O fadista gaiense Miguel Bandeirinha ofereceu, juntamente com os músicos André Mariano e Manuel Campos Costa, uma serenata à Nossa Senhora da Estrela. O concerto decorreu no passado dia 31 de janeiro, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela, na Ribeira Grande, e contou com a presença de Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara da Ribeira Grande, do Grupo de Amigos da Ribeira Grande de Nova Inglaterra e de entidades civis e militares.

“Ave Maria. Cheia de Graça. Que por nós passa. Dando Alegria”. Foi assim que Miguel Bandeirinha, André Mariano e Manuel Campos Costa deram início à serenata à Nossa Senhora da Estrela.

Os gaienses, que se encontravam na Ribeira Grande para a XIV Gala do Jornal AUDIÊNCIA, e os ribeiragrandenses encheram a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela para assistirem a esta homenagem, que foi emblemática para os presentes.

O fadista Miguel Bandeirinha contou ao AUDIÊNCIA, no final da serenata, que sentiu “uma emoção muito grande, senti uma realização enorme a nível pessoal e a nível sentimental, senti uma nostalgia, senti um alívio muito grande dentro do meu coração, porque eu não contava que estivesse tanta gente, a Igreja estava quase cheia, estava muita gente mesmo, senti uma emoção, acho que é só essa a palavra, emoção, derivada da fé”.
Esta serenata contemplou um tributo instrumental à Nossa Senhora da Estrela, que foi interpretado pelos músicos André Mariano e Manuel Campos Costa.

Miguel Bandeirinha destacou que “este momento assinala, desde já, em mim uma grande alegria” e “assinala poder vir trazer a minha música, poder vir trazer a minha fé e a minha oração a estas pessoas que estão vivas e que fazem deste Portugal um país tão mais rico do que aquilo que as pessoas pensam que é”.

O fadista citou Santo Agostinho, “Cantar é rezar duas vezes”, e aproveitou a ocasião para enaltecer que “já tentei por diversas vezes fazer várias serenatas à Nossa Senhora por aí e já participei em algumas, mas esta diz-me muito, porque vim de Vila Nova de Gaia acompanhado por dois grandes amigos. Posso dizer-lhe que um deles nem pertence à nossa religião e está aqui, hoje, neste ato de música, acima de tudo, e de fé, a participar para que estas pessoas pudessem sentir este calor e este afeto vindo diretamente do continente. O poder cantar à Nossa Senhor da Estrela é o poder cantar à Mãe de todos nós, para quem acredita nela, pois há pessoas que não acreditam. Ela é sempre a Mãe e a Mãe conforta e poder vir aqui é poder agradecer, juntamente com pessoas que acreditam, juntamente com pessoas que têm um coração dedicado a Maria, poder agradecer aquilo que ela faz por nós”.

Miguel Bandeirinha ofereceu ainda, como forma de preito e de gratidão, um terço feito à mão e um ramo de rosas à Nossa Senhora da Estrela. “O ramo simboliza a natureza, simboliza o que se dá à Mãe e simboliza a natureza dos Açores. O terço veio diretamente do continente, foi feito à mão, por uma artesã vila-condense, para oferecer à Nossa Senhora da Estrela e simboliza cada coração de quem acredita, cada coração de quem sofre e o esforço de cada um de nós. Esta homenagem não é nada mais, nada menos, do que retribuir, apenas de forma material, aquilo que Ela faz por nós, porque Ela dá-nos muito mais”, explicou o fadista.

Irene Alves, presidente do Grupo de Amigos da Ribeira Grande da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos da América, esteve presente nesta serenata que foi dedicada à Nossa Senhora da Estrela e sublinhou, aquando do fim da homenagem, que “este evento hoje aqui nesta Igreja Matriz simboliza muito, foi muito bonito e foi um encanto. Nós ficamos todos arrepiados, foi muito bonito, muito bonito mesmo e foi uma oração cantada, que dá continuação ao verdadeiro sentido do que vamos fazer amanhã. A serenata foi lindíssima, todos sentimos e vibramos com esta música. Posso dizer-lhe que este momento vai ficar gravado nos nossos corações, sem dúvida nenhuma”.

A líder do Grupo de Amigos da Ribeira Grande da Nova Inglaterra ficou maravilhada e não deixou de afirmar que “este momento foi um encanto, não há palavras, todos nós sentimos. Das pessoas que vieram connosco, que foram 22, 95% são naturais deste concelho, portanto a Nossa Senhora da Estrela é única e é da Ribeira Grande, o que para nós tem um sentimento muito especial e estarmos aqui é um presente da vida. Todos viemos a custo próprio e viemos porque queríamos estar aqui e queríamos cantar amanhã à Nossa Senhora da Estrela. O nosso grupo chama-se Estrelas da Diáspora porque vivemos todos fora e vamos ser acompanhados pela Filarmónica Triunfo”.

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