blank

ENTRE PARENTES ORGANIZOU O III ENCONTRO DE MÚSICA POPULAR PORTUGUESA

No dia 17 de setembro, o Salão Nobre Joaquim Ferreira Pinto Júnior (Quim da Ilha), na sede da Associação Recreativa Entre Parentes, recebeu o III Encontro de Música Popular Portuguesa. Além do grupo de cavaquinhos da casa, o Grupo de Cantares e Cavaquinhos do Porto também abrilhantou a noite, que contou com a presença de Alexandra Amaro, presidente da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso.

 

 

 

Depois da interrupção forçada pela pandemia da Covid-19, a Associação Recreativa Entre Parentes voltou a organizar o Encontro de Música Popular Portuguesa. A terceira edição do evento aconteceu no dia 17 de setembro, no Salão Nobre Joaquim Ferreira Pinto Júnior (Quim da Ilha), na sede da coletividade.

Foi a prata da casa, ou seja, o Grupo de Cavaquinhos da Associação Recreativa Entre Parentes, dirigido por Helena Choupina, que abriu as atuações da noite, seguindo-se o espetáculo do Grupo de Cantares e Cavaquinhos do Porto, dirigido por Carlos Oliveira.

Carina Choupina, presidente da coletividade anfitriã referiu, em exclusivo ao AUDIÊNCIA, que a escolha do grupo convidado esteve relacionado com o facto da Associação Entre Parentes ter presença na Invicta. “Fomos associados da Federação das Coletividades do Porto antes de o sermos da Federação das Coletividades de Gaia, uma vez que esta ainda não existia na altura, por isso convidamos o Grupo de Cantares e Cavaquinhos do Porto, para haver aqui uma ponte e fazermos uma interligação com o distrito do Porto”, expôs.

“É super importante mantermos as tradições das músicas populares portuguesas”, disse Carina Choupina, apesar de ter admitido que custou reativar a atividade, “não pelos grupos em si, mas é complicado puxar o público, acho que se habituaram mais a ficar em casa do que a sair”.

A presidente da coletividade também lamentou o facto das faixas etárias mais jovens não se envolverem nas vivências da associação, afirmando que “que falta alguma coisa que os atraia verdadeiramente”. No entanto, deve partir dos pais o incentivo, que pode começar desde muito jovens. “Dou o meu exemplo pessoal, eu comecei aqui de pequenina. Depois, na minha juventude e adolescência, saí um pouco, porque lá está, faltava alguma coisa que me puxasse, e depois regressei. Eu acho que falta a juventude experimentar”, deu Carina como exemplo. As direções mais jovens também podem ajudar a esta mudança, e a Entre Parentes, no caso, tem metade da direção acima dos 50 anos, e a outra metade entre os 30 e os 40 anos.

José Albano Silva é presidente do Conselho Fiscal da coletividade, mas há muitos anos que frequenta a instituição e garantiu a este órgão de comunicação que, “há 25 anos atrás, entrava aqui na Entre Parentes, e era só catraios de sete e oito anos por aí”, concordando com a Carina na questão de que devem ser os pais os primeiros incentivadores.

Além de presidente do Conselho Fiscal, José Albano é, também, um membro ativo da sociedade e da instituição, uma vez que participa no grupo de teatro e, recentemente, no grupo de cavaquinhos, sendo que no teatro confessou que há mais jovens, no entanto, entristece-o que só apareçam nos dias de ensaio e não tenham a cultura de frequentar a coletividade, diariamente. “A Carina já me andava a chamar, desde quando ainda trabalhava, para o cavaquinho, e eu dizia que não tinha tempo, e não tinha, agora como tenho um bocadinho mais de tempo, aderi e ando a aprender”, explicou.

A presidente da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, Alexandra Amaro, também não faltou à iniciativa e, no final, descreveu-a como “um grande momento”, não tendo poupado elogios ao grupo da casa. “Vocês são fantásticos, o que fazem é adocicar momentos e ouvir-vos é muito gratificante, muito bom. Volvidos estes dois anos, ouvir-vos e ver-vos, aqui, novamente, ao vivo, é deveras emocionante”, afirmou a autarca.

“Conseguiram levar-nos por Portugal de lés a lés e foi muito bom voltar atrás, às nossas tradições, às nossas infâncias, porque isto foi, também, viver momentos de infância, em que ouvíamos os nossos avós e os nossos bisavós, falo por mim, e tentar incutir isso nos mais jovens”, aludiu Alexandra Amaro ao grupo convidado, lembrando que tinha levado a filha com ela, exatamente para isso. “Faço questão que ela me acompanhe nestas andanças, naquilo que é a nossa tradição, as nossas raízes, porque da mesma forma que me incutiram, eu também tento incutir isso à minha filha”, mencionou.

Aproveitando o momento, a edil ainda deixou o desafio à Associação Entre Parentes para cativar mais jovens para as suas vivências, apesar de ter confessado saber a dificuldade da tarefa. Não satisfeita, a autarca ainda deixou um segundo desafio: “lanço o repto, porque têm um reportório fantástico, e eu acho que têm muito para dar, então, porque não, umas 24h de música tradicional portuguesa?”.

Carina Choupina também aproveitou o momento e a presença de Alexandra Amaro para pedir encarecidamente à Junta de Freguesia apoio para a aquisição de um equipamento de climatização da sala.

A noite terminou, assim, depois de muita música e animação, com um lanche de convívio entre os grupos e o público.