A 22 de agosto o Centro Empresarial dos Açores celebrou mais um ano de vida. No dia 24 os seus colaboradores reuniram-se para festejar mais um ano de sucesso e trabalho. Em conversa com João Dâmaso Moniz, CEO deste centro de negócios, ficou explícita a vontade do empresário em evoluir e crescer, dando resposta ao atual mercado regional.

 

 

Em cinco anos, cerca de 50 empresas já passaram pelo CEmpA. Atualmente o número é metade. A lotação dos espaços físicos está lotada e por isso mesmo João Dâmaso Moniz e a sua equipa têm vindo a desenvolver um trabalho para ampliar as instalações, “trabalho este que, infelizmente, não tem sido tão rápido como quanto gostaríamos”, o que não invalida que não se continue a fazer esforços e a trabalhar neste sentido.

Entre as cerca de 25 empresas sediadas no CEmpA, algumas delas estão apenas em escritório virtual, ou seja, usufruindo do espaço postal, não se encontrando diariamente neste centro de empresas. A trabalhar noutra parte do país ou do mundo, muitas destas empresas são do ramo do turismo, havendo até projetos hoteleiros que “estão em desenvolvimento na Região e escolhem o CEmpA numa fase inicial para desenvolver a parte inicial do próprio projeto”, fez saber o CEO.

Quem vai a esta empresa ribeiragrandense pode encontrar uma multiplicidade de ramos de atividade. De acordo com João Dâmaso Moniz, “isto tem que ver com a nossa estratégia de diversidade de serviços”, pois quem vai ao CEmpA encontra um “centro comercial” que “não vende comércio, mas sim serviços, ou seja, procuramos sempre que várias empresas [sediadas no CEmpA] possam participar naquilo que o cliente procura”.

É o facto de, todos os dias, o CEmpA se esforçar para prestar um “serviço de excelência” que não preocupa o jovem empreendedor no surgimento de novos centros de negócio no concelho ou aquele que já existem na Região. O objetivo é “ter um serviço no qual a empresa que cá esteja sediada perceba que é uma mais-valia estar aqui”, defendeu João Dâmaso Moniz, para quem “a concorrência nunca será negativa [pois] queremos ser os melhores, independentemente de termos capitais privados ou públicos”.

Atualmente, a competição gerada pelos espaços públicos não preocupa João Dâmaso Moniz tendo em conta que os espaços físicos do CEmpA estão cheios mas admite que caso haja “alguma crise financeira e os nossos clientes nos abandonam e ficamos vazios, é uma questão de termos de analisar anual ou semestralmente, no sentido de verificarmos até que ponto estes espaços fazerem concorrência direta”.

Se for o caso, o empresário admite não conseguir competir, por exemplo, com o Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, “que tem custos de três ou quatro euros por metro quadrado, enquanto que os nossos [gabinetes] rondam os 30 ou 40 euros por metro quadrado”.

No entanto, “não interessa ao Nonagon ter lucro ou prejuízo [porque] eles pretendem desenvolver o empreendedorismo, a capacidade individual, a economia… o retorno deles não é tem que ser financeiro. É económico mas não é financeiro, enquanto que o nosso tem que ser financeiro porque temos contas para pagar”, sublinhou o CEO do CEmpA.

O projeto do Centro Empresarial dos Açores surge em 2013, sendo que dois anos depois vem a concretizar-se. João Dâmaso Moniz explica que esta ideia de negócio surge numa altura em que “o país estava mergulhado numa crise, com níveis de emprego jovem muito elevados”. Desta reflexão surge o CEmpA e os seus gabinetes/espaços a “baixo custo”, o que foi sempre o “ponto de ordem” para o empresário: haver espaços bastante mais baratos que no centro da cidade para atrair o empresário ou o empreendedor e este possa “desenvolver a sua ideia de negócio”.

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