O Auditório da Associação Nacional das Farmácias foi o palco do ato de instalação dos novos órgãos autárquicos da Junta e Assembleia de Freguesia de Ramalde, para o quadriénio 2021-2025, que decorreu no passado dia 15 de outubro. No contexto das últimas eleições autárquicas, o movimento independente de Rui Moreira – Aqui há Porto – viu renovada a confiança dos ramaldenses, que serão, agora, liderados por Patrícia Rapazote, que sucede a António Gouveia, depois de ter exercido o cargo de presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia.

 

 

Patricia Rapazote foi eleita presidente da Junta de Freguesia de Ramalde, pelo movimento independente de Rui Moreira – Aqui há Porto – e, durante os próximos quatro anos, vai liderar os destinos dos ramaldenses, juntamente com os vogais Adelaide Mariz, que foi nomeada com 12 votos a favor e sete em branco, Ana Oliveira, designada com 13 votos a favor e seis em branco, José Pedro Condé, preferido com 12 votos a favor e sete em branco, Luís Assunção, com 12 votos a favor e sete em branco, Júlia Campos, apurada com 12 votos a favor e sete em branco, e Daniel Ferreira, com 12 votos a favor e sete em branco.

Na cerimónia de instalação dos novos órgãos autárquicos foi, ainda, eleita a Mesa da Assembleia da União de Freguesias, para o quadriénio 2021-2025. Neste âmbito, Carlos Mota Freitas foi eleito presidente, pelo Aqui há Porto, juntando-se a ele Maria Matos e Diogo Lencastre, nas funções de primeiro e segundo secretários, respetivamente. Porém, esta não foi a única lista apresentada. Um erro ocorrido na lista proposta pelo movimento independente de Rui Moreira, fez com que a eleição dos membros da Mesa tivesse de ser repetida, tendo o Partido Social Democrata (PSD) apresentado uma nova lista, o que fez com que o Partido Socialista (PS) retirasse a sua, recusando-se a ir novamente a votos, por considerar que o ato era ilegal. Assim, a lista dos social-democratas foi aprovada com 12 votos a favor e sete abstenções dos deputados do PS, Bloco de Esquerda (BE) e Coligação Democrática Unitária (CDU).

No seguimento das abstenções, a presidente eleita da Junta de Freguesia de Ramalde, Patrícia Rapazote, perguntou aos partidos que se recusaram a exercer o direito de sufrágio, se pretendiam fazer uma declaração de voto.

Por conseguinte, Ivo Pinto, representante da bancada do Partido Socialista (PS), ressaltou que “não são precisos muitos esclarecimentos sobre a retirada da nossa lista. Nada contra as pessoas que estavam na lista, inicialmente, proposta e a lista que, agora, a Mesa da assembleia decidiu entregar”, explicando que “a nossa declaração de voto é muito simples nós não consideramos que esta votação e esta lista tivessem lugar, pelo que, em momento oportuno, obviamente, ao novo presidente da Mesa chegará a informação conveniente, pelos serviços próprios”.

Também a representante da bancada da Coligação Democrática Unitária (CDU), Ana Magalhães, fez questão de reforçar que “a CDU, nesta situação em concreto, concorda com a posição do Partido Socialista”, esclarecendo que se absteve da votação “por considerar que é uma situação ilegal”.

Concluídos os pontos da ordem de trabalhos, chegou o momento das intervenções, que foi inaugurado por Carlos Mota Freitas, presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia de Ramalde, que começou por afirmar que “é com muita honra que aceito a missão de presidente da Assembleia de Freguesia”, salientando que “a Assembleia de Freguesia de Ramalde deverá ser um lugar de disputa e de divergências políticas, pois só assim se constrói e se desenvolve a democracia, mas não permitirei que ultrapassem os limites da humanidade entre as várias forças políticas”.

Afiançando ser “um presidente equidistante e neutro e a todos dar igual tratamento”, o presidente assegurou que “cumprirei, de forma rigorosa e atenta, os meus deveres de fiscalização do executivo”, asseverando que “estou certo de que, juntos, conseguiremos trabalhar em prol de uma freguesia melhor para os ramaldenses”.

Seguidamente, foi a fez de Francisco Carvalho, representante do Partido Social Democrata (PSD), que aproveitou a ocasião para felicitar a liderança do anterior presidente da Junta de Freguesia de Ramalde, António Gouveia, revelando que o PSD “apoiará, sem receios, todas as políticas e medidas que colocam os ramaldenses em primeiro lugar, sempre”.

Por outro lado, a representante do Bloco de Esquerda, Carla Quintas, salientou “a importância das ações que valorizem a cidadania participativa, promova o diálogo entre eleitores e eleitos e fomente a proximidade entre o cidadão comum e os órgãos de poder autárquico”, referindo que “seremos uma oposição combativa, construtiva, aberta e disponível para acompanhar políticas justas e medidas que favoreçam a qualidade de vida de quem vive e de quem trabalha em Ramalde”.

O representante da bancada do movimento independente Aqui há Porto, Francisco Ferreira, deixou um agradecimento ao ex-presidente da Junta de Freguesia, António Gouveia, “pelos oito anos dedicados a Ramalde”, destacando que “estou certo de que iremos continuar a trabalhar no desenvolvimento da freguesia” e que “o trabalho que foi iniciado há oito anos vai manter a sua continuidade”.

Posteriormente, foi Patrícia Rapazote, a primeira mulher eleita presidente da Junta de Freguesia de Ramalde, quem encerrou os discursos, enaltecendo que “quero ser a presidente de Junta, que a Freguesia de Ramalde merece e conto com vossas excelências para me ajudarem nesta caminhada”.

Garantindo ser “portuense de gema, ramaldense de coração”, a edil evidenciou que anseia que “todos os ramaldenses nos conheçam e saibam que estamos aqui e estaremos sempre aqui de portas abertas para os acolher”, a autarca sublinhou que “a Junta tem de ser uma casa de portas abertas para os ramaldenses. Proximidade, disponibilidade e proatividade, foram estes os eixos estratégicos que delineei para a minha presidência. Os próximos quatro anos serão decisivos para a freguesia. Ramalde é um território com um enorme potencial e múltiplas oportunidades para o futuro e que desde já temos de começar a capitalizar”, acrescentando que “queremos capitalizar o reconhecimento do território de todos, na melhoria de aspetos como a mobilidade, os espaços públicos e o lazer, de forma a consolidar Ramalde, como um território seguro, coeso e sustentável”.