Para comemorar o Dia Mundial da Igualdade, a Casa do Povo da Maia promoveu duas iniciativas durante o passado dia 22 de outubro, para alertar para as desigualdades de género ainda existentes e a violência.

 

 

Para assinalar o Dia Mundial da Igualdade, que se comemora a 24 de outubro, a Casa do Povo da Maia promoveu duas iniciativas diferentes para sensibilizar a comunidade para a importância da temática da igualdade de género, oferecendo à freguesia a iniciativa “Em Pé de Igualdade”.

Nesse sentido, da parte da manhã, decorreu uma iniciativa na Escola Básica e Integrada da Maia que contou com a presença de uma agente da PSP, de uma bombeira da AHBVRG, de uma funcionária do Tribunal Judicial da Comarca dos Açores e uma Chef de cozinha que partilharam as suas experiências com os mais novos. Durante a iniciativa, por vídeo chamada, também Rúben Correia participou com o seu testemunho, dando como exemplo o facto de trabalhar para uma mulher, Cristina Ferreira, que lutou para conquistar o seu lugar.

Já da parte da tarde, no Centro Social e Paroquial da Maia, foi organizada uma ação de sensibilização contra a violência, com moderação de Sandra Rosa, da Casa do Povo da Maia e dados sobre a violência doméstica dados pelo Comandante José Moniz, da Esquadra da PSP da Maia. Também Maria José Raposo, presidente da União de Mulheres Alternativa e Resposta dos Açores abordou a temática da violência no namoro, enquanto Emanuela Braga, assessora técnica e coordenadora do Polo de Formação da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima dos Açores, alertou para os sinais de violência contra pessoas idosas.

Mais tarde, realizou-se uma mesa redonda, intitulada “Promoção de igualdade entre homens e mulheres no Poder Local”, onde se debateu a igualdade de género e a participação política. Este colóquio contou com moderação de Catarina Borges, da Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, e com a participação de Cristina Calisto da Associação Municípios da Região Autónoma dos Açores, de Susana Ferreira, presidente da Junta de Freguesia da Maia, de Piedade Lalanda da Universidade dos Açores e de Olga Freire da Associação Nacional de Freguesias.

Para Jaime Rita, presidente da Casa do Povo da Maia, esta é uma temática que deve ser constantemente abordada e que, finalmente, começa a dar frutos. “Esta é uma luta que já vem antes do 25 de Abril, embora de uma forma não tão fácil, já que agora há mais liberdade de pensamento e de ação. Mas é uma luta que está a dar frutos, e espero que seja comemorada todos os dias. Espero que este dia seja comemorado com alguma sinceridade, mas que não seja só hoje, mas todos os dias nas nossas ações e maneira de ser com as pessoas, tenhamos sempre presente a noção da igualdade”, afirmou o presidente da Casa do Povo.

Também José Garcia, vereador da Câmara Municipal da Ribeira Grande, fez questão de lembrar que esta é uma temática bastante importante, “pena é que a tenhamos de debater para consciencializar”. “Devíamos estar sempre sensibilizados para esta temática e não devíamos ter de a debater em eventos exclusivos. Mas é assim que se faz o caminho, é assim que lá chegaremos, e nesse sentido, ainda hoje o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande anunciou a criação de um Plano Municipal para a Igualdade, ou seja, a autarquia também está atenta”, adiantou.