Rui Sampaio, em “stableford–net” (com abono) e Vitor Mota, em “gross”, foram os vencedores da final da Ordem de Mérito Pousio, um das últimas provas da época na infraestrutura dirigida por Filomena Rito, na qual participaram três dezenas de jogadores. No “tee” de saída com a bonificação de 24 pancadas, Rui Sampaio rubricou um “scorecard” com 46 pontos, superando em 10 pontos o seu nível de jogo.

Vítor Mota, que viria a impor-se em “gross”, e que aqui se apresentou com oito pancadas de bonificação, foi segundo, a oito pontos do vencedor, enquanto Luis Mesquita Guimarães, com 37, e a dupla J. Couto Sousa e Gonçalo Mota, fechou o “top-five” com 36. A contenda mais renhida ocorreu no grupo dos mais credenciados, que competiam apenas com os seus atributos pessoais e sem qualquer benefício exterior.

E nesta luta de “Motas”, o equilíbrio foi a nota dominante e também aqui foram os pormenores regulamentares a abrir a porta ao vencedor. Já na modalidade “stableford” os referidos Vítor e Gonçalo Mota terminaram igualados, com 30 pontos, seguidos de Luís Mesquita e António Clemente, com 27 e do ex-campeão Paulo Castelo, com 26.

Porém, a fórmula por pancadas (“stroke play”) que decidiu os pormenores classificativos. Como referi, Vítor Mota e Gonçalo Mota editaram “score” idêntico, ambos com 66 pancadas (+6). No entanto, ainda que estes dois jogadores também tenham empatado nos últimos três buracos, com 10 pancadas cada, o melhor desempenho de Vítor Mota em toda a segunda volta (29 pancadas) foi elucidativa para chegar ao triunfo, já que o seu homólogo Gonçalo não conseguiu melhor que 36 “shots”, enquanto Luís Guimarães terminou a prova com 10 acima (70). Ainda no registo parcelar, Vítor Mota concluiu a volta com quatro “birdies”, seis pares, seis “bogeys” e dois dúplos, bastante diferente de Gonçalo que rubricou apenas um “bird”, 11 pares, cinco “bogeys” e um duplo.

Cunha e Conceição prendados na categoria sénior

O Golfe da Quinta do Fojo, instituição da freguesia de Canidelo, voltou a inscrever no seu calendário regular o tradicional Torneio de Natal, para o qual se inscreveram cerca de três dezenas de praticantes seniores (acima dos 55 anos), tendo as primeiras posições sido repartidas, em função da fórmula regulamentada. Na classificação bonificada (“stableford-net”), Augusto Cunha foi o primeiro da tabela, tendo rubricado um “scorecard” com 35 pontos, fruto do seu empenho e da generosidade do seu “handicap” que lhe concedeu um bónus de 20 pancadas. Porém, o vencedor não teve tarefa fácil, tendo obtido apenas a vantagem de um ponto sobre os quatro competidores que se lhe seguiram na tabela – Nuno Soares, o limiano Nélson Conceição, Isabel Barbosa e Joaquim Santos, todos com 34 pontos, seguindo-se a dupla Arménio Cordeiro e Paula Marques, ambos com 32. Entretanto, na modalidade “gross”, cujo regulamento não atribui aos concorrentes qualquer benefício extra, Nélson Conceição, jogador com “home-club” no Axis Golfe de Ponte de Lima, venceu com 24 pontos, usufruindo de de uma vantagem de dois pontos sobre o trio Arménio Cordeiro, António Clemente e o actual campeão do Fojo, Carlos Alberto Gonçalves. Mas, de analisarmos a classificação “gross” à luz da modalidade de “stroke play”, cuja fórmula regula a modalidade na alta competição, o primeiro lugar foi para Arménio Cordeiro, ainda que Conceição e Cordeiro tenham registado “score” idêntico de 74 pancadas (14 acima), tendo sido decidido nos pormenores dos últimos três buracos que deram vantagem a Arménio Cordeiro, com 12 pancadas, contra 14 do citado Conceição em cenário idêntico.

JOSÉ MILHEIRO BARBOSA TRIUNFOU EM MIRAMAR

Entretanto, no nonagenário Golfe de Miramar, a modalidade também ajudou aos festejos do Natal, com um torneio alusivo destinado a cerca de meia centena de praticantes seniores inscritos, em representação do clube anfitrião, Golfe do Centro, Quinta do Fojo, Clube Nortada, Axis Ponte de Lima e Seniores do Norte. José Milheiro Barbosa, um sócio já antigo, que alinhou com 15 pancadas de bonificação, triunfou na classificação “gross” (“score real”), com 81 pancadas (11 acima), conseguindo deduzir duas pancadas em relação ao seu nível de jogo, ao cumprir o percurso com duas pancadas menos que a dupla António Correia de Oliveira (o mais credenciado, com “hdcp” 5) e Manuel Correia de Almeida, ambos com um registo de 83 pancadas para um par de 70 (+3).

Já Guilherme Meneses Correia, outro veterano das hostes miramarenses, ficou isolado na quarta posição, com 85 pancadas, enquanto Carlos Letra Afonso e o actual campeão interno do Fojo, Carlos Alberto Gonçalves, ocuparam ex-aequo o quinto lugar, com 89 pancadas cada. Quanto à modalidade bonificada, a vitória pertenceu a José Rego, sétimo em “gross”, embora com “score” idêntico ao citado Milheiro Barbosa, e ambos com a marca de 66 pancadas “net”, seguidos de Correia de Almeida, com 68, Letra Afonso, com 71 e Guilherme Correia, com 72.

Contudo, uma vez que Rego e Milheiro Barbosa registaram “score” idêntico, para encontrar o vencedor recorreu-se aos pormenores regulamentares. Igualados no “score” global e nas duas semi-voltas, foi a performance dos três buracos finais que coroou Rego, por uma escassa pancada de vantagem; Milheiro Barbosa somou 12 pancadas e José Rego menos uma. É caso para dizer que, por uma se ganha e por uma se perde.

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