A regueifa da Padaria Panfino foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, a melhor de Valongo, no Concurso da Feira da Regueifa e do Biscoito & Mercado Oitocentista, promovida pela Câmara Municipal de Valongo, em parceria com a Junta de Freguesia de Valongo.

A Panfino localiza-se em Valongo e foi fundada há mais de 30 anos, pelo casal Maria Margarida e José Cunha. No entanto, há três anos, foi a vez de os filhos, António e Filipe Cunha, darem continuidade à tradição familiar de ligação à panificação e assumirem os destinos da Padaria.

António Cunha, gerente e panificador, afirmou ao AUDIÊNCIA, que “os meus pais passaram a firma em sociedade para mim e para o meu irmão e, desde então, temos gerido e temos tido projetos para o presente e para o futuro”.

A Panfino já participou em várias edições da Feira da Regueifa e do Biscoito & Mercado Oitocentista, promovida pela Câmara Municipal de Valongo, em parceria com a Junta de Freguesia de Valongo e conquistou, pela segunda vez ininterrupta, o lugar mais alto do pódio, na Categoria Regueifa. No que concerne a Categoria Biscoito, a Panfino alcançou a primeira posição na edição de 2018 e ficou classificada em segundo lugar na edição deste ano.

“Quando começamos a participar no concurso, nós não sabíamos ao certo como funcionava e o que é que se esperava. A Feira foi, para nós, como que um trampolim para novos projetos, para alvos que não tínhamos e que passamos a ter. O facto de termos, hoje, a Melhor Regueifa, em si, já é algo que vem de anos anteriores e isto, no fundo, acaba por ser aquilo que nós herdamos do meu avô. Portanto, nós somos uma família de padeiros, já de três gerações e desde a época do meu avô passou pelo meu pai, que também sabe fazer muito bem e agora no que nos toca, se calhar, é só dar um ar de modernização, que é, também, um dos requisitos que a Câmara pede, uma vez que um dos parâmetros do concurso é continuar com a tradição, mas dar um toque de modernidade e eu penso que nós, jovens, temos também feito isso, além do desejo de querermos crescer, de querermos também ajudar Valongo e também a Câmara, à qual temos de agradecer, porque tem sido incansável em ajudar-nos e em dar-nos todas as condições que nós precisamos para podermos ter estes projetos”, enalteceu o gerente, acrescentando que, “este ano eu apercebi-me que estavam lá muitas regueifas muito próximas à nossa, portanto este concurso acaba também por ser benéfico, porque obriga-nos, sempre, de ano para ano a tentar melhorar e inovar e isso faz com que, hoje, quando se fala em Valongo, já não se consegue separar aquele produto que é a regueifa”.

António Cunha sublinhou ainda que “com estes prémios, mas também com todas estas notícias, nós sentimos que, hoje, a Panfino é sinal de qualidade e também de boa regueifa” e aproveitou a ocasião para salientar, no que respeita os projetos futuros, que “nós temos agora a ambição de aumentar, principalmente, a cozedura da regueifa, isto falando da regueifa. Com respeito ao biscoito, nós queríamos muito expandir os postos de revenda. A Câmara Municipal de Valongo, mais especificamente, a vice-presidente e outras pessoas, ofereceu-se para nos ajudar, para nos orientar sobre o que é que nós temos de fazer para tornar este biscoito comercial e isso falta-nos, falta-nos esse saber, mas passa também por produzir este biscoito já em grande quantidade, colocá-lo em embalagens bonitas, mas também de acordo com a lei e passar, então, para o comércio”.

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