O Grupo de Trabalho pela Desagregação da União de Freguesias de Serzedo e Perosinho é constituído por cidadãos que começaram, em 2018, a trabalhar em torno de um objetivo comum, que contempla a anulação da agregação administrativa que foi imposta contra a sua vontade. No seguimento da lei-quadro de criação, modificação e extinção de freguesias, que prevê um regime transitório para a correção das agregações ocorridas em 2012/2013, que foi aprovada, no passado dia 14 de maio, no parlamento, Gil Guedes, membro do Grupo de Trabalho, revelou ao AUDIÊNCIA que acredita que “ambas as freguesias reúnem critérios mais que suficientes para que a sua desagregação se torne uma realidade”.

 

 

O parlamento aprovou, no passado dia 14 de maio, em votação final global uma lei-quadro que prevê os procedimentos para a criação, modificação e extinção de uma freguesia, assim como os critérios gerais que devem cumprir, relacionados, designadamente, com a população e o território, a prestação de serviços à população, a eficácia e eficiência da gestão pública, a história e a identidade cultural e a vontade política da população, manifestada pelos respetivos órgão representativos. Em causa está, também, um regime transitório, para que as freguesias agregadas em 2012/2013 possam reverter o processo.

Neste contexto, Gil Guedes, membro do Grupo de Trabalho, que luta, desde 2018, pela desagregação da União de Freguesias de Serzedo e Perosinho, fez questão de afirmar ao AUDIÊNCIA que “finalmente saiu a lei que permite a reversão das freguesias. Como mais vale tarde do que nunca, já temos um documento, embora ainda não tenha sido aprovado pelo senhor Presidente da República, mas estamos certos de que tal vai acontecer”, sublinhando que “é evidente que lamentamos que a proposta de lei não tivesse sido apresentada a tempo do próximo ato eleitoral. Admitimos, no entanto, que logo no primeiro semestre de 2022, este assunto já possa ser discutido ao nível dos órgãos eleitos para a Assembleia de Freguesia, porque são estes quem têm uma palavra a dizer”.

“Baseadas na lei, ambas as freguesias reúnem critérios mais que suficientes para que a sua desagregação se torne uma realidade. Como é do conhecimento geral, em 2019, os serzedenses e perosinhenses, através de uma recolha de assinaturas, manifestaram o seu desejo de terem a sua própria autonomia, que permite a reposição de uma verdade histórica e uma gestão mais próxima das pessoas”, enalteceu o elemento do Grupo de Trabalho pela Desagregação da União de Freguesias de Serzedo e Perosinho.

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