Antes demais, e que fique claro este desabafo nada tem contra os nossos Agricultores, bem pelo contrário, apenas julgo que estes foram apanhados numa teia feita para satisfazer dois ou três interessados, ficando os agricultores de fora.

É retirando os nossos agricultores e produtores dessa teia e dando maior liberdade e independência aos mesmos que eles poderão finalmente, gerar riqueza e produtos de valor acrescentado!

Jorge Rita já se apressou, da melhor maneira que sabe, na comunicação social, em solicitar que o GRA venha em jeito de Dom Sebastião salvar os agricultores do prejuízo causado pelo mau tempo. Onde é que já vimos esta história? Todos os anos e várias vezes ao ano as nossas ilhas são fustigadas pelo “mau tempo” e logo de seguida vem o homem do costume pedir mais do mesmo.

Se são as alterações climáticas, a lei de Murphy ou outra razão qualquer, o culpado do mau tempo garantidamente não é o contribuinte, que provavelmente também terá tido prejuízos devido ao mau tempo que se fez sentir. Que se ajude os agricultores devido à depressão Lola? Evidentemente que sim! Vai ser sempre este o nosso mecanismo de ajuda? Espero bem que não!

Não se aprendeu nada nos últimos anos porque não havia quem ensinasse de forma diferente, por isso é com grande expectativa que aguardo a resposta da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, o que vão desenvolver como mecanismos para que todos os anos os contribuintes não tenham que pagar esses prejuízos? E se hoje existem ajudas da Europa, já sabemos que “amanhã” elas podem terminar. “Aquele que se empenha a resolver as dificuldades resolve-as antes que elas surjam”.

Pergunto que estudos e mais importante, que ações foram ou serão feitas para retirar a dependência dos nossos agricultores de subsídios para cobrir prejuízos de mau tempo? E os subsídios para a alimentação do gado?

Alternativas não faltam, e o mundo é nossa testemunha, de produtores que passaram, com recurso a novas tecnologias a produzir melhor e mais alimento para o seu gado reduzindo ou eliminando o recurso a rações, tornando-se mais sustentáveis a nível económico e ambiental. Veremos o que diz António Ventura, se vai manter o status quo ou se iremos assistir ao início de uma reforma agrária, como disposto no acordo de incidência parlamentar entre a IL- PSD Açores, reforma esta que não se faz de um dia para o outro, mas todas as caminhadas começam com um pequeno passo.

Haja saúde e coragem de fazer melhor e fazer diferente!

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