Graça Castanho, docente da Universidade dos Açores e proprietária da empresa Neuron Bonus – Legal Canapa Shop, em parceria com a Neuron Bonus, Associação Terra Verde, Associação Agrícola de São Miguel, Associação de Comerciantes de Cânhamo Industrial de Portugal e Conselheiro para a Diáspora Açoriana do Ontario, no Canadá, doutor Matthew Correia. Em causa estava sensibilizar a população sobre as múltiplas utilizações e benefícios da planta ancestral e contribuir para a informação na área do cultivo, produção e transformação do cânhamo, como complemento às atividades económicas já existentes.

 

 

 

Para Graça Castanho, docente da Universidade dos Açores, proprietária da empresa Neuron Bonus – Legal Canapa Shop e principal organizadora do I Congresso Internacional CannAzores 2021, que se realizou na Ribeira Grande, dar a conhecer as potencialidades do cânhamos, assim como sensibilizar e informar a população e grupos profissionais específicos, sobre os benefícios e múltiplas funcionalidades da planta, foram alguns dos objetivos do evento, que foi delineado em parceria com a Neuron Bonus-Legal Canapa Shop, Terra Verde – Associação de Produtores Agrícolas dos Açores, Associação Agrícola de São Miguel e a Associação de Comerciantes de Cânhamo Industrial.

Como afirmou a responsável, o cânhamo “não é uma ameaça para a saúde, não é uma substância psicotrópica, não é considerada uma droga e tem imensos benefícios para o bem-estar das pessoas e porque se trata de uma planta com inúmeras utilizações e sendo uma alternativa às práticas agrícolas tradicionais, com benefícios para o ser humano e para a sustentabilidade do planeta, arregaçamos as mangas e desenvolvemos este projeto nos Açores, em parceria com especialistas nacionais e estrangeiros”, explicando que “o nosso Congresso visa precisamente informar e educar para as potencialidades desta planta para a saúde e práticas produtivas mais ecológicas e consentâneas com as exigências ambientais dos nossos dias”.

Esclarecendo que o cânhamo é utilizado na alimentação, na cosmética, na construção civil, nos têxteis, no calçado, entre outras áreas, Graça Castanho salientou que isso só é possível por este ser aproveitado “desde a raiz até à folha mais frágil no topo da planta”.

Garantindo que “é preciso devolver a planta às pessoas”, a organizadora ressaltou que “é urgente colocar Portugal no mapa da produção do cânhamo industrial, resgatando práticas ancestrais no nosso país, diversificando o tecido empresarial e produtivo e garantindo uma maior distribuição de riqueza e maior controle do governo”.

Durante a realização do evento, António Ventura, secretário regional da Agricultura, destacou a necessidade de diversificação de culturas para uma agricultura mais sustentável e que o Governo dos Açores está disponível para avançar com campos de experimentação, com os produtores de cânhamo, investindo na educação e na formação, de forma a criar emprego e atratividade.