Há alguns dias atrás realizou-se a reunião magna dos social-democratas portugueses onde se fizeram representar, como seria de esperar, os militantes dos Açores.

É a partir dos congressos que o cidadão comum, e que gosta de acompanhar estas coisas, pode observar as tendências dos partidos para os tempos que se seguirão até ao próximo evento que, por vezes, é antecipado caso as coisas não corram de acordo com os objetivos estabelecidos.

O novo líder regional do PSD, até ali a desempenhar o cargo vice-presidente de Rui Rio, aproveitou (?) aquele importante momento partidário para se descolar de uma liderança que, pelo menos até àquele momento, menorizou os Açores, como ficou à vista de todos em sucessivas declarações públicas, sendo a mais célebre a que desconsiderou a Região por valer apenas uns meros “doze mil votos”.

Apesar deste enxovalho coletivo, esperava-se que o congresso do PSD trouxesse algumas tréguas a esta insensibilidade para com a Região Autónoma dos Açores, mas não foi isso que se verificou, conforme se pôde constatar ao longo dos três dias de trabalho.

Ao estabelecer a agenda política para os próximos tempos, os congressistas e o presidente do partido, pelo menos aqueles que ouvi, saltaram consciente ou inconscientemente, o objetivo “Regionais 2020”, sendo esta conclusão apenas da minha responsabilidade, concentrando-se quase sempre nas “Autárquicas 2021” e numas hipotéticas eleições nacionais antecipadas.

É claro que este comportamento, leva-nos a concluir que a direção daquele partido não tem mesmo esperanças num bom resultado nos Açores, indo ao encontro de um anterior líder do PSD-Açores que, prevendo isso também, sugeriu que só se poderia pedir um bom resultado lá para 2024, vai lá saber-se a razão destes cuidados todos.

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