O Axis Golfe de Ponte de Lima, infraestrutura de 18 buracos, fundada em 1995 e situada em pleno “coração” do Alto Minho, num traçado semi-montanhoso de par 71, tem um novo campeão interno. Trata-se do jovem limiano Bruno Teixeira (21 anos), o qual, mercê de uma performance notável, acaba de fazer jus ao mais apetecido troféu da instituição, cujas instalações se mantêm sob a responsabilidade de Salete Moura Correia, também afecta ao próprio hotel, localizado à entrada, dentro do perímetro do campo. A disputa do Campeonato do Clube decidiu-se numa competição por pancadas, com duas voltas (36 buracos) e uma disputa na modalidade de “stroke-play”, fórmula pela qual se regem no golfe as provas de alta competição.

O torneio envolveu a participação de cerca de sete dezenas de concorrentes, agrupados em três categorias de “handicaps”, entre associados e convidados e Bruno Teixeira demarcou-se pela positiva, tanto na primeira volta (completou os 18 buracos com uma abaixo do par), como na segunda, ao ponto de deixar a uma distância significativa os mais directos opositores. Em face do exposto, Bruno Teixeira, filho e neto de homens criados no seio da modalidade (Paulo Teixeira e o saudoso Manuel Carneiro, respectivamente, originários de Vidago) logrou alcançar o buraco 36 com um “score” agregado de 143 pancadas (uma abaixo) com parciais de (70+73) e uma vantagem de vinte pancadas sobre o vice-campeão, Tiago Araújo, que terminou com um modesto agregado de 163 pancadas e os parciais de 80+83. Perante a supremacia do novo campeão, a ideia que prevalecia entre os participantes, era de que «a vitória de Bruno Teixeira não causou surpresa, dada a excelente performance que o jovem jogador tem vindo a rubricar ao longo da época, ao ponto de igualar as melhores marcas alguma vez obtidas por profissionais dentro do clube».

Finalmente, no âmbito da entrega de prémios, cuja Comissão Técnica integrou a Directora do campo, Salete Correia, o profissional André Ribeiro e David Gonçalves, depois das habituais propostas gastronómicas do Migaitas Golf, a cerimónia só encerrou depois do habitual sorteio de brindes oferecidos pelas marcas comerciais que apoiam habitualmente os torneios da instituição limiana.

Entretanto, a organização anunciou mudanças para a edição de 2022, que englobarão um primeiro torneio de qualificação em “stroke play” (por pancadas), sendo apurados os quatro primeiros de cada categoria para a decisão final (fase “match-play”), onde medirão forças, em confronto directo a eliminar, em disputas buraco-a-buraco, até aos dois finalistas, de cujo embate sairá o novo campeão e respectivo “vice” da colectividade.

Eis os premiados

1ª categoria (zero a 11.1) – Campeão, Bruno Teixeira, 143 pancadas (+1)- 70+73); vice-campeão – Tiago Araújo, 163 (80+83).

2ª categoria (de 11.2 a 18.1) – Campeão, Simão Oliveira, 164 (79+85).

vice-campeão – Manuel Francisco de Miguel, 171 (85+86).

3ª categoria (18.2 a 26.2) – Campeão, Perfecto Alonso Esteves, 193 (100+93); vice-campeão – José Baleiras Fernandes, 196 (100+96).

Vencedor “Gross” convidados – J. Fernando Santos Moura.

Lima Pinho e J. Santos

vencem na Quinta do Fojo

Entretanto, no que concerne ao calendário da Quinta do Fojo, percurso gaiense da freguesia de Canidelo, José Lima Pinho (“gross”) e Joaquim Santos (stableford-net) sagraram-se vencedores do tradicional Torneio Golfe & Tacho, no qual participaram cerca de três dezenas de praticantes ligados à instituição anfitriã, bem como a outras da região do Grande Porto.

Com 28 pontos, José de Lima Pinho foi o mais pontuado da classificação “gross” (score” real), ainda que tenha obtido escassa vantagem sobre o segundo, posição ocupada por Jorge Dourado Lopes, que registou 27. Por sua vez, Procópio Sampaio ficou-se pelos 26, enquanto a dupla Joaquim Santos e António Fonseca fecharam o “top-five” igualados com 25 pontos. Na classificação bonificada, área que o factor “handicap” provoca algumas surpresas, Joaquim Santos, a alinhar com 16 pancadas de bonificação, venceu destacado, rubricando um “scorecard” com 41 pontos, que lhe permitiu superar em cinco pontos o seu nível de jogo.

Já M. Sampaio Lobo, com credenciais do mesmo patamar, não conseguiu melhor do que entregar um cartão somando 38 pontos. O mais bonificado desta área de jogo era Elísio Pereira, que não conseguiu melhor que 37 pontos, a jogar com uma bonificação de 23 pancadas. O citado Jorge Dourado Lopes, com 36 pontos (jogou para o seu “handicap” (10) e J. Mendes da Silva, com credenciais mais generosas (“hdcp” 20) fixou-se nos 35. Analisando a performance de Lima Pinho à luz da fórmula “stroke play”, Lima Pinho terminou com oito acima (68), com uma performance de onze pares, seis “bogeys” e um duplo, enquanto Dourado Lopes, com uma excelente segunda volta, conseguiu reduzir nada menos do que seis pancadas, tendo sido o único a fazer “birdy”.