Decorreu, no final do passado mês de outubro, na sede da Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia, a apresentação do X Festeatro – Festival de Teatro Amador de Vila Nova de Gaia, que arrancou no passado dia 29 de outubro e que decorrerá até 25 de novembro.

Esta é a 10ª edição do festival promovido pela Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia e conta com a participação de oito coletividades, nomeadamente, o Teatro Amador de Gulpilhares, os Plebeus Avintenses, a Associação Recreativa EntreParentes, o Grupo Cénico da Paróquia de Oliveira do Douro, a Academia de Teatro do Orfeão da Madalena, a Associação Cultural e Recreativa Amigos Vilarenses, a Associação Recreativa de Canelas e a Tuna Musical de Santa Marinha.

Ao todo, serão apresentadas 9 peças e participarão ainda dois grupos infantojuvenis, um do Teatro Amador de Gulpilhares e outro da Academia de Teatro do Orfeão da Madalena. “Este ano, houve associações que gostariam muito de participar, mas que não estão no festival apenas porque as peças que têm em cena participaram no festival de 2021”, explicou Paulo Rodrigues, presidente da Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia.

Paulo Rodrigues aproveitou o momento para agradecer a colaboração do município, e de Manuel Filipe, diretor dos Auditórios Municipais, “porque sem esse apoio não seria possível concretizar o festival”, nem sem o trabalho das associações, que tornaram “Gaia numa referência a nível nacional no que diz respeito ao teatro amador”.

Esperando uma média de espetadores em todas as sessões idêntica às das últimas edições, em que várias peças tiveram lotação esgotada, Paulo Rodrigues acredita que o sucesso desta edição está garantido, até porque a entrada é gratuita. “Este é um festival aberto à população, em que a média de assistências é bastante elevada. Isso diz bem do interesse que o festival suscita, da participação das coletividades e dos seus associados”.

Já a pensar no futuro, o presidente da Federação das Coletividades adiantou que “haverá novidades”. “Gostaríamos que esta 10ª edição contasse com a participação de grupos de fora do concelho, foi um assunto que foi debatido em reunião de direção, mas dadas as dificuldades que tem surgido, em termos de recursos financeiros também estamos de alguma forma limitados e tivemos de ponderar e decidimos não avançar este ano. Mas no futuro, eventualmente, o formato do festival poderá sofrer algumas alterações”, garantiu.

A conferência de imprensa contou ainda com a presença de Paula Carvalhal, vereadora do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Gaia, que felicitou a Federação e a sua direção por “levarem este barco para a frente, com as dificuldades que sabemos dos últimos anos do movimento associativo”, deixando um apelo a todos. “Há desafios a vencer, estou sempre a lançar esse repto à equipa, e fica aqui o compromisso que venham estreias no próximo ano, que preparemos o tecido associativo com a garantia das datas em que se realizará o evento, e lançamos o repto para que tragam uma estreia para dar assim uma estreia ao público no grande palco que é o Auditório Municipal”, afirmou, garantindo o apoio da autarquia para esta iniciativa.

Também Manuel Filipe, diretor dos Auditórios Municipais, e César Oliveira, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação marcaram presença na cerimónia. Este último, aproveitou o momento para falar sobre as datas escolhidas para a realização do festival, afirmando que poderia ser escolhida uma altura em que não coincidisse com outros festivais de associações. A isto, tanto a vereadora como o presidente da Federação das Coletividades de Gaia responderam com prontidão.

“Inicialmente, o Festeatro realizava-se noutra época do ano, mas depois, aquando das obras do Auditório Municipal, passou a realizar-se nesta altura. O futuro não sabemos até porque os atuais órgãos sociais estão a terminar o mandato, que termina no final deste ano. Mas a ideia que existe é pensar-se em 2023 não realizarmos o evento neste período, haver um interregno e ajuste de datas, e fazer a 11ª edição no início de 2024, no primeiro trimestre de 2024. Isso aí já iria permitir algum desfasamento para não haver tanta coincidência”, explicou Paulo Rodrigues.