Pese embora o facto da Pandemia em curso nos continuar a encher a cabeça de fundadas preocupações, os campos de golfe nortenhos vão-se libertando do marasmo impeditivo que tem reinado, para que todos possamos recuperar a liberdade perdida, mas que nos pertence por inteiro. A esse propósito, hoje venho falar do torneio mais mediático do Golfe da Quinta do Fojo – Taça Wellington – que traduz, nem mais nem menos, a pancada inicial para a disputa do campeonato interno da instituição a que preside Filomena Rito, respeitante ao ano em curso – 2021.

Para além do significado mediático do torneio em questão, cuja designação presta homenagem a uma figura destacada da Guerra Peninsular – o General Wellington – aliado de Portugal no combate às agressões francesas do século XIX.

Como é habitual, a Taça Wellington teve dois propósitos distintos; por um lado, o apuramento dos 16 melhores da classificação “gross” (“score real”) para a disputa do título de campeão, conferindo ao mesmo tempo, a conquista do troféu ao vencedor “medal net”, ou seja, ao primeiro da classificação bonificada, que premiou José Carlos Leite, após ter concluido os 18 buracos do percurso com 56 pancadas, e ter respondido à chamada no “tee” de saída com 20 pancadas de bonificação. Lourenço Policarpo também terminou com a marca das 56 pancadas, mas teve a vantagem de ter alinhado com uma bonificação mais generosa do que a do vencedor (29). Até ao “top-five” classificaram-se Vitor Alves (já representou o Fojo) agora nos espinhenses do Oporto, que igualou o “score” de Pires Guimarães e do vidaguense Policarpo Gonçalves, todos com 57 pancadas bonificadas.

Entretanto, como é habitual, foram também atribuídos prémios aos “drives” mais longos, em que se impuseram Arménio Cordeiro e Paula Marques, e ao jovem Luís Mesquita Guimarães Júnior, que protagonizou a bola mais perto da bandeira.

Dos 16 melhor classificados

sairá o novo campeão

Quanto ao posicionamento da classificação geral “gross” (“score real”), o vencedor absoluto foi o conceituado Ramiro Vieira Pinto, que rubricou um “scorecard” com 64 pancadas para um par de 60 (4 acima), ficando nas posições imediatas César Campos e Policarpo Gonçalves, ambos com cinco acima (65), seguidos da dupla José Pedro Cardoso (foi campeão em 2019) e Pedro Folhadela Mota, ambos com 67 pancadas (7 acima). Curiosamente, o jovem espinhense Gabriel Sardo, ainda o campeão em título, não foi além da oitava posição, com nove acima (69), mas está impedido de defender o título conquistado há um ano, pelo facto de ter deixado de representar o clube. No entanto, merece destaque o reaparecimento do ex-campeão José Pedro Cardoso, que vencera em 2018, mas que não esteve em prova no campeonato anterior, impedido por uma lesão.

Assim sendo, com um grupo feminino bastante diminuto, a fase de “match-play” (confronto directo buraco-a-buraco) está já na “rampa” de lançamento e aumentará de emoção à medida que se aproxime do fim.

Confrontos da eliminatória inicial:

César Campos (1º)-vs-José Carlos Leite (16º); Jorge Ferreira (8º)-vs-J. Couto Sousa (9º); Paulo Girão (4º)-vs-Abílio Moreira (13º); L. Mesquita Guimarães Jr. (5º)-vs-Pier Valenti (12º); António Clemente (6º)-vs-Luís Mesquita (11º); Carlos A. Gonçalves (14º)-vs-Francisco Serrano (3º); Arménio Cordeiro (10º)-vs-Paulo Castelo (7º); J. Frederico Alves (15º)-vs-José Pedro Cardoso (2º).

Na vertente feminina, onde a Quinta do Fojo ostenta já um título nacional, conquistado em 2006, sob a liderança da profissional Patrícia Brito e Cunha, e cuja campeã actual, Isabel Barbosa, só se estreará na 2ª eliminatória, por falta de adversária, Manuela Leite (4ª) defronta Paula Marques (5ª), enquanto Maria Miguel Pinho (3ª) e Sara Mendes (2ª) também só entrarão em cena na segunda eliminatória pelos mesmos motivos. A questão que aqui se coloca é saber se a campeã em título, Isabel Barbosa, conseguirá travar a ascensão de Paula Marques. Do meu ponto de vista, o despique promete…

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