Estou convicto de que o futuro dos jovens Açorianos passa, inevitavelmente, pela Europa. E as próximas eleições Europeias, em que os jovens nascidos no início do Milénio têm, pela primeira vez, a possibilidade de votar, são uma oportunidade clara para que os jovens Açorianos façam ouvir a sua voz.

Bem sei que os sonhos e os anseios desta fase da vida nos parecem mais urgentes e concretos. Hoje como noutros tempos, ser jovem significa ansiar pela emancipação, que muitas vezes associamos à liberdade de poder escolher e fazer o que queremos. Hoje, como antes, os jovens estudam para adquirir conhecimentos e competências, que permitam ter mais autonomia e, claro, aceder a um emprego estável e justamente remunerado.

Esses são desafios importantes para quase todos os jovens – e não um fatalismo como alguns fazem crer. Mas são, acredito, desafios que só podem ser suplantados com uma Europa aberta, unida e empenhada na criação de um espaço único de realização pessoal e profissional.

Os jovens de hoje vivem numa Europa livre, sem fronteiras físicas e sem barreiras linguísticas, económicas ou aduaneiras. Vivem com uma só moeda, com total circulação de pessoas e bens, com a possibilidade de recorrerem a diversos programas de intercâmbio e de parceria. Essa Europa está hoje mais ameaçada pelo crescimento dos populismos políticos de cariz nacionalista, que recorrem aos mais primários e antigos receios e desconfortos.

São bem conhecidos os exemplos dos Açorianos que afirmaram o nome dos Açores por essa Europa fora. Dos Açores para outros destinos europeus partiram jovens estudantes, voluntários, artistas e jovens profissionais que são motivo de orgulho para todos nós. A Europa abriu as portas para nos formarmos, para circularmos, para termos emprego, para exercermos a nossa cidadania, mas também para darmos o nosso contributo na construção desse espaço Europeu.

Hoje, talvez mais do nunca, os jovens são chamados para participar na defesa e construção deste projeto Europeu de partilha. No próximo dia 26 de maio, os Açorianos nascidos neste século vão ter oportunidade de votar pela primeira vez. Vão poder escolher os deputados que os representarão no Parlamento Europeu. Da minha parte, reitero o compromisso de defender em Bruxelas, sem reservas, os direitos conquistados pelos jovens Açorianos.

Esse compromisso implicará, por exemplo, trabalhar em conjunto com o Governo dos Açores e com o Governo da República, para assegurar o direito ao emprego digno para os nossos jovens. Um emprego justamente remunerado, que permita fixar os jovens nos Açores, para que tenham condições para ter uma vida digna e possam contribuir para o desenvolvimento da nossa terra.

Acredito que é possível – e lutarei para isso – os jovens terem a possibilidade de aceder à habitação, em condições acessíveis, seja própria, seja através do mercado de arrendamento. Medidas como estas permitem, seguramente, rejuvenescer as populações das nossas ilhas, garantindo uma Região vibrante, enérgica, em crescimento e apta a enfrentar os desafios com que estamos confrontados, no contexto nacional e internacional.
Porque o futuro dos jovens Açorianos constrói-se com a Europa e a Europa do futuro precisa dos jovens Açorianos.

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