A 1 de julho o Hotel Verde Mar e Spa (a terceira unidade a ser inaugurada pelo grupo Açorsonho Hotéis Lda.) inicia a sua atividade. Foi decorado por Marta Martins, que viu nas belezas naturais das Caldeiras, da água férrea e da Caldeira Velha uma forma de inspiração. Em vésperas da inauguração o AUDIÊNCIA esteve à conversa com Vítor Câmara, diretor do grupo responsável por este investimento de mais de 16 milhões de euros, que terá capacidade para 350 pessoas.

Em primeiro lugar, o que é que este hotel trará de novo à Ribeira Grande?

Para além de trazer o hotel em si, que a Ribeira Grande não tinha, há também a possibilidade de trazer outros negócios. Há pessoas que vêm cá em trabalho que podem cá ficar, aliás toda a organização do [Festival] Monte Verde ficará cá no hotel. Tudo isto traz negócio a, principalmente, tudo o que é ligado do turismo. Falo da restauração, dos táxis, das rent-a-car, das lojas de conveniência, das lojas de ‘souvenirs’… há toda uma economia que gira à volta e traz muitos empregos de forma indireta e também economia.

Quanto funcionários terá o Hotel Verde Mar e Spa, e quantos desses são ribeiragrandenses?

À volta de 70, que inclui os setores de receção, andares, mesa/bar, cozinha e manutenção. 100% dos trabalhadores são da costa norte da ilha, aqui do concelho da Ribeira Grande, serão cerca de 80%.

Ultimamente tem havido uma aposta da Câmara Municipal em relação ao turismo. Recentemente abriram um curso de empregado de andares na Escola Profissional. Isto é benéfico também para quem investe?

Sim, muito. Aliás, em mesa/bar vamos absorver uma turma que estava a ser formada na Escola Profissional da Ribeira Grande, e quanto a empregados de andares também vamos absorver praticamente uma turma.

É importante empregar esta camada mais jovem.

Sim. Apostamos sempre em gente nova. De facto, há muita falta de emprego para gente mais jovem e convém apostar neles.

O Vítor tem investido na costa norte, também com o Pedras do Mar Resort e Spa nas Calhetas/Fenais da Luz e o Hotel Vale do Navio nas Capelas. É uma boa zona para se investir?

Acredito que sim. Aliás, acho que neste momento a Ribeira Grande é a zona com mais potencial na ilha. Está perto da zona das Caldeiras, da maior parte dos trilhos e está a meio da ilha, portanto, tanto para o lado das Furnas como para o lado das Sete Cidades, além de que também está perto do aeroporto. Acho que a Ribeira Grande tem tudo, tem estas praias fabulosas, do Monte Verde e de Santa Bárbara, tem bom clima e tem tudo para ter sucesso.

Segundo o que consta, haverá dois novos hotéis, no futuro da sua empresa.

Sim. O Hotel Areal e Mar ao lado deste [Verde Mar e Spa] e também temos um projeto na praia [de Santa Bárbara], o Hotel Canto de Mar. São projetos que já têm um parecer favorável no turismo. Estamos à espera do licenciamento, mas estamos num bom caminho e pensamos que talvez neste quadro comunitário se consiga construir estes dois hotéis. Queria que o Canto de Mar (que será comporto por 70 quartos) começasse [a ser construído] para o ano e que abrisse em 2021; o Areal e Mar, com a mesma dimensão deste, queria que começasse em 2020 ou 2021, dependendo do processo de licenciamento, e que abrisse no final de 2022.

 Estamos a falar de vários postos de trabalho, até porque a Tecnovia Açores também mexe com a economia local. Estamos a falar de muito trabalho em pouco tempo.

 Estamos a falar em obras que precisam de cerca de 200 pessoas. Em termos diretos, com a construção destes hotéis, depois empregará mais de 100 pessoas.

 Cerca de 60% dos quartos do hotel já estão reservados. Quais são as expectativas?

Este é um ano de abertura, ou seja, de lançar no mercado e não propriamente de fazer negócio. Temos 60% porque não queremos mais. A ideia é fazermos um ‘soft opening’. Estou com muito boas perspetivas. O hotel está a ter grande recetividade tanto nos operadores como nos próprios clientes. Está a vender muito bem, tem sido campeão de vendas no ‘booking’ por várias vezes.

Em que é que este hotel se vai distinguir dos outros?

Este hotel tem o melhor dos dois mundos, ou seja, do campo e da cidade. Portanto, a poente é a cidade. Sai-se e estamos no centro da cidade. A norte fica o mar, a praia e um futuro Parque Urbano. Tem o aspeto de quem está num ‘resort’ de lazer. Para além disso, também apostámos na área de spa e piscina interior. Vamos ter aí algumas novidades e um serviço muito forte.

Que serviços terá?

[Entre todos os serviços habituais] terá dois restaurantes, que acabam por ser o mesmo espaço mas com dois conceitos: num lado há um serviço de degustação e o outro será um restaurante para concorrer com os locais e para “dar um ar” menos formal, com comida de conforto e comida tradicional. Também terá duas piscinas, uma interior e outra exterior. A interior é muito grande, provavelmente a maior que há cá em hotéis.

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