A cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Confraria Gastronómica dos Velhotes, para o biénio 2022/2023, realizou-se, no passado dia 22 de abril, nas instalações da Escola EB2/3 de Valadares, em Vila Nova de Gaia. O evento, no qual Fernando Dias Andrade voltou a assumir a liderança dos destinos da instituição, contou com a presença dos confrades e confreiras efetivas, Patrocínio Azevedo, vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, César Oliveira, Confrade de Honra da Confraria Gastronómica dos Velhotes e presidente da Mesa da Assembleia Geral da Confraria Queirosiana, José Carlos Leitão, Chanceler presidente da Confraria da Pedra e Confrade de Honra da Confraria Gastronómica dos Velhotes, António Teixeira, em representação do Orfeão de Valadares, e convidados.

 

 

 

O ato de tomada de posse dos novos corpos sociais da Confraria Gastronómica dos Velhotes realizou-se na sequência das eleições ocorridas no passado dia 14 de março, na Assembleia Geral Extraordinária, que nomearam vitoriosa a lista liderada por Fernando Dias Andrade.

No que respeita a Assembleia Geral ou Mestrança, Manuel Vaz Nunes foi designado Grão-Mestre Capitular, António Manuel Coutinho 1º Mestre e António da Rocha Fardilha 2º Mestre.

No que concerne a Direção ou Chancelaria, Fernando Dias Andrade foi eleito Chanceler, Horst Peter Mattaush Vice-Chanceler, José Manuel Oliveira Silva Almoxarife, Augusto da Rocha Fiel Usanças e Adelino Oliveira Porta-Estandarte.

Relativamente ao Conselho Fiscal ou Mordomia, José Manuel Pinto de Sá foi nomeado Mordomo-Mor, Álvaro Almeida dos Santos 1º Mordomo e Edgar Forte Rei 2º Mordomo.

No seguimento da cerimónia, Manuel Vaz Nunes, que foi reeleito Grão-Mestre Capitular, desejou as maiores felicidades, afirmando que “estaremos todos disponíveis, nesta altura em que é tão importante apoiar o Chanceler e a Chancelaria” e dando início às intervenções.

Por conseguinte, Fernando Dias Andrade, Chanceler da Confraria Gastronómica dos Velhotes, aproveitou a ocasião para salientar que “em 2020 assumimos a gestão da Confraria Gastronómica dos Velhotes, (…) para dar continuidade ao pretendido pelos fundadores da Confraria, em dezembro de 2002. Organização administrativa, certificação, entronização de novos confrades, com o levantamento rigoroso dos existentes, presença nos capítulos de uma forma organizada e racional e tantos outros pequenos grandes pormenores que servirão para alicerçar a Confraria no panorama gastronómico nacional. O plano de atividades proposto e aprovado para 2022 traduz bem as diretrizes e o rumo que, todos nós, pretendemos para a Confraria Gastronómica dos Velhotes, criando raízes e dinâmicas, que garantam o futuro, que passará, necessariamente, pela inclusão de menos idosos na Confraria”.

Lembrando que a pandemia obrigou à estagnação de toda a atividade confrádica, durante mais de dois anos, o Chanceler garantiu que, agora num período de retoma “iremos promover a realização de jantares mensais, reuniões mensais da Chancelaria, presença nos capítulos para os quais sejamos convidados, realização do nosso capítulo interno e organização administrativa da Confraria, com permanente informação aos confrades e confreiras, de modo a que todos tenhamos conhecimento da vida diária da Confraria Gastronómica dos Velhotes, em particular, e do movimento confrádico, em geral”.

Fernando Dias Andrade sublinhou, ainda, que “a Confraria Gastronómica dos Velhotes funcionará a uma só voz: a dos confrades e das confreiras”, ressaltando que “é o espírito de afirmação e divulgação do doce do velhote, ex-líbris da Freguesia de Valadares, que motivou a criação, há quase 20 anos, da Confraria Gastronómica dos Velhotes, um pão doce da região, com aparição em algumas festividades, cuja memória tinha de ser preservada”.

O Chanceler reeleito mencionou, ainda, a “questão da sede, que pretendemos ver resolvida o mais breve quanto possível, dado que a Chancelaria irá reunir-se, no mínimo, uma vez por mês e necessitará de um espaço adequado. Esta será uma das preocupações a encaminhar para a autarquia municipal, de forma clara e realista”, esclarecendo que “assumimos a Chancelaria, porque entendemos que, nos últimos dois anos, nada fizemos e todo o trabalho projetado foi impedido de ser realizado, pelos motivos expostos”.

Seguidamente, foi o vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, Patrocínio Azevedo, quem interveio, deixando “uma primeira palavra de alento, dizendo que o município estará cá, e eu próprio estarei cá, para aquilo que for preciso. (…) Uma segunda palavra de motivação, para o trabalho que o Chanceler planeou, sobretudo para o trabalho que ele tem em mente. (…) Eu queria dizer que nós estamos cá para ajudar. A questão da sede preocupa a Confraria e eu acho que há soluções que podem não passar pela sede física, mas pela partilha de um espaço. que estaria reservado para a Confraria. E eu acho que temos, aqui, algum caminho para fazer. (…) Depois, uma palavra de esperança, mas, sobretudo, uma palavra de envolvimento. Eu acho que as Confrarias têm uma importância vital na comunidade e nós temos a responsabilidade de envolver as Confrarias todas de Gaia, naquele que pode ser um projeto comum, na preservação das nossas tradições e das nossas pertenças, umas gastronómicas, outras não, mas, sobretudo, daquilo que a é a formação da identidade de Gaia”.

Assegurando que a Confraria Gastronómica dos Velhotes pode contar com o envolvimento da Câmara Municipal de Gaia, o edil afiançou que “da minha parte, podem contar com todo o apoio, todo o envolvimento e, sobretudo, com toda a dedicação, a esta causa, que, também, é uma causa de Gaia e é uma causa de Portugal”.

Por fim, o Grão-Mestre Capitular, Manuel Vaz Nunes, agradeceu as palavras proferidas por Patrocínio Azevedo, subscrevendo o que este referiu, relativamente à identidade de Vila Nova de Gaia. “Nós, quando falamos de gastronomia, estamos a falar da identidade das pessoas e das comunidades. No fundo, nós estamos a falar de património. (…) Conhecendo e divulgando o nosso património, nós estamos, de facto, a conhecer, descobrir e divulgar a nossa identidade, diversa. (…) Nós, ao preservarmos e divulgarmos o produto, os velhotes, estamos a contribuir para que todas as pessoas descubram o património, descubram a sua identidade”.