O ano de 2020, que agora termina, ficará para a história como um dos anos mais difíceis de sempre. A pandemia, praticamente, dominou a agenda pública, exigindo mudanças nos nossos hábitos de vida e uma forte capacidade de resiliência.

Ainda assim, com a última semana do ano chegou, também, o início da vacinação contra a COVID-19 no nosso país. Trata-se de um marco histórico e uma grande vitória da ciência, que desenvolveu e aprovou, em tempo recorde, a tão desejada vacina contra a COVID-19.

É por isso inegável que o ano de 2021 possa ser designado pelo “Ano da Esperança”, esperança na saúde, esperança na recuperação económica e esperança nas pessoas.

No topo das prioridades para o próximo ano estará, seguramente, a saúde. Por um lado, fazendo chegar a vacina ao maior número de pessoas, de forma rápida e justa. Por outro, através da melhoria dos serviços de saúde, ao facilitar o acesso e reduzindo os tempos de espera para as consultas e cirurgias.

Em segundo lugar, do ponto de vista económico, é urgente colocar em prática o plano de  recuperação económica, canalizando os fundos europeus para o emprego, para as empresas e para o reforço do investimento público estratégico.

Neste âmbito, o setor do turismo assume uma particular importância, quer pela riqueza e pelos empregos gerados nos últimos anos, quer pelo efeito multiplicador na economia. Em 2020, estima-se que os fluxos turísticos tenham uma redução de 70%, a nível mundial, o que demonstra bem a urgência em preservar a capacidade produtiva das empresas do setor.

Mais investimento público, mais incentivos e maior confiança serão fundamentais para estimular a economia nos próximos tempos.

Por último, ao nível social, 2021 será também um ano de esperança, exigindo maior solidariedade entre as pessoas e o apoio aos mais frágeis.

Devemos por isso, ter uma especial atenção aos idosos, que estiveram isolados e agora precisam de retomar algumas atividades sociais, em segurança. Mas também as crianças e jovens que ficaram privados da sua “liberdade” e que anseiam por retomar as atividades desportivas ou culturais.

Merecem ainda a nossa atenção os Açorianos que perderam rendimentos ou que já estavam em situação de insuficiência económica, e, precisam, mais do nunca, de uma resposta social das entidades públicas, mas também da solidariedade de todos nós.

Por tudo isso e muito mais, 2021 será o ano da esperança. Esperança trazida pela vacina, esperança na recuperação económica e esperança numa sociedade mais solidária e mais justa.

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