A Escola de Verão de Robótica Marinha, uma organização conjunta do Okeanos – Instituto de Investigação em Ciências do Mar da Universidade dos Açores, do LSTS – Laboratório de Sistemas e Tecnologia Subaquática da FEUP, do MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts e do Programa MIT Portugal (MPP), decorreu entre os dias 11 e 22 de julho, no Faial. Esta iniciativa teve como objetivo dotar os estudantes de experiência em robótica marinha e contou com a participação do AIR Centre, do Laboratório Colaborativo para o Atlântico (CoLAB Atlantic), da Fundação Gaspar Frutuoso, da Escola do Mar dos Açores e do Instituto de Investigação em Ciências do Mar – OKEANOS.

 

A edição deste ano da Escola de Verão de Robótica Marinha contou com a presença de vários professores e profissionais de renome mundial dos EUA e da Europa e com a participação de vinte alunos de seis nacionalidades diferentes, que puderam partilhar e arrecadar conhecimentos, não só na área de robótica marinha, como também em ecologia marinha e oceanografia, especificamente, em aplicações para observação oceânica, arqueologia e mapeamento de ecossistemas. O curso foi composto por uma componente teórico-prática, que permitiu aos jovens aplicar aquilo que lhes foi transmitido, em contexto real. Os workshops realizados patentearam os alicerces das ciências marinhas e o uso da robótica, as demonstrações e os trabalhos de campo serviram para expor a mais recente tecnologia de sistemas autónomos, sensores e operações remotas.

O professor e diretor do Okeanos, Gui Menezes, assegurou que “estamos no espaço ideal e temos excelentes condições não só para acolher este tipo de cursos como para receber pessoas de vários cantos do mundo para, no fundo, podermos avançar com o conhecimento, a ciência e a engenharia marinha”. A proximidade com o mar possibilitou aos alunos um contacto direto com os fenómeno oceanográficos dos Açores e facilitou as tarefas de análise e recolha de dados. O professor de engenharia mecânica do MIT e codiretor do programa MIT Portugal, Douglas Hart, enalteceu que “esta foi uma experiência fantástica, principalmente pelo facto de ver alunos de tantas nacionalidades e realidades diferentes trabalhar em conjunto para resolver um problema, foi verdadeiramente inspirador”. O estudante do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Charline Troung, admitiu que “o melhor desta escola de verão foi o facto de estarmos tão próximos do nosso ambiente de trabalho, isso permitiu-nos criar uma conexão especial com o mar”, afirmou ainda que “ver a forma apaixonada como pessoas de áreas tão diferentes trabalham em prol de um oceano melhor é fascinante”.