A romaria em honra de S. Gonçalo voltou a ser cancelada, pelo segundo ano consecutivo, devido à proliferação da covid-19, mas foi lembrada e exaltada pela União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, que assinalou a data com uma receção simbólica às centenárias comissões festeiras, para manter viva a tradição.

 

 

Pelo segundo ano consecutivo, a evolução pandémica impediu a realização da primeira romaria do ano em Vila Nova de Gaia, que é celebrada em honra de S. Gonçalo. Porém, a União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso fez questão de assinalar a data, no passado dia 16 de dezembro, com uma receção simbólica às centenárias comissões festeiras da localidade, nomeadamente à Associação de S. Gonçalo Antiga da Rasa e à Nova Comissão de S. Gonçalo da Rasa.

De acordo com João Paulo Correia, presidente da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, “o objetivo desta receção simbólica é mostrar às pessoas de Mafamude e Vila Nova de Gaia, que todos os anos gostam de acompanhar o S. Gonçalo nas ruas, que a festa não está esquecida, só não está nas ruas, só não está a ser comemorada de forma tradicional, por restrições pandémicas. Acima de tudo é um momento simbólico, mas com uma grande paixão, carinho e entusiamo e com a confiança de que poderemos, no próximo ano, sair à rua para festejarmos o S. Gonçalo”.

Garantindo que “custa-nos não sairmos à rua para festejarmos o S. Gonçalo, mas é a decisão mais responsável e mais acertada”, o autarca reforçou que “temos de acreditar que no próximo ano já será possível celebrarmos o S. Gonçalo nas ruas, se a pandemia assim o permitir. Temos de continuar com este grau de esperança e confiança”.

Neste seguimento, a Junta de Freguesia entregou algumas lembranças, incluindo os habituais donativos às comissões festeiras de Mafamude, homenageando, ainda, o senhor Mário, “uma referência máxima da Associação de S. Gonçalo Antiga da Rasa”, recentemente falecido.

João Paulo Correia referiu, ainda, a proposta da organização, que visa o adiamento da festa de S. Gonçalo para outra data, ainda em 2022, mencionando que “a ideia que têm, que ainda está em fase de estudo, de poderem sair à rua na altura do ano em que a pandemia menos se manifesta, nomeadamente no verão, é uma proposta na qual podemos trabalhar, juntamente com o município, para que o S. Gonçalo possa sair à rua, não no dia tradicional, mas numa outra altura”.

No final da receção simbólica, a Associação Antiga e a Nova Comissão gritaram em uníssono: “viva o S. Gonçalo!”.