A Câmara Municipal da Trofa apresentou, no passado dia 26 de outubro, nas antigas instalações da Indústria Alimentar Trofense, o projeto dos Paços do Concelho da Trofa, que vai colmatar o facto de este ser o único município sem sede.

O projeto dos Paços do Concelho da Trofa foi projetado pelo arquiteto trofense José Carlos Nunes Oliveira, vai desenvolver-se a partir da antiga fábrica da Indústria Alimentar Trofense, que foi adquirida pela autarquia em 2016, foi comparticipado em 900 mil euros pelo Portugal 2020 e representa um investimento que ascende os 8,9 milhões de euros.

A Câmara Municipal da Trofa revelou que esta trata-se de “uma obra consensual” e lembrou que “a Trofa é o único dos 308 municípios que não tem Paços do Concelho”.

Segundo a autarquia este projeto assume-se como “um edifício tão estrutural quanto possível, em que cada elemento se justifica por si próprio” e vai ser um espaço que pretende relacionar-se com o exterior, “nas áreas de contacto com o público e em toda a organização dos espaços de trabalho, que são em vidro”.

O executivo anunciou que o “concurso público internacional será lançado dentro de dias” para que as “obras possam arrancar no primeiro trimestre de 2019”, com um “prazo de execução de 22 meses” e que a área de intervenção está “classificada como uma zona prioritária de regeneração urbana no centro da cidade, inserida no perímetro da Área de Reabilitação Urbana da Trofa”.

Segundo a Câmara Municipal da Trofa, a construção dos Paços do Concelho vai obedecer a “pressupostos de durabilidade, eficiência energética, baixa exigência de manutenção e de economia”.

Os futuros Paços do Concelho vão ter quatro andares e uma garagem no piso inferior. O atendimento e a zona de recreação vão estar localizados no rés-do-chão, os serviços técnicos no primeiro andar, o executivo e os serviços de apoio no segundo andar e as instalações mecânicas vão estar reservados no terceiro e no quarto andar.

O edifício “que se assume como fundamental no contexto mais vasto de uma estratégia de desenvolvimento urbano preconizada para a Trofa, conferindo-lhe assim um carácter integrado e sustentável”, vai ter uma área de implantação de 1996 metros quadrados e vai permitir acessos públicos em cada uma das suas fachadas.

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