A primeira e grande e real diferença de Vasco Cordeiro é, que ele quer ser e vai continuar a ser o nosso presidente do Governo dos Açores. Outros ou sabem que não o serão, ou ainda não queriam ser.

Nestes, enquadram-se os que preferiam ter ido para a Assembleia da República, ou suspendem o mandato sem renunciarem ao mesmo, o que demonstra o logro em que pretendem levar a acreditar, os açorianos em geral e os ponta delgadenses em particular.

Hoje, quando se apresentam, apelam às suas virtudes e ao seu exemplo. Em Ponta Delgada, durante sete anos só vimos paralisia e falta de exemplos por omissão, negligência e preguiça política. Estes maus exemplos, sempre foram escondidos atrás de uma imagem de bondade, temperada por festas brancas, bailes de Coliseu e placas toponímicas. Nem nestes exemplos houve originalidade, só cópia. Tudo do tempo de Berta Cabral, com uma grande diferença, as suas obras, concorde-se ou não com elas. Quem não teve maioria na Assembleia Municipal de Ponta Delgada viu-se obrigado a ceder à maioria socialista das Juntas de Freguesia.

Agora, apresenta o assunto como exemplo. A tática e a tentativa de generalização abusiva para o resto dos Açores enfermam do pensamento de municipalização da vida regional. Como em outros sistemas, o regional é maior do que a soma das partes porque tem o cimento da autonomia que o religa e acrescenta.

Já o afirmei: um mau presidente de câmara nunca poderia ser um bom Presidente do Governo Pela última visita ao Nordeste, depois de uma ação concreta do Presidente Vasco Cordeiro, já se percebeu que quem elege a cópia como exemplo, passará a correr atrás com exemplos que nunca concretizou. Falar em zonas balneares no Nordeste e durante sete anos negligenciar as suas de Ponta Delgada, dá bem nota da credibilidade do “exemplo”.

Bem sabemos que Albert Schweitzer disse que “dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única.”. Porém, no caso vertente não basta falar no exemplo. É  preciso não ser o expoente da prática dos não-exemplos ou dos contra exemplos. Já Voltaire dizia que todo homem é culpado por aquilo que não fez.

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