Findas as férias, que a maioria dos portugueses tem por tradição gozar entre os meses de junho e agosto, o país estaria agora num período de normalidade se não vivêssemos um ano de quase todas as eleições.

Primeiro, o país foi a votos a 26 de maio para escolher os seus representantes no Parlamento Europeu e no próximo dia 22 deste mês a população madeirense decide o futuro da governação na Região Autónoma da Madeira. Entretanto, decorre a campanha eleitoral para um novo mandato de legislatura dos deputados à Assembleia da República, de onde emanará a formação de um novo Governo.

No meio de toda esta azáfama politico-partidária, que visa sobretudo evitar que se repita nos próximos atos eleitoriais a larga percentagem de abstenção e de votos nulos e brancos registados em maio passado, os concorrentes ao “Torneio Solução à Vista!” conseguiram arranjar nos seus tempos de ócio algumas horas para se debruçarem sobre o enigma de que publicamos hoje a solução do autor. E a estes juntaram-se três novos “detetives”.

Como temos vindo a referir, a todo o momento qualquer dos nossos leitores pode integrar o pelotão de participantes no torneio, bastando para isso que envie as suas propostas de solução das provas dentro dos prazos estipulados. Foi o que aconteceu com os novos “detetives” O Madeirense, Moura Encantada e Oluap Snitram, que apresentaram soluções de bom nível técnico e dedutivo à prova nº. 3, da autoria de Bigode. Sublinhe-se, aliás, que a prestação de um dos novos “detetives” esteve no grupo das soluções candidatas aos pontos suplementares atribuídos “às melhores”, acabando por ser destronada nos mais ínfimos pormenores pelas performances de três dos mais respeitados policiaristas nacionais. Registe-se, entretanto, que este enigma trouxe alguns dissabores a diversos “detetives” com excelentes provas dadas nos anteriores torneios e que se mantinham até agora no grupo de totalistas na edição deste ano, perdendo pontos preciosos na corrida aos primeiros lugares da classificação geral. Mas tudo continua em aberto até ao final…

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”        

Solução da Prova nº. 3                    

“O Estranho Caso da Falsa Mobilidade”, de Bigode

a) – O dia 2 de abril de 2018 foi feriado municipal em Cuba, o que acontece todos os anos sempre na segunda-feira seguinte ao Domingo de Páscoa. A Maria tem razão. Nesse dia no concelho de Cuba, repartições públicas e comércio em geral não funcionaram.

b) – O cônjuge de Maria fala do escritor Fialho de Almeida, que viveu e faleceu em Cuba e do qual há um monumento na Vila. Quando o cônjuge desaparecido diz que iria ver “o Fialho”, referia-se ao busto do escritor.

c) – Incongruências:

1 – A queixa é apresentada em 2019 e o posto de subchefe foi extinto dez anos antes, sendo criado então o posto de chefe principal.

2 – O posto de subchefe, quando existia, era hierarquicamente superior ao posto de agente (e não o contrário) – o posto de agente é ainda hoje o mais baixo na hierarquia da PSP (única força policial portuguesa que mantém o posto de agente).

Pontuação/Classificação (após a 3ª. Prova)

Apenas cinco concorrentes não foram penalizados na decifração desta prova aparentemente simples. Dos restantes quarenta e dois concorrentes, uns não assinalaram uma das incongruências presentes no enigma, enquanto outros acabaram também por não mencionar o monumento a Fialho de Almeida como “o Fialho” com quem o cônjuge da senhora dona Maria disse ir ter.  Pior ainda: houve “detetives” que não descortinaram todos estes factos e ainda por cima não indicaram que em Cuba, a 2 de abril de 2018, foi feriado municipal, razão por que os funcionários públicos (como o marido de dona Maria!) não trabalharam nesse dia. Ou seja, os primeiros perderam um ponto, os segundos dois pontos e os últimos três pontos. E é isso que revela a tabela classificativa atual, onde se constata também uma animada luta entre os “detetives” mais experientes.

1º. Detetive Jeremias (25+12): 37 pontos;

2º. Búfalos Associados (23+13): 36 pontos;

3º. Inspetor Moscardo (22+10): 32 pontos;

4ºs. Rigor Mortis (22+9) e Tempicos & Tempicas (20+11): 31 pontos;

6ºs. Ego (20+9), Zé de Mafamude (20+9): 29 pontos;

8ºs. Donanfer II (19+9), Inspetor Mucaba (20+8) e Ma(r)ta Hari (20+8): 28 pontos;

11ºs. Bernie Leceiro (18+9), Carlota Joaquina (20+7), Holmes (20+7) e Pena Cova (19+8): 27 pontos;

15ºs. Abrótea (19+7), Airam Semog (17+9), Broa de Avintes (19+7), Charadista (19+7), Chico da Afurada (18+8), Detetive Bruno (18+8), Haka Crimes (17+9), Inspetor Guimarães (19+7) e Mancha Negra (19+7): 26 pontos;

24ºs. Arc. Anjo (18+7), Beira Rio (17+8), Detetive Vasoff (18+7), Dragão de Santo Ovídio (17+8), Faina do Mar (16+9), Martelo (17+8), Príncipe da Madalena (18+7) e Talismã (17+8),: 25 pontos;

32ºs. Amiga Rola (17+7), Bota Abaixo (16+8), Pequeno Simão (17+7), Mascarilha (16+8), Mosca (15+9), Necas (16+8),  Santinho da Ladeira (17+7) e Tó Fadista (17+7): 24 pontos;

40ºs. Agata Cristas (15+8), Inspetor Madeira (16+7), Inspetor Mostarda (16+7) e Solidário (16+7): 23 pontos;

44º. Vitinho (15+7): 22 pontos;

45º. O Madeirense (0+10): 10 pontos;

46ºs. Moura Encantada (0+9) e Oluap Snitram (0+9): 9 pontos.

CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!”      

As avaliações feitas pelos solucionistas em prova e pelo orientador da secção ao enigma “Whisky Fatal”, do confrade Rigor Mortis, resultaram na seguinte pontuação média final: 8,40 pontos. Desta forma, quando ainda são apenas conhecidas as pontuações atribuídas a dois dos nove enigmas a concurso, a tabela classificativa está assim ordenada:

1º. “Whisky Fatal”, de Rigor Mortis: 8,40 pontos;

2º. “Abílio Vai à Bola”, de Daniel Gomes: 6,20 pontos.

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