A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) manifestou, no passado dia 10 de setembro, através de um comunicado de imprensa, o seu descontentamento “perante a decisão do Colégio do Sardão, em Vila Nova de Gaia, por negar, em véspera do arranque do novo ano letivo, o acesso à educação de uma criança de seis anos, com diabetes tipo 1, por falta de condições no acompanhamento da patologia” e apela à capacitação de soluções de integração por parte do Ministério da Educação e da Saúde.

 

 

O caso foi noticiado pelo PÚBLICO no passado dia 9 de setembro e, segundo o órgão de comunicação em questão, “Carlos Vieira e Malvina Santos afirmam que a escola sabia que Beatriz iria precisar de monitorização da diabetes tipo 1, desde uma reunião em março, que essa menção estava na ficha de inscrição e que a criança até já tinha começado a frequentar a escola. Mas, na semana passada, o Colégio comunicou à mãe que, afinal, não tinha condições para prestar o acompanhamento à filha”.

José Manuel Boavida, presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), referiu em comunicado enviado aos media que, “a obrigação da escola, pública ou privada, é, juntamente com os pais, pedir o apoio da Saúde Escolar, que se articulará com o centro especialista onde a criança é seguida, para formação dos profissionais das escolas. As escolas não devem poder negar-se a receber crianças com diabetes. Entre o centro de saúde e o hospital, a escola e os pais, têm de encontrar soluções de integração e não de estigma das crianças”.

A associação defende que “esta foi uma recusa injustificada”, uma vez que o Colégio do Sardão “já conhecia a condição da criança desde março e que a própria mãe já tinha começado a dar formação à escola sobre como acompanhar a filha” e relembra ainda que, durante o ano transato, “o colégio Americano teve a mesma atitude, sem qualquer consequência ou intervenção por parte do Ministério da Educação”.

Para a APDP, a recusa “apenas demonstra uma atitude irresponsável e discriminatória e alerta para a falta de regulamentação e desconhecimento do Ministério da Educação e Saúde nesta área”.

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal sublinhou ainda que, em Portugal, a diabetes tipo 1 atinge mais de três mil jovens, com idades até aos 18 anos.

O AUDIÊNCIA tentou contactar o Colégio do Sardão para saber mais informações, mas a direção não quis prestar qualquer esclarecimento.

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