Após a cerimónia de geminação com a Freguesia da Cidade da Maia, Jaime Rita, presidente da Junta de Freguesia da Maia, falou, em entrevista ao AUDIÊNCIA, sobre os seus anseios e ambições para esta consolidação de laços entre as duas localidades, cuja ligação e relação de amizade se afirmou, tendo em vista futuras ações de cooperação em benefício dos territórios e das populações. Com uma longa viagem pelo mundo político, o autarca, que está a cerca de três meses do término do seu último mandato à frente dos destinos dos maienses, falou sobre a sua vontade de contribuir para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento da Maia e sobre o facto de ter sido o primeiro presidente de Junta da Ribeira Grande a assinar o Livro de Honra do concelho ribeiragrandense.

 

 

Senhor presidente, agora que a Freguesia da Cidade da Maia já está a chegar ao Porto, qual é o balanço que faz desta cerimónia de geminação?

Agora vendo as coisas mais a frio, eu acho que foi uma mudança extremamente positiva, na medida em que as coisas foram feitas presencialmente e não à distância. Portanto, nas conversas havidas entre o nosso executivo e o executivo que veio da Freguesia da Cidade da Maia, depois passado o evento, que é o rescaldo, portanto, aquilo que se nota é uma grande satisfação e um grande entusiasmo, também da nossa parte, por isso é recíproco e isto é mesmo para avançar e para que as coisas não fiquem só no papel, como muitas vezes acontece, pelo que há que dar já um dinamismo e há que dar, aqui, também, algum significado e algum peso na execução do que está no protocolo. De maneira que, está prevista uma ida, agora em julho, pela altura das Festas da Maia, de uma comitiva da Junta de Freguesia da Maia e da Câmara Municipal da Ribeira Grande à Freguesia da Cidade da Maia e ao concelho da Maia. De maneira que vai, também, daqui uma delegação de uma empresa maiense bastante conhecida, porém reservo-me no direito de não revelar. Portanto, nós vamos lá e vamos levar algumas coisas daqui, também ao nível de artesanato, ao nível de assuntos relacionados com a parte social e vamos pôr isso em andamento, vamos pôr isso em funcionamento e vamos criar todas as condições para que num futuro próximo, não de longo prazo, nem de médio prazo, mas a curto prazo, possamos já começar a ver algumas coisas concretizadas no âmbito desta geminação. Portanto, a boa vontade é enorme, tanto de cá, como de lá, as coisas estão bem explícitas, isto é, cada um sabe o que é que tem de fazer, ou aliás, nós sabemos o que é que temos de fazer, no âmbito daquilo que nós acordamos e é assim que nós vamos fazer. Naturalmente que aquilo que foi acordado é elástico, portanto, as coisas não são estáticas e vão ser enriquecidas todos os dias. É importante referir, ainda, que muitos colegas do executivo e sem serem do executivo, também, contribuíram muito para que esta geminação se concretizasse.

 

 

Um facto que nós constatamos é que, para além das Juntas de Freguesia, que são realmente as grandes responsáveis desta realização, sentimos muito interesse quer por parte do município da Maia, quer do município da Ribeira Grande, que também já se disponibilizou para apoiar a Junta de Freguesia da Maia.

Eu acho que, aqui, não existem cores políticas. O nosso grande objetivo é dar a conhecer a Maia, receber conhecimento da outra Maia e, naturalmente, como estamos inseridos num concelho, que é o concelho da Ribeira Grande, assim como a Freguesia da Cidade da Maia está inserida no concelho da Maia, claro que as câmaras nunca poderão ficar fora disto e era muito melhor se as autarquias se aliassem a um evento destes, que vai dar os seus frutos, quer a nível local, quer a nível concelhio, cá e lá, e não tenho dúvidas nenhumas. Portanto, eu, aqui, enalteço, na pessoa do senhor vereador e pessoa amiga, o doutor Paulo Ramalho, as palavras que ele disse e, também, as palavras do presidente da Câmara da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, pois ambos afirmaram que se vão associar e desenvolver, também, no âmbito concelhio, portanto com mais parcerias.

 

Durante a cerimónia, a presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia convidou o Jaime Rita a levar algumas crianças a visitarem o Jardim Zoológico da Maia e a conhecerem outras oportunidades. A seu ver, esta será uma das muitas formas de combater algumas falhas que existem na ilha?

Sensivelmente há dois anos, quando nós fomos fazer uma abordagem ao continente, nós fizemos uma visita a Malta, em Vila do Conde e depois fomos à Maia, à Câmara Municipal e, através do conhecimento que tinha com a Olga, pois ela também faz parte dos corpos sociais da ANAFRE, associação através da qual nós desenvolvemos esta aproximação, eu tive o prazer de lá ir e visitar o Jardim Zoológico da Maia e digo-lhe já que fiquei extremamente satisfeito e que a questão de levarmos algumas crianças daqui a visitar o Jardim Zoológico da Maia já foi aprovada. Neste âmbito, nós vamos trabalhar em parceria com várias instituições, para juntarmos um pequeno grupo, que ficará a conhecer outro mundo, que não o nosso aqui, porque eu digo, sinceramente, existem crianças que nem Ponta Delgada conhecem e é com essas crianças que nós vamos tentar fazer a aproximação, juntamente com os pais e os encarregados de educação e vamos mesmo, posso garantir, levar um grupo de crianças a visitar o Jardim Zoológico da Freguesia da Maia.

 

Senhor presidente, durante o processo que conduziu à geminação foi, em algum momento, colocada a hipótese da criação de uma comissão coordenadora, que fosse responsável por esta consolidação de laços entre as duas freguesias?

Nesta fase, que contemplou colocar no papel aquilo tínhamos vindo a falar, não foi colocada essa questão de criarmos um grupo, ou uma comissão para trabalhar de forma mais próxima a parte da ligação entre uma freguesia e a outra. Porém, obviamente que, a partir de agora, se houver necessidade e se houver acordo mútuo, naturalmente que se criarão grupos que possam ajudar nesse trabalho e nesse processo.

 

Considerando que vai deixar a presidência da Junta, não seria a pessoa indicada para presidir uma comissão de geminação?

Eu, pessoalmente, não vou deixar de ser um grande apoiante e até mesmo admirador desta parceria, desta geminação, mas, também, devo dizer que, no âmbito da instituição da qual eu também faço parte dos órgãos sociais, que é a Casa do Povo da Maia, nós vamos ter, também, uma grande proximidade e uma grande relação com a Freguesia da Cidade da Maia. Portanto, há aqui uma cooperação, assim como eu referia há pouco, aqui, a questão de uma empresa daqui, sediada na Freguesia da Maia, querer ir ao continente, também, apresentar os produtos que tem. Nesta fase, não me ocorreu isso.

 

No passado dia 11 de junho, a Confraria da Carne Guisada da Maia presenteou os convidados maiatos com um piquenique na Mata do Dr. Fraga, proporcionando um momento único, no qual as pessoas ficaram sem palavras e com vontade de trazer os amigos e voltar. A Maia tem muito para dar, não tem?

A Maia tem muito para dar, mas, também, tem muito para receber ao nível da aprendizagem e nós vamos, sempre, aprendendo diariamente. Na questão que referiu, aqui, do encontro, digamos assim, na Mata do Dr. Fraga, proporcionado pela Confraria da Carne Guisada, que nos prendou com a tradicional carne guisada, um momento que levou a que fosse equacionada, também, a hipótese, caso a situação pandémica assim o permita, de haver, aqui, um encontro de várias Confrarias, nomeadamente as Confrarias sediadas nas terras do Grande Porto, porque existem grandes Confrarias e muito fortes naquela zona, para além de outras, até mesmo, aqui, na ilha. Sobretudo, foi para dar a conhecer o espaço, que é um espaço de excelência, o tempo é bom, apetece estar ali, é agradável e não há poluição. Enfim, tem todas as condições e mais algumas, mas agora há questão da pandemia, porém isso foi tudo equacionado e agora vão decorrer intercâmbios, porque o nosso Confrade-Mor, aqui da Confraria da Carne Guisada da Maia também vai connosco, em julho, à Freguesia da Cidade da Maia e à Maia e vai ter algumas reuniões relacionadas com as Confrarias locais.

 

A Mata do Dr. Fraga é algo de que muito se orgulha, não é?

Sim, é e foi uma luta nossa. Esta foi uma luta desta Junta de Freguesia da Maia e eu, aqui, tenho de fazer alguns agradecimentos públicos. Nós nunca tivemos uma grande força por parte da Câmara Municipal da Ribeira Grande, nunca. Em 1990 e antes de 1990, por parte de vereadores e outros elementos do executivo da Câmara Municipal da Ribeira Grande falou-se da Mata do Dr. Fraga, que é conhecida como Jardim Dr. Fraga, que estava completamente abandonada e em risco de desaparecer e esta foi uma luta nossa, de longos anos. Finalmente, concretizou-se a aquisição de todo o terreno, das árvores que lá estavam, de todo o património que lá estava e isso só foi possível com o apoio, na altura, da Secretaria Regional da Agricultura, na pessoa do doutor e meu amigo Noé Rodrigues, e era presidente do Governo o doutor Carlos César. Posteriormente, houve a necessidade de se fazer uma intervenção naquela área toda, procurando aproximá-la o mais possível do que a Mata era antigamente e, para isto, faço, aqui, também, uma referência à doutora Ana Paula Marques, que na altura já era secretária Regional do Ambiente e, depois, também financiou, através de um contrato com a Câmara Municipal da Ribeira Grande, para fazer a gestão e o controlo daquela requalificação que foi lá feita, uma vez que não podia fazer connosco, e eu julgo que, também, não tínhamos condições técnicas para o fazer e eu aqui, também, agradeço o empenho da senhora, pelo que ela fez e pela requalificação que foi lá feita e pela equipa de projetistas que procuraram consultar documentos antigos e falando, também, com pessoas ainda vivas que trabalharam naquele espaço durante muitos anos. De maneira que, hoje, temos aquele espaço que é propriedade da Junta de Freguesia com muito custo e manter aquilo, também, não é fácil e é um espaço que está disponível para as pessoas usarem sempre que necessitarem e sempre quiserem. Para além do espaço em si e da churrasqueira, existem as zonas de apoio e também o circuito de manutenção. De maneira que, existem várias vertentes ali, como a possibilidade de se fazer o estudo do arvoredo que ali está, das plantas que temos ali, porque, felizmente, conseguimos recuperar algumas. Posso dizer, também, nesse âmbito, que eu gostaria mesmo de fazer uma homenagem ao grande senhor benemérito desta terra, que foi o doutor Fraga Gomes e nós sabemos que ainda existem alguns familiares espalhados pelo país e gostaríamos de colocar busto, no local, com a referência ao doutor Fraga Gomes, porque felizmente conseguimos colocar, a tempo, um travão e evitar que a Mata se transformasse numa pastagem, pelo que, hoje, temos, aqui, um espaço que é fantástico. É verdade que temos tido as nossas dificuldades na manutenção do espaço, mas cá estamos.

 

É preciso não esquecer que é na Maia, para além do Porto Formoso, que existe uma das únicas plantações de chá da Europa.

As plantações de chá da Gorreana saem fora deste âmbito, porque apesar de serem particulares, são um cartaz turístico para esta Freguesia, para a Maia e para esta zona toda daqui e para além da função que tem, da função empresarial, da criação de postos de trabalho, que são bastantes, principalmente numa zona carenciada como a nossa e portanto, para além de toda aquela envolvente e de toda aquela performance, eu também sei que a produção deles está quase sempre esgotada. Além disso, o Chá da Gorreana e o Porto Formoso são as duas únicas plantações a nível europeu, se bem que têm dimensões diferentes, mas o objetivo é o mesmo. Nós temos aqui uma grande diversidade também ao nível da agricultura, da pecuária, da agricultura biológica, com uma grande quantidade de plantas aromáticas e estas áreas estão a desenvolver-se mais, pelo que temos aqui explorações agrícolas e poderá haver aqui um intercâmbio com aquela zona, não só com a Freguesia da Cidade da Maia, mas também com os arredores, as Terras da Maia e a Trofa, que é um nome que também temos aqui, que são terras extremamente férteis e pecuárias que existem naquela zona e eu posso dizer-lhe que tive o privilégio de passar por algumas deles. De maneira que temos, aqui, uma panóplia de coisas para desenvolver, para trabalhar, até aprofundar e isto não vai parar por aqui, obviamente, haverá continuidade por parte de quem vier, do próximo executivo que vier, uma vez que eu termino o meu mandato agora.

 

O Jaime Rita foi, recentemente, o primeiro presidente de Junta de Freguesia a assinar o Livro de Honra do concelho da Ribeira Grande. O que sentiu quando recebeu esta homenagem do município?

Eu agradeço publicamente ao senhor presidente da Câmara. Nós temos ideias diferentes para a Freguesia, mas que, depois, acabam por se complementar, apesar de termos alguns objetivos finais que diferem e não são consensuais. Nós sempre tivemos uma relação de cortesia extrema, quer com o cidadão Gaudêncio e cidadão Jaime, quer com o presidente da Câmara da Ribeira Grande e o presidente da Junta de Freguesia da Maia e, depois, isso traduz-se, no fundo, com aquilo que o senhor presidente da Câmara disse aquando da nossa visita, juntamente com os colegas da Cidade da Maia à Câmara da Ribeira Grande. Talvez, por isso, o senhor presidente tenha feito aquele elogio, dizendo que eu tinha sido o único presidente de Junta a assinar o Livro de Honra da Câmara Municipal da Ribeira Grande. Para mim, portanto, é uma honra, como é óbvio, não vou negar isso e eu faço um agradecimento, não só ao senhor presidente da Câmara, mas por aquilo que ele, também, representa para o concelho.

 

O senhor está a três meses do fim daquele que é o seu último mandato à frente dos destinos da Junta de Freguesia da Maia. Podemos afirmar que vai sair feliz e satisfeito pela obra marcante que deixa na localidade?

Eu acho que não fica bem eu estar a autoelogiar-me e essa, também, não é a minha postura. Porém, claro que qualquer cidadão que desempenha funções autárquicas, independentemente das funções, isso não interessa, naturalmente que nunca se sente satisfeito e mesmo nos poucos momentos em que se sente satisfeito é por aquilo que, realmente, conseguiu concretizar. Genuinamente, agora, fazendo uma retrospetiva destes anos todos na Junta de Freguesia da Maia, posso dizer-lhe que existem coisas que nós gostaríamos de ver feitas e que não se concretizaram e existem outras que nós não gostaríamos que tivessem acontecido e aconteceram, assim como existem outras que, naturalmente, com o tempo se irão concretizar. Devo dizer que, desde 1996, período no qual eu fazia parte da Assembleia de Freguesia e, em 1997, ano no qual se concretizou a feitura e a execução do projeto, que contemplou a construção do edifício novo, aqui, da Escola EB1 da Maia, mesmo na primeira legislatura do Governo de Carlos César e eu tenho de referir isto aqui, porque os terrenos já tinham sido adquiridos no tempo do doutor Mota Amaral, mas, entretanto, houve um impasse e o PS quando ganhou as eleições, uma das primeiras coisas que fez foi repor o seu manifesto e realizar a edificação da instituição de ensino, que é uma escola de referência, é um edifício que foi muito bem construído e hoje, também, olhando para esta Escola comparativamente com outras do mesmo tempo, devo dizer que vemos que é um edifício muito bem cuidado com as suas envolventes e com tudo, de maneira que isso também nos dá um certo orgulho. É verdade que a Junta de Freguesia, também, colabora muito com a Escola e vice-versa. Há aqui uma parceria saudável, na qual a Junta intervém em muita coisa. Quando nós precisamos, eles estão sempre disponíveis e quando eles precisam nós, nós também estamos disponíveis, quer com os nossos recursos, quer com algum técnico que tenhamos, de maneira que tem havido, aqui, uma boa parceira e isto só funciona com boas parcerias, as más parcerias é que não funcionam, porque se nós não remarmos todos para o mesmo lado, dificilmente atingimos o nosso objetivo, porque uns remam para a frente e outros remam para trás e, assim, o barco não anda nem para trás, nem para a frente. De maneira que, outra obra que, também, me encheu de satisfação, face à grande falta de habitações e foi feito o Loteamento de São Pedro, com 52 habitações, no qual se construíram, agora, mais 12 apartamentos. O projeto já está pronto e era para ter sido lançado, mas com a mudança de Governo atrasou, porém, pelo menos, a informação que eu tenho do Diretor é que, ainda este ano, aquilo vai mesmo avançar, porque cada vez mais existe a necessidade de criar mais espaços para construções, porque os preços, aqui, estão muito inflacionados, pelo que um jovem que queira comprar um espaço, agora, não tem hipótese, pois ou sai daqui para outro lado, ou então não consegue adquirir um espaço para fazer a sua casa. De maneira que, é importante fixarmos mais jovens aqui, porque nós estamos a perder população, por aquilo que me consta, face aos Censos, quer na Freguesia da Maia, quer no concelho da Ribeira Grande, portanto há um prejuízo de população e isto é um problema que nos aflige, que nos preocupa. De resto, todas as obras estão feitas e é isso o que interessa. Relativamente às pessoas, umas estão satisfeitas e outras já estavam. Todavia, o tempo o dirá e as pessoas agora têm de fazer a avaliação do meu trabalho e da equipa que esteve comigo, a quem eu agradeço muito, muito mesmo, porque também devo muito a toda a equipa, porque sem ela as coisas também não se concretizavam, mesmo aos meus colegas da Assembleia e até às próprias pessoas que me aconselhavam e a quem eu também me dirigia a pedir opiniões e eu vou continuar a pedir opiniões. Portanto, a todos eles eu faço, aqui, um agradecimento pessoal.

 

A seu ver, quais foram as coisas menos boas que aconteceram durante o desempenho das suas funções?

Aquilo que tem acontecido ultimamente, que é o esvaziamento de alguns serviços, aqui, na nossa freguesia, o que não é nada bom, porque nenhuma Freguesia quer perder serviços, muito menos numa altura destas. Neste seguimento, o que eu posso dizer-lhe é que estamos a fazer os possíveis para que haja uma reversão, mas vamos ver. Nós vamos fazer aquilo que achamos que devemos fazer, mas também há aqui uma coisa que eu há pouco não referi, nós vamos fazer o nosso trabalho, que somos obrigados a fazer. Na nossa opinião, nós temos de criar mecanismos e os Governos, quer o Regional, quer o da República, têm condições para isso, nomeadamente para criarem mecanismos que evitem este esvaziamento total. Agora, eu lanço, também, aqui, um apelo à Câmara, e o senhor presidente da Câmara percebendo bem a nossa realidade já o devia ter feito, para que haja uma certa descentralização de serviços para as freguesias. Peca por ser tarde. E lanço, também, aqui, um alerta e um pedido ao Governo Regional, porque se quiser que as Freguesias cresçam, floresçam, façam e desempenhem bem o seu papel e que não exista uma grande perda de população, tem de criar serviços e transferir serviços para as freguesias, dando, também, condições para as pessoas se fixarem aqui, porque é muito fácil pregar e colocar no papel que se vai fazer mundos e fundos, mas quando chegam à porta, ou quando chegam ao poder, e refiro-me a estes, a outros que já estiveram e a outros que virão, já não é bem assim, porque tudo é uma complicação, tudo é ilegal e eu faço ver como cidadão, como autarca que sou, como autoridade e pela responsabilidade acrescida que também tenho, ao pertencer a outras instituições, ao Governo Regional, para que, também, tenha isso em atenção e para que nos compense com qualquer coisa, para que haja fixação e para que as pessoas, também, passem a vir aqui à Freguesia, porque, além da parte social, isto é tudo, também, é uma questão económica e, depois, temos ainda outro problema, porque a maior parte da nossa população é idosa e não está habituada a trabalhar com as novas tecnologias, pelo que não é capaz de fazer uma transferência através de um computador ou de um telemóvel e quem diz transferência diz outra operação qualquer e essa população tem de se deslocar até à Ribeira Grande, que é o local mais próximo, e depois temos os resultados que nós vemos, que resultam no aumento da proliferação da covid-19.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com