“UM JUSTO AGRADECIMENTO PELO TRABALHO QUE FOI FEITO”

Com o intuito de mitigar o impacto financeiro, provocado pela atividade de resposta às múltiplas necessidades emergentes da crise pandémica, a Câmara Municipal de Gaia criou o Fundo de Apoio à Recuperação Covid-19, dotado com 5,3 milhões de euros. Neste contexto, formalizou protocolos com 86 instituições do concelho, que foram entregues, no passado dia 13 de dezembro, no âmbito de uma cerimónia, que decorreu no Auditório Maestro José Gomes, em Grijó, e contou com a presença de presidentes de Junta e representantes de entidades civis e militares.

 

A Câmara Municipal de Gaia criou o Fundo de Apoio à Recuperação Covid-19, dotado com 5,3 milhões de euros, com o objetivo de mitigar o impacto financeiro, provocado pela atividade de resposta às múltiplas necessidades emergentes da crise sanitária, que provocou sérias consequências no equilíbrio orçamental e na despesa corrente, a alguns agentes de proximidade com a população. Neste seguimento, a autarquia formalizou, no passado dia 13 de dezembro, numa cerimónia, que decorreu no Auditório Maestro José Gomes, protocolos com 65 instituições, que totalizaram 2,6 milhões de euros, e distribuiu o valor excedente, 2,7 milhões, por 21 associações, em função da massa salarial, vocacionadas para o apoio a idosos, a pessoas com deficiência e para as que desenvolvem, em regime de parceria, o programa Gaia Aprende+.

A sessão, que contou com a presença de inúmeros presidentes de Junta e representantes de entidades civis e militares, foi inaugurada pela vereadora da Ação Social da Câmara Municipal de Gaia, Marina Mendes, que começou por explicar que este Fundo de Apoio à Recuperação Covid-19 foi pensado com 11 linhas de financiamento, obrigava à formalização de uma candidatura e “foi criado com o objetivo de apoiar as IPSS, as escolas e as restantes entidades locais sem fins lucrativos, que se puderam candidatar para a realização de obras, de atividades, ou projetos, que podiam ir entre os 70 mil e 1 milhão de euros. O grande objetivo passou por contribuir para a minimização dos efeitos negativos na sustentabilidade financeira, provocados pela Covid-19”.

Assegurando que Vila Nova de Gaia é um concelho que está muito presente na área social, Marina Mendes sublinhou que “esta é, mais uma vez, uma forma que o executivo encontrou, para apoiar em momentos tão complicados, como os que estamos, neste momento, a vivenciar e, portanto, é um enorme gosto trabalhar neste município e poder contar com todos e com todas vós, diariamente e, como tal, agradecemos-lhes, também, pelo trabalho que realizam”.

Depois de todas as instituições terem sido convidadas a subir ao palco, para receberem os contratos-programa pelas mãos de Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, o edil interveio, garantindo que este é “um justo agradecimento pelo trabalho que foi feito”. “Parece que a Covid-19 foi uma coisa já longínqua, mas a pandemia foi, de facto, muito marcante nas nossas vidas, pois alterou, radicalmente e estruturalmente, a nossa forma de olhar o mundo e criou mudanças positivas, mas acho que também trouxe uma série de coisas negativas, que nós estamos, no dia a dia, a tentar monitorizar, olhar e responder e, talvez, o melhor exemplo dessa atenção seja o que vai significar o arranque do nosso novo ano civil de 2023, dada a aprovação do nosso Plano Municipal para a Saúde Mental, que é, talvez ,uma área menos visível, mas onde importa aferir todo um conjunto de respostas, a problemas que são visíveis no quotidiano, independentemente da sua maior ou menor visibilidade mediática”, enfatizou o autarca.

Garantindo que este é um momento de interpelação a cada instituição, o presidente da Câmara Municipal de Gaia ressaltou que “é mais do que certo que, nos próximos anos, teremos uma intensificação deste modelo de candidaturas abertas, não por ser mais ou menos transparente do que as anteriores. (…) E esse é o trabalho que teremos pela frente, o de acompanhamento destes projetos e, quem sabe, se uns conhecerem as ideias dos outros, nós não poderemos ter, aqui, alguns efeitos réplica porque, de facto, existem projetos muito interessantes e todos eles têm a sua particularidade, que vale a pena conhecer”.

Por conseguinte, o edil deixou, ainda, uma palavra de agradecimento, mas, ao mesmo tempo, um alerta a todos os presentes. “Estamos, mais uma vez, a permitir que não aconteça em Gaia, o que se vê a acontecer em muitos outros municípios, alguns até vizinhos, que é chegarmos ao momento do Natal e termos instituições com dificuldades sérias de pagarem os seus subsídios de Natal ou os ordenados do mês de dezembro, devido a esta pressão, que vão sentindo no dia a dia”, enalteceu o líder da autarquia gaiense, referindo que “vamos ter pela frente um conjunto de desafios, que vão ser muito relevantes, para sobrevivermos todos”.

Atestando que o município não consegue compensar tudo, Eduardo Vítor Rodrigues afiançou que “nós estamos aqui para ajudar”, reforçando que “se estivéssemos em 2014 ou 2015, eu teria a mesma boa vontade e disponibilidade mental para ajudar, mas deixar-vos-ia, apenas, uma palavra de conforto, porque, nesse período, a capacidade financeira do município cingia-se ao pagamento dos salários, dos juros de mora e das dívidas acumuladas e, hoje, felizmente, volvido esse tempo dos 299 milhões de euros de passivo, pois estamos, hoje, perfeitamente dentro do verde, nomeadamente 70 milhões de euros abaixo do nosso limiar de endividamento, e temos, por isso, margem suficiente para, no dia a dia, irmos monitorizando os acontecimentos”.