A cerca de três meses do término do seu segundo mandato à frente dos destinos da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho, Serafim Teixeira, presidente do executivo, falou, em entrevista ao AUDIÊNCIA, sobre as inúmeras obras materiais e imateriais desenvolvidas e que, a seu ver, revolucionarão a terra que o viu nascer. Enaltecendo a importância da colaboração da Câmara Municipal de Gaia, o autarca revelou que união, harmonia e cooperação eram as palavras que descreviam o relacionamento com a edilidade, na implementação dos mais diversos projetos, não só nesta Freguesia, mas em todas as outras do concelho. Honrado pelo trabalho e pelas funções que tem desempenhado na Junta de Freguesia, Serafim Teixeira manifestou a sua vontade de continuar, durante o próximo mandato, à frente dos destinos de Vilar de Andorinho, para concretizar os sonhos dos vilarenses.

 

 

 

Serafim Teixeira, qual é a história do seu percurso no mundo da política, nomeadamente desde que tomou posse, em 2013, como presidente de Junta de Freguesia?

Eu já tinha estado cá nos três mandatos anteriores a 2013, portanto com o doutor Manuel Monteiro, como tesoureiro da Junta de Freguesia. Portanto, isso também me deu algum arcabouço, algum conhecimento, de como é que isto funcionava, pelo que já estava bastante apto para encarar este novo desafio. Depois de passar a presidente, tive e sorte de, ao mesmo tempo, ter o atual presidente da Câmara e a sua equipa, sendo que o doutor Manuel Monteiro também faz parte dela, que nos ajudou muito mais. Quero dizer que, por vezes, diz-se que o Serafim, agora, está a fazer muitas obras e está sim senhor e as pessoas começam a perceber que, agora, é preciso fazer uma série de obras que antes não se fazia. A verdade é que eu tenho de agradecer muito ao trabalho desenvolvido pela Câmara, que tem trabalhado connosco, no sentido de conseguirmos ver as maiores dificuldades e começarmos a ultrapassá-las. Posso dizer-lhe que quando o senhor presidente da Câmara chegou aqui, muito pouco tempo depois de ter sido eleito, mais especificamente ao rés-do-chão deste edifício, onde, na altura, eram os serviços do Centro de Saúde, ele ficou escandalizado, porque não tinha condições nenhumas, nem para os médicos, nem para os enfermeiros que estavam cá, nem para os utentes, portanto aquilo era uma vergonha e ele próprio assumiu, dizendo-me que tínhamos de resolver aquilo rapidamente. Portanto, isto não é criticar quem esteve antes, porque fizeram o que puderam, mas realmente, logo aí, assumiu a liderança e a perceção de que havia algumas coisas que eram fundamentais nós resolvemos e essa foi uma delas. Portanto, realmente, hoje, temos um Centro de Saúde que é verdadeiramente um dos Centros de Saúde mais bonitos de Vila Nova de Gaia e tem vários serviços, nomeadamente tem duas Unidades de Saúde Familiar, que têm um Centro com uma Unidade Complementar. O nosso Centro de Saúde está aberto ao fim de semana, aos feriados, à noite e é onde vêm todas as pessoas de Vila Nova de Gaia. Assim, passamos de um edifício, que possuía um sistema muito fraco, para outro muito mais abrangente, que responde às nossas necessidades. A nossa Freguesia tem muita população e necessitávamos muito deste equipamento e este é um exemplo, pois temos vários outros, como a Rua Heróis do Ultramar, também, que é uma rua estruturante em Vilar de Andorinho e que vai ao encontro de outras freguesias, portanto é, realmente, uma mais-valia e é uma estrada que custa vários milhões e só foi possível, porque nós, em conjunto com a autarquia, fomos trabalhando estes problemas, estas dificuldades e fomos trabalhando no sentido de as ultrapassar, pelo que, realmente, hoje, temos uma série de questões resolvidas, não estão todas, mas estamos no bom caminho e temos uma série de projetos para lançar, como é o caso do metro que fará uma revolução em Vilar de Andorinho. Portanto, estamos muito bem encaminhados para, realmente, transformar Vilar de Andorinho naquilo que nós queremos, que é uma Freguesia de referência em Vila Nova de Gaia.

 

Pode descrever-nos o seu primeiro dia como autarca?

O meu primeiro dia foi muito natural, porque eu já cá estava e já estava muito identificado com as pessoas. Portanto, como eu nasci cá e estou identificado com os vilarenses, não senti como se fosse um dia especial, porque os nossos dias especiais são quando resolvemos os problemas das pessoas. Nós fazemos tantas, tantas, coisas e resolvemos tantos problemas das pessoas no nosso dia-a-dia, que, por vezes, elas vêm ao nosso encontro agradecer-nos, pelo que os dias nos quais as pessoas vêm ter connosco é que são verdadeiramente especiais. Como tal, o meu primeiro dia não teve nada de especial, porque foi algo que aconteceu muito naturalmente.

 

Enquanto presidente de Junta, qual foi o momento mais importante e mais marcante para si?

Primeiro, além daqueles dias em que nós conseguimos fazer grandes obras em Vilar de Andorinho, que não estavam efetuadas, como é o caso do Centro de Saúde, da Rua Heróis do Ultramar, do metro, das obras do Hospital, muito mais do que isso, eu acho que foi a lidar com a pandemia. Nós não estávamos preparados, nós não sabíamos que aquilo ia acontecer, mas aconteceu pura e simplesmente e nós tivemos de resolver e tivemos de empenhar-nos e se lhe disser, por exemplo, que nós, a Junta de Freguesia, nunca esteve fechada, nunca fechou nenhum dia, é verdade, porque nós tivemos colaboradores todos os dias a ir ao encontro das pessoas, como de pessoas com covid-19 às quais nos levamos alimentação e medicamentos, entre muitas outras coisas. Portanto, eu acho que foi um desafio muito grande e, para mim, foi fora de série, porque, juntamente com a Câmara Municipal de Gaia, fizemos um trabalho, quanto a mim, muito relevante e muito fantástico, porque provou, na prática, que nós estamos bem e que conseguimos ultrapassar muitas destas dificuldades, porque estamos unidos e a trabalhar para o mesmo objetivo.

 

Como descreve este último mandato, que foi marcado pela proliferação da covid-19 em Portugal e no mundo? A pandemia condicionou, de alguma forma, os seus objetivos?

A pandemia mudou muitos deles. Nós, por acaso, temos uma liderança muito boa e temos de falar sobre isso e sobre essa questão, porque o presidente da Câmara Municipal de Gaia assegurou a liderança desse processo e, depois, juntamente connosco foi trabalhando essas questões. Posso dizer-lhe que realizamos muitas reuniões e era muito trabalho batido para resolver no dia-a-dia. Portanto, estivemos sempre a falar e quando não era presencialmente, era pela internet e estávamos sempre preocupados com as questões e a forma como íamos resolver e ultrapassar a situação pandémica. Logo, eu acho que todo esse trabalho que fizemos em conjunto com a Câmara Municipal de Gaia foi uma mais-valia, porque não é importante dizer que foi o Serafim que fez, porque fomos nós que fizemos, porque o professor Eduardo Vítor Rodrigues liderou este processo e trabalhou-o juntamente connosco e como ele é um homem exigente e eu também sou um homem exigente demo-nos sempre muito bem nessa matéria e conseguimos, não tenho dúvidas nenhumas, fazer algo que se fosse antes eu ia dizer que íamos ter muitas dificuldades. A verdade é que, apesar das dificuldades, nós fomos ultrapassando e fizemos com o que as pessoas não sentissem tanto e que, graças a Deus, chegando a este momento, eu acho que podemos dizer que podemos estar satisfeitos, porque mudamos o chip, como se costuma dizer na gíria, e em vez de fazermos Feiras Medievais, de fazermos a Festa da Cebola e muitas outras atividades que nós fazíamos, começamos a fazer, por exemplo, outras obras, como, aqui, no caso da Junta Freguesia, na qual fizemos o rés-do-chão, que hoje tem umas condições fantásticas e íamos fazer o primeiro andar, mas entretanto reparamos que o telhado estava todo a cair, porém já está quase pronto e seguidamente faremos o primeiro andar, para, posteriormente, irmos para uma Praça que queremos desenvolver, também, em harmonia com o senhor presidente da Câmara, porque ele tem a capacidade de, ao trabalhar connosco, chegar aqui e dizer, “Serafim agora a Junta está a ficar bonita, mas está ali a Igreja que está por pintar e a Escola”, então, agora, temos estado a trabalhar quer para requalificar a Escola, quer a Igreja e toda esta zona envolvente do centro da Freguesia, que precisa de ser melhorado e já estamos a trabalhar, no sentido de desenvolvermos esse projeto. Portanto, é através dessa harmonia e desse trabalho conjunto que nós vamos conseguindo ultrapassar as dificuldades e, como tal, eu sinto-me muito realizado e acho que vamos deixar uma marca, sem dúvida alguma, na história. Realmente, era algo que nós não pensamos, não preparamos, mas eu acho que, apesar de tudo, mostramos, na prática, que somos capazes de resolver problemas graves e fazer com que não se note tanto e não seja tão difícil como poderia ter sido. Portanto, eu acho que trabalhamos bem e o resultado está à vista.

 

O que mudou em Vilar de Andorinho desde a sua chegada? Que obras materiais e imateriais concluiu durante o desempenho das suas funções?

Eu há pouco falei na Rua Heróis do Ultramar, mas nós temos várias ruas importantes. Eu falo na mais importante, mas nós arranjamos muitas e temos estado a requalificar várias escolas e, portanto, temos feito várias obras, sendo que uma delas, que ainda agora está a ser efetuada, que é num local onde havia um jardim de infância, o qual, hoje, a Câmara de Gaia está a requalificar para construir um Centro Comunitário, num local que está abandonado, que estava bastante feio e, apesar de ser num sítio mais ou menos no interior de Vila d’Este, estava ali a parecer mal e ele está, agora, a ser requalificado e será uma obra fantástica, na qual a autarquia está a trabalhar em conjunto connosco para que nós, quer a Câmara, quer a Junta, possamos ter lá um local para trabalharmos com a população, porque também acontece que, como temos aqui a Junta de Freguesia, muitas vezes as pessoas têm de vir de Vila d’Este até aqui, para resolver problemas e a ideia é termos, aqui, a Junta de Freguesia, mas termos lá, também, um polo de trabalho e de desenvolvimento, para pessoas que queiram fazer formação profissional não precisarem de vir aqui à Junta e poderem fazer lá. Portanto, teremos dois polos fundamentais na Freguesia, para trabalharmos juntamente com as pessoas, mas para além disso, eu acho que, também, foi a sensibilidade de nós trabalharmos muito o imaterial e eu acredito que é aí que nós tivemos uma postura muito diferente, que não costumava existir tanto. As Academias Seniores, também, têm estado a trabalhar de uma forma fantástica, aqui, em Vilar de Andorinho. Nós temos um andar que é nosso, que agora tem estado fechado, mas que está ao serviço e que está disponível para essas pessoas e desenvolve dia após dia um trabalho riquíssimo, quer nas escolas, quer na ação social e na formação profissional. Portanto, trabalhar o imaterial, também, é uma grande preocupação nossa, porque nós queremos trabalhar com as pessoas, para que elas possam desenvolver competências, possam resolver problemas, possam sentir-se bem e relacionar-se umas com as outras, por exemplo, no caso da Academia Sénior e noutras, o nosso objetivo é criar um ambiente, que seja positivo e no qual as pessoas possam sentir que todos juntos conseguimos ir trabalhando e ir evoluindo, para que, realmente, as pessoas se sintam realizadas, porque o trabalho que nós vamos fazendo vai-se refletindo nas pessoas e é esse trabalho que, também, nos enriquece e faz com que nos sintamos felizes e realizados. Posso dizer-lhe que, enquanto o homem e para mim, é uma enorme honra ser presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho e é por isso que eu estou cá. Eu fiz outras coisas, não fui presidente toda a vida, nem vou ser toda a vida, portanto a minha função é continuar e tentar ver se sou eleito no próximo ato eleitoral, pelo que espero ter, mais uma vez, a confiança da população, para, assim, continuarmos com os projetos que temos, com os que estamos a terminar e com os outros que precisamos de trabalhar no futuro. Neste momento, nós estamos a passar uma fase em Vilar de Andorinho que é uma revolução muito grande. O que é que acontece? A questão da requalificação de Vila d’Este, que se desenvolveu nestes anos e, depois, com a chegada do metro, que está a ser trabalhada, isto tem sido uma revolução. Neste seguimento, tem havido uma procura cada vez maior por estas zonas. Portanto, os terrenos em Vilar de Andorinho estão muito caros, as casas estão muito caras e esse é um dos problemas que nós estamos, agora, a constatar, porque, por exemplo, em Vila d’Este, os bancos não investiram muito, porque não davam o devido valor a esta zona e, neste momento, é o contrário, pois criou-se um boom de tal ordem, que é difícil. As casas estão mais caras e cada vez é mais difícil, pelo que estão-se a recuperar uma série de casas, não só em Vila D’Este, como no resto da Freguesia, porque há uma procura muito grande de casas. Eu acho que este é um dos grandes desafios e o senhor presidente da Câmara já está, também, com esse projeto em mente e nós já estamos a trabalhar no sentido de, nos próximos anos, criar novas casas, e algumas delas vão ser em Vilar de Andorinho, num terreno que já é da Câmara e que se destina à construção de novas casas, com rendas mais acessíveis, porque, realmente, é um dos problemas que nós estamos a ter, porque não imaginávamos que isto evoluísse tanto, em termos de procura de habitação. Nós temos alguma habitação social, mas está maioritariamente ocupada, portanto e é preciso criar novas habitações, para que as pessoas possam ter casas condignas e a preços acessíveis, porque o mercado tem destas coisas e como a procura é muita, tem sido uma revolução. Portanto, eu acho que há uma procura muito grande quer de empresas, quer de pessoas para virem para Vilar de Andorinho e vai ter que haver construção, aliás já começa a haver construção, já há novos prédios, novas requalificações de casas e é por aí que nós temos de atacar, porque, realmente, embora não dependa tudo da Câmara, nem da Junta, nós temos de trabalhar essa matéria, porque há uma procura muito grande das populações e das empresas em Vilar de Andorinho, porque nós estamos muito bem situados. Nós temos uma Freguesia muito bem situada, que vem desde o Monte da Virgem até ao Rio Febos, com zonas extraordinárias, com muitas zonas verdes, aqui, perto do centro cidade de Gaia, perto da cidade do Porto e com autoestradas fantásticas que dão ligação a todo lado, depois com o metro, com a nova ligação de metro-bus, que a autarquia está a fazer na Nacional 222, nós vamos ter muito mais facilidades de deslocação, porque foi um dos problemas que a pandemia também salientou, que foi questão dos transportes. Posso dizer-lhe que, apesar do trabalho riquíssimo que a Câmara e também este presidente na Área Metropolitana do Porto fizeram, a questão é que a pandemia prejudicou, porque as pessoas deixaram de andar tanto de transportes públicos, mas eu acho que, lentamente, isso vai começar a reativar e com estes projetos, este desenvolvimento de trabalho que nós estamos a fazer, não tenho dúvidas de que, nos próximos tempos, Vilar de Andorinho vai estar muito bem servido e não é por acaso que as pessoas querem vir morar para cá.

 

Considerando que estamos a cerca de três meses daquele que é o fim do seu segundo mandado, qual é o balanço que faz e destes quase oito anos?

Eu faço um balanço muito positivo. Eu acho que estamos de parabéns e só tenho de agradecer muito à Câmara de Gaia e ao senhor presidente, que trabalhou connosco muito bem e teve a sensibilidade de perceber que Vilar de Andorinho tinha algumas infraestruturas que eram fundamentais, assim como de ver Vilar de Andorinho como uma Freguesia que faz parte da cidade e que tem de ter equipamentos da cidade. Portanto, tem sido esse o trabalho que nós temos desenvolvido e eu acho que estamos de parabéns, porque não tenho dúvidas de que desenvolvemos infraestruturas que, há uns anos atrás, eram impensáveis, pois ninguém imaginava que, alguma vez, íamos fazer o metro até Vila d’Este. Fala-se muito mal de Vila d’Este, porque as casas estavam muito degradadas e esse trabalho fez-se e veio enriquecer não só as casas, como também as pessoas que lá moram, porque sentem-se, hoje, “mais felizes”, sentem-se mais realizadas e sentem que já não têm de ter vergonha de dizerem que são de Vila d’Este. Portanto, e esse trabalho é um trabalho muito rico e eu acho que nós temos quer no Empreendimento do Balteiro, quer na Urbanização de Vila d’Este, dois exemplos fantásticos, um mais pequeno e outro maior, que são exemplos a nível nacional, mas em termos de Vila d’Este é mesmo um exemplo a nível internacional, porque eu não tenho dúvidas de que a própria comunidade europeia olha para Vila d’Este como um caso de sucesso, aliás, já vieram cá alguns técnicos da União Europeia e julgavam que iam ver um local muito mau, cheio de problemas, um bairro degradado e não viram, viram uma urbanização muito boa, com muita qualidade de vida e foram às instituições e aos cafés e ficaram perplexos com o ambiente, pois era fantástico e perceberam que, realmente, ali, há um trabalho que podia ser mau, porque no início, realmente, foi mais complicado porque estamos a falar de muitas casas, num espaço tão pequeno, mas é um caso de sucesso, porque qualquer pessoa, hoje, vai a um café, a uma instituição, ou a uma coletividade em Vila d’Este e sente que está num sítio bom, como outro lugar qualquer, porque não existem problemas de maior e isso foi uma mais-valia para todos nós, por isso eu acho que estamos todos os parabéns. Portanto, todas estas obras quer na parte mais antiga, quer nas partes novas, e eu falo de Vila d’Este, mas também falo de outras urbanizações mais pequenas, que se desenvolveram e das quais eu tenho muito orgulho. Posso dizer-lhe que, também, fico muito orgulhoso quando vizinhos meus me dizem: “Serafim, que maravilha, eu gosto muito de morar aqui e se me saísse o Euromilhões eu nunca saía de Vilar de Andorinho, porque eu adoro Vilar de Andorinho”. As pessoas adoram viver aqui, porque sentem que têm muitos pinhais à volta, muitas zonas verdes, respiram ar puro, têm um pequeno rio, o Febos, onde podem fazer caminhadas e, depois, se pegarem no carro, vão para qualquer lado do país facilmente, portanto em poucos minutos chegam ao Porto, ou outra cidade da zona do Grande Porto, portanto as pessoas sentem que estão muito bem, pois não estão dentro da cidade do Porto ou de Gaia, estão um bocadinho mais distantes, mas muito perto de tudo, portanto nós estamos de parabéns e eu sinto-me muito realizado enquanto presidente e enquanto homem, por ter estado aqui durante estes anos a trabalhar na nossa Freguesia.

 

A seu ver, de que forma é que marcou e vai continuar a marcar Vilar de Andorinho?

Eu não estou muito preocupado comigo, porque eu sou um homem de Vilar de Andorinho e, tal como iniciei, espero efetuar mais um mandato e, depois, irei embora, mas não vou para lado nenhum, porque eu moro cá, portanto, eu vou estar cá na mesma, apenas não terei as mesmas funções. Logo, o que sinto é que realmente tive a sorte de entrar no momento em que tinha pessoas que ajudaram muito esta Freguesia e que criaram uma dinâmica em termos de concelho, que, depois, se repercutiu na Freguesia de Vilar de Andorinho. Eu sinto-me muito orgulhoso de ter feito parte e de estar, aqui, a realizar este trabalho. Este mandato está a terminar, mas eu pretendo continuar, porque se me dissessem, há uns anos atrás, que eu ia fazer tudo isto que já consegui fazer, eu não acreditava, porque, há 10 anos atrás, ninguém acreditava que o metro vinha a Vilar de Andorinho e muitos colegas meus, de outras freguesias, também gostavam de ter lá ao metro, aliás mesmo em Vilar de Andorinho, as pessoas gostavam que o metro chegasse a outros sítios, mas não é possível ir a todos os locais, portanto o metro tem que ir aos sítios onde há muita gente e, realmente, Vilar de Andorinho é quase como se fosse uma Freguesia dentro de outra, porque, por exemplo, só em Vila d’Este tem mais pessoas do que em muitas freguesias do país. Portanto, isto é, realmente, desafiante para nós, mas, também, nos dá muita realização pessoal. Como tal, eu acho que tive a sorte de encontrar as pessoas certas, no momento certo em que precisávamos de ultrapassar uma série de dificuldades e, com essas pessoas certas, conseguimos ir ao encontro dos anseios da população, criando e transformando sonhos em realidades, porque, realmente, a transformação de ruas que estamos a ter, com um Centro de Saúde, com o metro, com o Hospital, que apesar de não ser só para Vilar de Andorinho, mas que está maioritariamente em Vilar de Andorinho, nós sentimo-nos realizados, porque percebemos que isso melhora a qualidade de vida da população. O projeto “Elos”, por exemplo, posso dizer-lhe que é, para nós, um grande orgulho transformar uma coisa que está abandonada, num lugar de vida, onde as pessoas vão poder a trabalhar e desenvolver um trabalho. Tudo isto, para além do trabalho que temos desenvolvido com as instituições e as associações, que é um trabalho que sempre fizemos, que continuamos e continuaremos a fazer e, depois, vê-se na prática, realmente, esse trabalho a ser muito bem desenvolvido.

 

Relativamente às próximas eleições autárquicas, já revelou uma certa ânsia de continuar à frente dos destinos de Vilar de Andorinho. Neste seguimento, quais sãos os seus desejos e ambições para esta Freguesia?

Eu acho que é mais do que justo dizer que eu acho que merecemos continuar, porque se nós criamos projetos que estão no terreno, que não estão falados, estão no terreno, portanto estão a ser efetuados, é bom e é lógico que nós possamos por prática, trabalhá-los e podermos, depois, também, usufruir dessa evolução. Logo, com certeza que o dia em que o metro vier a Vilar de Andorinho, para mim, vai ser fantástico, vai ficar na história de Vilar de Andorinho, de Vila Nova de Gaia e do país e isso, para mim, é uma enorme honra, tal como foi a inauguração do Centro de Saúde. Eu estou a falar de coisas que a população de Vilar de Andorinho ansiava há muitos anos e o facto de nós conseguirmos isso é, para nós, um enorme orgulho e eu queria, com certeza, ver esses esses trabalhos concluídos e ver a população a beneficiar deles, tal como a grande transformação que estes trabalhos já estão a trazer à nossa Freguesia e eu creio que, também, com estes projetos, e outros que já estão a ser trabalhados e vão ser desenvolvidos no próximo mandato, podemos afirmar que temos que aproveitar o momento, porque o momento é de viragem e de transformação. Portanto, não denegrindo o antes, porque eu antes também estive cá, eu acho que agora as coisas estão a correr bem, porque temos pessoas muito influentes e com muitas capacidades, que têm estado a trabalhar, também, juntamente connosco e isso está-se a ver na prática. Portanto, eu creio que a população é muito exigente e cada vez quer mais, mas temos de reconhecer e não esquecer aquilo que temos vindo a fazer e aquilo que está feito, porque, por vezes, quando nós fazemos uma rua muito importante, a rua ainda não está a terminada, mas já estamos a pensar nas outras que estão ao lado e a verdade é que, também, não conseguimos fazer as ruas todas em meia dúzia de anos, pois precisamos de mais anos, para fazer mais ruas, ir ao encontro das pessoas e fazer mais obras, que nós sabemos que a população pretende e quer que sejam desenvolvidas. Logo, os vilarenses têm anseios, tal como toda a população e eu acho que nós precisamos de mais tempo, para pôr em prática todos esses desejos, essas ambições e transformar, cada vez mais, as coisas, de modo a que as pessoas se sintam realizadas e que a qualidade de vida seja cada vez melhor. Portanto, eu não tenho dúvidas de que, hoje, com muitas das coisas que estão a acontecer, Vilar de Andorinho jamais será a mesma, pois uma freguesia que tem um metro, não é uma freguesia qualquer e uma freguesia que tem um Centro de Saúde de referência em Vila Nova de Gaia jamais é a mesma. Portanto, tudo isto, estes trabalhos que vão sendo efetuados, dão-nos coragem para continuarmos e eu espero, realmente, continuar e ir ao encontro dos anseios das pessoas, que eu sei quais são, porque nós vamos trabalhando e as pessoas falam connosco no dia-a-dia e acreditam que nós estamos preparados para continuar aquilo que foi desenvolvido por nós. Francamente, antes, esses fatores não se conjugavam, mas, neste momento, estão conjugados e eu acho que temos de aproveitar o momento, porque temos muitos projetos para avançarmos, sendo que alguns já estão efetuados. Logo, temos de aproveitar o momento, porque estamos numa época fantástica, na qual as pessoas estão todas a trabalhar para o mesmo e, quando assim é, eu acho que só temos de aproveitar o momento e tentar ajudar, para que, realmente, esta transformação se desenvolva cada vez mais e melhor e a população se sinta realizada e sinta que é bom viver em Vilar de Andorinho, porque eu, também, acho.

 

Que projetos anseia desenvolver durante o próximo mandato?

Alguns projetos estão já no terreno. Quando eu falo do metro, falo de um grande projeto que ainda não está feito e que vai demorar, ainda, algum tempo. Quando eu falo do projeto “Elos”, também, vai demorar, ainda, algum tempo, no sentido de alguns meses. Portanto, alguns projetos já estão no terreno e esperamos que os restantes também estejam, para trabalharmos com esses novos equipamentos, que vão ser uma mais-valia para a Freguesia, mas temos outros, tal como eu falei há bocadinho, pois nós vamos terminar as obras do edifício da Junta de Freguesia, mas a Junta de Freguesia não pode ficar, aqui, situada no centro da Freguesia muito bonita e depois ter ao lado uma escola ainda por pintar e a igreja por pintar. Posso dizer-lhe que, o centro da Freguesia tem algumas lacunas, algumas dificuldades e nós queremos, realmente, fazer aqui uma Praça, com um Centro Cívico, com dignidade, no qual quer a igreja, quer a escola sejam requalificadas e para que, também, as próprias pessoas tenham muito orgulho em terem, realmente, um centro de qualidade. Para além disso, nós estamos a trabalhar com algumas instituições, que já têm projetos para serem desenvolvidos e para colocarem em prática. Eu estou a falar, por exemplo, da questão do Rancho da Freguesia, a quem nós oferecemos uma casa, que já tem o projeto aprovado e a Câmara Municipal de Gaia está a ajudar, no sentido de, nos próximos tempos, isso, também, avançar e ser uma mais-valia, porque nós temos estado a trabalhar muito com as instituições e, por exemplo, temos a Malha, uma associação que existe em Vilar de Andorinho e que faz um trabalho fantástico, porque as pessoas vão para lá e sentem-se realizadas. Também temos a Columbófila, do outro lado, que também efetuou umas novas instalações num terreno que é da Junta de Freguesia. Como tal, nós estamos a trabalhar com as instituições, de forma a todas terem melhores condições, para poderem trabalhar. Por outro lado, temos a Associação Cem Paus, também, em Vila d’Este, que fez obras recentemente e contou com o apoio quer da Câmara Municipal de Gaia, quer da Junta de Freguesia. Nós, a autarquia e a Junta de Freguesia, estamos a apoiar as instituições, para que elas se possam desenvolver, se possam transformar e melhorar, para que as pessoas, mal a pandemia vá terminando, possam voltar à normalidade e nós possamos fazer as outras atividades que já fazíamos cada vez mais e melhor. Portanto, existe uma série de projetos, de ruas e de outros equipamentos, que nós pretendemos fazer, em harmonia com a Câmara Municipal de Gaia. Nós, também, temos um projeto que nós desenvolvemos, que é “Vilar com Carinho” e que, agora, na pandemia, se mostrou muito eficiente, através do qual nós vamos, porta-a-porta, com um agente da PSP, o Chefe Silva, falar com as pessoas porque nós queríamos colaborar com elas, para as transportar para o Centro de Saúde, ou para outro lado, porque, às vezes, os transportes não funcionam, da melhor forma, nesta parte mais antiga e nós íamos ao encontro das pessoas, para poder ajudá-las nas deslocações e, às vezes, nem são pessoas carenciadas, são pessoas que têm possibilidades, mas que têm algumas dificuldades em se deslocarem e nós, já há alguns anos, que desenvolvemos esse trabalho todos os dias. Este é um trabalho que nós queremos desenvolver cada vez mais, porque sentimos que é uma mais-valia e muitas pessoas têm essa necessidade. Portanto, é nestes projetos que nós temos de trabalhar cada vez mais e melhor, porque para além dos equipamentos, que nós também vamos construir, é importante trabalhar questões imateriais cada vez mais e melhor, porque as pessoas têm necessidades e nós temos de ir ao encontro delas, para que elas sintam que não é um problema não terem um automóvel, ou carta de condução e que não é isso que as vai impedir de poderem ir ao Centro de Saúde, ou ao Hospital, ou à Junta de Freguesia. Neste contexto, nós temos um colaborador que está, diariamente, a fazer esse trabalho, que se mostrou muito frutífero, agora, na altura da pandemia, mas vai continuar, porque nós já fazíamos antes. Portanto, eu acredito que são estes trabalhos que vão cada vez mais ao encontro das pessoas e eu acho que nós estamos de parabéns.

 

Qual é a mensagem que gostaria de deixar à população?

A minha mensagem é uma mensagem de esperança, porque eu acho que nós estamos todos de parabéns, porque a população de Vilar de Andorinho tem trabalhado muito. Nós somos uma Freguesia de gente de trabalho. Os vilarenses sempre foram pessoas de muito trabalho, de muita dignidade e mesmo aqueles que vieram para cá morar sentem-se inseridos na comunidade, pelo que, hoje, somos todos vilarenses e eu acho que as pessoas sabem que nós estamos com elas e que nós, todos juntos, fizemos um trabalho excelente, mas vamos continuar a fazer esse trabalho, em prol da freguesia e em prol dos vilarenses e isso ficou muito provado e muito evidente nesta altura de pandemia, na qual, realmente, a nossa relação de amizade e de trabalho mútuo entre a Junta de Freguesia, as instituições e autarquia, está a dar os seus frutos e a qualidade de vida tende a ser cada vez melhor, porque o trabalho está a ser efetuado em harmonia. Portanto, eu sou um homem simples, um homem de Vilar de Andorinho e a minha estadia por cá é para trabalhar juntamente com os vilarenses, pois eu sei quais são os anseios da população e estou aqui para trabalhar com as pessoas, de forma a ultrapassar as dificuldades, evoluindo e fazendo crescer quer a Freguesia, quer a população em geral, portanto os vilarenses. Logo, eu acho que estamos todos no mesmo barco, no mesmo comboio, neste caso, que é algo que, dentro em breve, teremos cá e é isso o que me dá um enorme orgulho e eu espero, realmente, que possamos, juntos, encontrar cada vez mais felicidade, que tenhamos muita saúde, que a pandemia vá desaparecendo ou que desapareça de uma vez por todas e que possamos juntos continuar a fazer e a desenvolver um trabalho em harmonia uns com os outros, com as instituições e com as associações. Portanto, é essa a nossa função e é nisto que nós somos muito bons, pelo que eu espero continuar junto das pessoas, junto dos vilarenses, a fazer esse trabalho, porque é isso que me faz engrandecer e me faz sentir realizado, enquanto o homem. Posso dizer-lhe que, para mim, é uma enorme honra estar, aqui, neste cargo que os vilarenses me colocaram e no qual eu espero continuar, pelo menos, durante os próximos quatro anos. Eu acho que a forma simples e honesta como eu estou nesta vida autárquica faz com que as coisas acontecem naturalmente e tendo ajuda da Câmara, eu acho que tenho possibilidades de fazer sempre cada vez mais, porque nós somos muito exigentes e temos trabalhado com muita exigência. As pessoas têm de ter alguma calma, porque quando fazemos obras que criam muito alvoroço e muitos problemas, é preciso ter paciência e eu peço, realmente, que tenham essa paciência e que nos ajudem, também, a ultrapassar as dificuldades, mas que, também, depois percebam que nós não podemos fazer tudo de uma vez só e que, realmente, Vilar de Andorinho tinha muitas necessidades em termos de infraestruturas e elas estão a ser efetuadas. A Câmara Municipal de Gaia quando faz para Vilar de Andorinho, também tem de fazer para as outras e, total, são 15 freguesias e eu, também, tenho de ser sensível e perceber que não se pode fazer tudo de uma vez só. Portanto, eu acho que estamos de parabéns e que, realmente, Vilar de Andorinho vai sofrer uma revolução incrível. O Monte da Virgem vai ser requalificado, uma grande obra entre Oliveira do Douro e Vilar de Andorinho, o novo auditório, o novo edifício que a Câmara vai fazer, o Pavilhão Multiusos que a autarquia vai fazer junto à Nacional 222 e que vai ser um edifício fantástico, para o desporto e para a cultura. Portanto, todos estes equipamentos, que estão a ser construídos, aqui, na nossa Freguesia ou junto à Freguesia, provam que, realmente, o território está a sofrer uma transformação muito grande, por isso eu não tenho dúvidas de que as pessoas vão sentir, nos próximos anos, que, realmente, Vilar de Andorinho é uma terra onde que toda a gente quer morar, porque tem excelentes condições de vida e é um local onde as pessoas podem sentir-se bem, apesar de não estarem no centro da cidade, porque estão muito perto dela, a poucos minutos, e, portanto, podem realmente sentir que, realmente, é bom viver em Vilar de Andorinho.

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