O Open Day da Procalçado decorreu no passado dia 28 de fevereiro, em Pedroso, em Vila Nova de Gaia, e foi organizado pelo IAPMEI, em parceria com a COTEC, a Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos e Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS) e o Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP). Este evento contou com a presença de João Neves, secretário de Estado da Economia, e de Filipe Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Pedroso e Seixezelo.

A Procalçado foi criada em 1973 e é, atualmente, uma das empresas europeias líderes na conceção, desenvolvimento e fabrico de componentes para calçado e calçado moldado. O projeto começou há mais de quatro décadas com a For Ever, que produz solas para as maiores marcas europeias de calçado, mas, ao longo dos anos, cresceu no sentido da criação de marcas de calçado injetado, nomeadamente da Wock, para o mercado profissional e, mais recentemente, da Lemon Jelly para o segmento da moda. A empresa tem, atualmente, 400 trabalhadores e fatura 25 milhões de euros.

José Ferreira Pinto, presidente e fundador do Grupo Procalçado, afirmou, no âmbito da iniciativa Open Day i4.0, que “a Procalçado é um excelente exemplo de inovação, de tradição, há mais de 45 anos. Sabe tirar partido da evolução tecnológica, dos novos materiais e das tendências da moda. A tradição, quando aliada à inovação, pode ser uma importante fonte de compensação e vantagem competitiva” e que “desde 2018, o Grupo Procalçado já investiu mais de 10 milhões de euros, aumentando de 120 para 400 o número de colaboradores. Queremos ser líderes europeus na produção de soluções técnicas para a indústria do calçado fundamentalmente, é esse o nosso objetivo e é para isso que trabalhamos aqui todos os dias”.

Com mais de 100 milhões de pares de solas fabricadas, a Procalçado detém uma forte experiência de produção, associada a um investimento constante no processo produtivo, tecnologia de ponta, diversidade de materiais, design e inovação.

Para Manuel Carlos, presidente executivo da APICCAPS, “o senhor José Pinto é um empresário de excelência, que antecipa as mudanças de ciclo através de um processo de evolução contínua na sua empresa” e “nada se constrói sem partilhar. A partilha conduz ao empowerment das empresas e das sociedades”.

O presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, Nuno Mangas, aproveitou a intervenção para salientar que “nós vamos na 14ª edição. Temos passado por um conjunto de universos, de setores, e temos feito isto um pouco por todo o território” e que “temos procurado, sobretudo, trazer e colocar em evidência aquilo que são boas práticas empresariais”.

“É com muita satisfação que, em primeiro lugar, temos uma empresa de um setor que sendo tradicional é dos setores mais inovadores da nossa economia, dos mais internacionalizados, fortemente exportador e eu diria um exemplo para toda a nossa economia e para todas as nossas empresas. A Procalçado é um exemplo de tudo isto, pela sua capacidade de inovar, pela sua capacidade de incorporar conhecimentos, pela sua capacidade de antever e de antecipar as mudanças, pela sua capacidade de produzir novos produtos e novos serviços e de fazer isto para mercados que são mercados exigentes, mercados globais e mercados que não são o mercado português”, sublinhou o presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, acrescentando que “é com a partilha e é com o dar a conhecer aquilo que de melhor se faz no nosso país e nas nossas empresas, que nós conseguimos também que outros o façam e, portanto, nós queremos com estes dias abertos ter aqui a oportunidade para partilhar, inspirar e impulsionar estas boas práticas com outras empresas que sejam do setor do calçado ou de outro. Este é que é um dos grandes objetivos desta iniciativa”.

Por sua vez, José Azevedo Pinto, CEO da Procalçado, apresentou o Grupo Procalçado, contou a história da empresa e falou sobre a inovação nas diversas áreas de atuação ao longo dos anos e sobre sustentabilidade: passado, presente e futuro.

“A Procalçado tem uma missão e uma visão muito virada para aquilo que é a nossa indústria, a indústria do calçado, e por isso nós, desde os primeiros dias, procuramos disponibilizar na indústria do calçado soluções, materiais, tecnologias inovadoras, que permitem elaborar produtos não só de elevada qualidade, mas também com muita paixão e com excelência. E queremos incluir que temos feito isso ao longo dos anos, garantindo a excelência dos produtos no contexto da adaptação permanente às necessidades presentes e sobretudo futuras, aquilo que é o nosso futuro”, enalteceu o CEO da Procalçado, realçando que “passados mais de 45 anos, nós temos a preocupação de cuidar da nossa empresa e de cuidar deste património e de tratar dele da forma mais correta possível. Por isso, quando nós falamos em sustentabilidade hoje eu diria que nós sempre fomos uma empresa sustentável, porque a sustentabilidade vem em todos os sentidos”.

Neste seguimento, José Azevedo Pinto mencionou o projeto de responsabilidade social, Pony Club do Porto, que foi criado com o objetivo de auxiliar pessoas com necessidades especiais, através da prática desportiva equestre de carácter terapêutico e da reabilitação física e mental dos seus praticantes, e é patrocinado financeiramente pela Procalçado.

No que concerne a Lemon Jelly, o CEO da Procalçado destacou que “nós queremos ser, nesta área de produto, a marca de calçado de plástico de moda mais sustentável que existe e eu sinto que nós já estamos a chegar lá. Eu acho que nós, hoje, somos a marca mais sustentável, mas ainda há um caminho enorme para fazer. Mas hoje somos uma referência nesta área e somos feitos em Portugal”.

Já Maria José Ferreira, do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP), falou sobre a inovação na indústria do calçado, especialmente sobre materiais, tecnologias e economia circular.

Por fim, João Neves, secretário de Estado da Economia, referiu que “o caminho da Procalçado é exemplo das décadas de transformação da indústria, de uma indústria que se soube reinventar a partir de um saber fazer, que é um saber fazer também com décadas, mas que conseguiu a partir daí construir uma indústria competitiva, internacionalizada, sempre à procura de novos mercados, sempre á procura de novas soluções, que valoriza o produto que é capaz de fabricar, que encontra respostas em novos materiais, para as mudanças também daquilo que é a preocupação ambiental que a sociedade, não apenas a portuguesa, mas, de uma forma mais global, todas as sociedades têm procurado ter e construir estas soluções com base numa procura incessante de inovação do produto e do processo de relação com o cliente”.

O Open Day i4.0, que teve lugar na Procalçado, terminou com uma visita pelas instalações da empresa.

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