Depois de um século, de crises e até de uma Guerra Mundial, as Conservas Pinhais comemoram 100 anos de existência. O orgulho da empresa é o de manter a receita original desde 1920, bem como a qualidade dos seus produtos, que nem em tempos difíceis ponderaram trocar por mais baratos e de pior qualidade. 2020 além de representar um ano de centenário, é também um ano de crescimento para a empresa, que orgulha-se de ter nos seus colaboradores uma família: una há quase 50 anos na casa, e outros que são filhos de ex-colaboradores. Com 2021 chega a ideia de um museu vivo e as promessas continuam a ser manter o sabor e a qualidade a que já estamos habituados há 100 anos.

 

 

 

As Conservas Pinhais são um símbolo incontornável da indústria conserveira nacional e celebra, neste ano tão atípico, 100 anos de existência. Apesar do ano ser de pandemia, a conserveira de Matosinhos diz que o ano do centenário é também um ano de crescimento, pelo que a empresa estima faturar 4,35 milhões de euros em 2020, que resulta num crescimento de 30% face a 2019.

Estes cem anos da empresa trazem consigo muitas histórias, principalmente de empenho e resiliência. Neste século de existência as Conservas Pinhais resistiram e prosperaram mesmo tendo enfrentado a Segunda Guerra Mundial e o colapso de grande parte da indústria conserveira. Segundo o documento enviado à comunicação social, o que fez com que a Pinhais sobrevivesse ao longo do tempo, foram as pessoas e os seus valores, exemplificado aqui pelos sacrifícios de António Pinhal Júnior, filho do fundador da empresa, que durante a Segunda Guerra Mundial se endividou para investir na produção massiva e assim responder ao elevado número de encomendas; o bom exemplo continua quando o mesmo se recusou a trocar a marca do azeite por um de menor qualidade, mesmo sabendo que isso significaria uma redução dos custos da produção, mas terá sido a lealdade à receita original que garantiu a sobrevivência da empresa até hoje. Foi em 2016 que uma das muitas crises que assolou a empresa a atacou. Foi vendida à Glatz, uma empresa austríaca que era o principal cliente da conserveira à data, mantendo apenas a condição de que o fabrico deveria continuar artesanal. “A produção artesanal tem um papel central na identidade e qualidade das nossas conservas. Trabalhamos com a melhor sardinha e seguimos o mesmo ritual de preparação do pescado há décadas, assumindo o compromisso de manter viva esta arte que também é símbolo de Portugal”, referiu António Pinhal que representa a terceira geração da conserveira, fundada em 1920, pelo seu avô.

Foi a 23 de outubro que a conserveira atingiu o marco dos 100 anos de existência e  nesse mesmo dia lançou um livro comemorativo, que conta a história das Conservas Pinhais através de imagens e testemunhos de colaboradores, parceiros de negócio e fornecedores, dos antigos aos atuais.

 

De pessoas é que se faz a Pinhais

A conserveira tem mantido um papel importante na economia das comunidades piscatórias e das famílias em Matosinhos. É diretamente aos pescadores locais que a Pinhais compra o seu pescado, diariamente. Este é apenas um exemplo das relações duradouras do empresa, outro exemplo está nos colaboradores.A Dona Emília da Afurada é a colaboradora mais antiga da conserveira, trabalha lá há 49 anos. E também famílias de diferentes gerações, há inclusivé trabalhadores que andaram na creche da conserveira por serem filhos de colaboradores e que hoje trabalham na mesma. Este legado cultural, económico e social sempre foi muito valorizado, ao longo destes 100 anos, pela Pinhais.

 

2021 de história

As Conservas Pinhais mantêm-se na localização original e o edifício foi, em fevereiro do presente ano, classificado como edifício de interesse municipal. Por este motivo, a empresa prevê abrir um museu vivo da indústria conserveira em 2021, em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos. Este projeto pretende contribuir para a sustentabilidade e valorização deste setor da indústria de Matosinhos e está pensada para todos, desde a comunidade local, aos turistas e clientes.

 

Pinhais pelo mundo fora

Os produtos nacionais têm dado cartas nos mercados estrangeiros, e a indústria conserveira não é excepção, culpa da qualidade dos seus produtos. A Pinhais não é excepção, ou não fosse 95% da sua produção destinada a mercados internacionais. Atualmente as Conservas Pinhais estão em 27 mercados, sendo o mercado norte-americano um dos mais importantes para si, mas além dos EUA, países como Áustria, Itália, França, Curaçau, Aruba, Dinamarca e Holanda estão na lista daqueles para quem as Conservas Pinhais mais exporta. O objetivo é levar as conservas à mesa de consumidores a todo o mundo, por isso, recentemente, a Pinhais lançou a sua loja online que já permitiu a empresa chegar a mercados como o Nepal e o México, num total de 48 mercados diferentes.

Em Portugal, os produtos estão disponíveis em lojas selecionadas e em restaurantes premium.

Terminamos a notícia com os nossos mais sinceros parabéns às Conservas Pinhais, e despedimo-nos com uma frase presente do documento enviado à comunicação social, como forma de resumir este século de existência: “Em 100 anos muita coisa mudou no mundo. Na Pinhais só mudou a embalagem. A receita e a qualidade, essas, continuam as mesmas há um século.”

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