Paula Franco foi a convidada de honra do jantar-palestra organizado pelo Rotary Club Gaia-Sul, que aconteceu no passado dia 21 de setembro, no El Corte Inglés Gaia-Porto, com o tema “Retoma – O que nos espera o futuro”. Garantindo que “o futuro da sociedade portuguesa, sem dúvida que, pode ser muito bom”, a bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados, falou sobre as mudanças impostas pela pandemia, crise, sucesso, sustentabilidade, profissionalismo, qualidade e Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), como uma forma de ajudar a impulsionar “a economia portuguesa, as empresas e o futuro de Portugal”.

 

 

 

“Retoma – O que nos espera o futuro” foi o mote do último jantar-palestra promovido pelo Rotary Club Gaia-Sul, que decorreu no passado dia 21 de setembro, no El Corte Inglés Gaia-Porto, e teve como convidada de honra a bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados, Paula Franco.

Neste âmbito, a presidente em exercício do Rotary Club Gaia-Sul, Margarida Marques, sublinhou, em entrevista exclusiva ao AUDIÊNCIA, que este evento “torna-se extremamente importante, na sequência, inclusive, de um ano e meio da situação covid-19. A doutora Paula Franco assumiu um papel preponderante na ligação entre os profissionais de contabilidade, as empresas e o próprio Estado. Graças a ela, foi possível haver a coordenação do trabalho de todos os colaboradores, faço a redundância, as empresas de contabilidade e os contabilistas certificados que estavam dentro das próprias empresas, para que todo o fluxo de documentação, de pedidos de apoio lay-off, subsídios e apoios de diversa ordem, chegassem em devido tempo. A doutora Paula Franco esteve numa posição, extremamente, de força a defender, não os profissionais, curiosamente, mas a fazer força para apoiar a sociedade. Foi uma ligação excelente entre a parte profissional, o que ela representa entre os profissionais que, de certa forma, a elegeram, para a sociedade civil, no fundo, que é para quem nós trabalhamos todos e à qual o próprio Estado vai beber os impostos, para distribuir, como é óbvio”.

“Nós tentamos sempre recuperar o novo exemplo para o futuro. Acima de tudo, pretendemos em cada palestra aprender sempre com a pessoa que está cá, aprender com a sua postura, aprender com o seu carácter, também, e, ao mesmo tempo, crescer para, na palestra seguinte, conseguirmos acrescentar um pouco mais em termos de informação, quiçá de formação também, para que todos possamos não dar o tempo, apenas e só, como um jantar, mas um crescimento que se pretende, também, intelectual, como pessoas”, acrescentou.

Assim, na data em que se assinalou o “Dia do Contabilista”, Paula Franco, contabilista certificada, consultora fiscal e bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), conduziu uma palestra, na qual falou sobre o futuro, apoios, Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e economia.

“Eu acho que o futuro nos vai reservar aquilo que todos nós quisermos e aproveitarmos, ou não, as oportunidades que nos vão ser disponibilizadas”, ressaltou a palestrante, alertando que “as empresas têm grandes desafios. Todas passaram por, eu diria, alguns percalços. Umas conseguiram aproveitá-los, reinventaram-se e passaram isso de forma positiva e outras não tiveram qualquer hipótese, face ao encerramento de muitas entidades”.

A bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados destacou ainda que “estamos numa fase de retoma”, acautelando, relativamente ao PRR, para a relevância de “ver de que forma é que consegue, ou não, ajudar a impulsionar a economia portuguesa, as empresas e o futuro de Portugal”.

Salientando a importância dos contabilistas certificados na tomada de decisões, futuro e sucesso das empresas, Paula Franco asseverou que “é realidade que as empresas portuguesas não são sustentáveis. É chocante quando ouvimos isto, mas nós temos a noção de que esta é uma realidade. A verdade é que a maior parte das empresas portuguesas têm um problema muito grande na gestão da sua tesouraria e não têm margens que lhes permitam serem sustentáveis em períodos de crise, por muito tempo, e não têm meios para grandes investimentos e isso é uma realidade que as empresas portuguesas têm de ultrapassar, porque Portugal está a sofrer imensas mudanças. A crise trouxe mudanças para todos”.

No que concerne ao futuro, a contabilista certificada aludiu que “sabemos que vamos estar perante, se calhar, uma das maiores taxas de inflação dos últimos anos e isto requer adaptação, aumento de preços e aumento de remunerações, para os trabalhadores, para haver mão-de-obra e uma retoma, para que as empresas possam evoluir. E aqui nascem os grandes desafios dos empresários. Como é que o vão fazer? De que forma é que o PRR pode, ou não, ajudar as empresas portuguesas? Será que os empresários portugueses estão preparados para estes desafios? Será que vão olhar para o PRR e para as ajudas com a responsabilidade necessária? Ou será que vão ser subsídios e financiamentos, como foram há uns anos atrás, que se aproveitaram, não para o crescimento da economia, mas para usos pessoais? É esta responsabilidade empresarial que o país precisa, que o país tem de assumir que precisa e quando se fala em país, fala-se em cada um de nós”, mencionando que “o PRR pode servir, por exemplo, para a qualidade e profissionalização das empresas, o que é fundamental”.

“Eu acho que o futuro da sociedade portuguesa pode, sem dúvida, ser muito bom. Nós somos profissionais muito capacitados, só precisamos é de saber usar muitas daquelas que são as nossas vantagens empresariais sobre outros países, e que são muitas, que usamos, muitas vezes, quando vamos para fora e cá dentro esquecemo-nos delas. Por isso, acredito que vai ser, de certeza, um sucesso muito grande, para as empresas portuguesas, queiramos nós aproveitá-las da melhor maneira”, assegurou a palestrante, que, no final do seu discurso foi questionada, pelos presentes, sobre inúmeros assuntos, relacionados com o mote do evento e o quotidiano das empresas portuguesas.

O jantar-palestra terminou com um momento, no qual Paula Franco foi agraciada com algumas lembranças. A convidada aproveitou, ainda, a ocasião para deixar, aos rotários, uma mensagem de esperança, relativamente ao futuro da sociedade portuguesa.

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