O ébano é uma madeira escura, muito pesada e resistente. Árvore da qual se extrai a madeira, cujo nome científico é Diospyros Tesselaria, da família das ebenáceas. As ebenáceas são árvores encontradas em regiões tropicais, principalmente na África e na América. É encontrada ainda em algumas regiões da Ásia.

O ébano é uma madeira muito rija, que ao ser polida fica reluzente, reluzente como o metal, considerada nobre e valiosa. É utilizada na fabricação de objetos de decoração, na fabricação de instrumentos musicais como a flauta, o clarinete, o oboé, o violão entre outros. De forma figurativa a palavra também Ébano também designa um indivíduo com tom de pele escura. Ébano – Os últimos anos do comércio de Escravos do Atlântico.

É uma espantosa serie que passou recentemente na RTP 2, na qual o senegalês Moussa Touré mostra o lado mais sombrio da história, partilhado por muitas nações, que todos devemos conhecer; “A escravatura é um lado sombrio da história partilhado por muitas nações, de França a Portugal, dos Estados Unidos à Austrália. Mas para além das descrições dos livros da escola e de algumas datas memoráveis, o que realmente sabemos da luta para pôr fim ao tráfico de escravos no Atlântico?

Na segunda metade do século XIX, a escravatura e o negócio dos escravos foram teoricamente proibidos. O conceito do abolicionismo espalhou-se por todas as colónias dos diversos impérios. Contudo, o negócio dos escravos continuou e trouxe ainda mais injustiça e violência a um mundo à beira de uma grande mudança”. (informação da RTP-2) Baseado em preciosos registos, como diários, cartas e diários de bordo escritos por escravos, armadores, traficantes ou colonos, este documentário-ficcionado do realizador senegalês Moussa Touré reúne numerosos testemunhos de uma época dramática. O argumento pertence a Jacques Dubuisson, experimentado guionista francês.

“O documentário ficcional, constitui um híbrido fílmico que, só por si, não pode deixar de pôr em evidência a enunciação como duplo acto de escrita. Ao contrário dos verdadeiros documentaristas, que transcrevem a realidade para as suas obras, partindo pois do mundo para a ficção” (Fátima Chinita- 2013) Em Portugal de destacar o Acto da Primavera (1962) documentário português de longa-metragem de Manoel de Oliveira, co-realizado por António Reis, António Soares e Domingos Carneiro, no qual é encenado uma celebração popular da Paixão de Cristo, festa tradicional da aldeia transmontana da Curalha. Obra marcada pelo gesto teatral e pela palavra, e pelos modos nos quais os actores (não profissionais) se exprimem.

É, depois de alguns filmes de Leitão de Barros uma das primeiras docuficções portuguesas. A obra de Manoel de Oliveira é ainda contemporânea do cinema etnográfico praticado por Jean Rouch e, nesse contexto, obra marcante no domínio da antropologia visual: prática que tinha e viria a ter importantes contribuições em Portugal. A docuficção, etnográfica ou social, seria explorada por António Campos António Reis, Ricardo Costa e, mais tarde, por Pedro Costa, com diferentes abordagens. Ricardo Costa havia também de filmar o seu Auto da Paixão em lugar oposto, na vila do Redondo, no Alentejo (O Pão e o Vinho – 1981).

Estreia desta semana um filme sobre os indígenas do Brasil, que caminha novamente por estes caminhos de criatividade; Chuva É Cantoria Na Aldeia Dos Mortos (2018) de Renée Nader Messora e João Salaviza foi recebido no Brasil segundo este ponto de vista (entre as políticas de identidade, da representatividade e da antropologia visual) e na Europa (estreou no Festival de Cannes onde venceu o prémio do júri da secção Un Certain Regard) como uma porta de acesso a uma realidade tão mística quanto exótica. (Ricardo Vieira) Finalmente a serie da RTP 2- em douis capítulos nos remete para o conceito de Negritude nome dado a uma corrente literária que agregou escritores negros de países que foram colonizados pela França.

Os objetivos da Negritude são a valorização da cultura negra em países africanos ou com populações afro-descendentes expressivas que foram vítimas da opressão colonialista. Considera-se geralmente que foi René Maran, autor de Batouala, o precursor da negritude. Todavia, foi Aimé Césaire quem criou o termo em 1935.

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