Considerado já como um espaço de referência nos Açores, a Quinta de Santana disponibiliza aos seus clientes um local de repouso absoluto no meio da natureza mas com uma centralidade para qualquer zona da ilha.

Tudo começou em 1998 quando Emanuela Galvão, proprietária do espaço, disponibilizou a sua casa de família para um local de agroturismo. Com apenas cinco quartos, a casa tinha dois deles afetos ao turismo, contudo, cedo se percebeu que a oferta não chegaria para a procura.

“Em 2000, demos mais um passo, ficamos com 10 unidades e ao longo destes anos, fomos sempre aumentando a nossa capacidade devagarinho. Houve uma altura em que enveredamos pelos eventos, também, mas depois achamos que não era bem isso que queríamos. E, atualmente, temos 35 apartamentos, alguns T0 que são estúdios, T1 e T2. Ou seja, temos capacidade para 122 camas”, explica a proprietária.

Apesar de cada apartamento ter uma kitchenette, e de mesmo em frente existir um restaurante de referência, a Quinta de Santana disponibiliza ainda o pequeno-almoço e jantar aos clientes que assim o desejarem. “Também oferecemos bebidas tradicionais da Ribeira Grande, como os licores, e no pequeno-almoço temos as compotas regionais e bolos tradicionais. Ou seja, fazemos questão de servir o que produzimos e temos de bom”.

Uma das principais particularidades da Quinta de Santana é a ter 20 mil metros quadrados de terreno, o que permite que as casinhas estejam dispersas pelo espaço, dando maior privacidade aos clientes. Cada apartamento dispõe também de jardim, sendo a área envolvente sempre muito bem cuidada pelos proprietários.

“A área envolvente dos apartamentos é bem cuidada e as pessoas sentem-se bem com isso. Não é um bloco de cimento. São casinhas que têm os seus jardins, temos uma pequena horta e estamos a melhorar o existente. Além disso, temos a piscina, que é um chamariz, as crianças adoram”.

Para tornar tudo ainda mais “familiar”, existe ainda um cavalo e vários gatos, alguns dos quais os clientes levam mesmo para dentro dos apartamentos. “Eles são muito queridos e muito bem estimados pelos nossos hóspedes. Aqui há realmente um contacto tranquilo com a natureza”, afirma Emanuela Galvão.

A Quinta de Santana tem também diversas parcerias com empresas locais de tours pela ilha para que os turistas que cheguem sem planos tenham sempre oportunidade de ficar a conhecer o que de melhor a ilha tem para oferecer, como as lagoas ou os trilhos.

O aumento significativo do turismo nos Açores desde 1998 até agora também fez com que o projeto fosse cada vez mais um sucesso. “Em 98 tínhamos turismo apenas durante dois meses, em julho e agosto. Na altura foi uma aventura, foi um risco porque eu trabalhava, era bancária, mas pedi a reforma ainda nova para me dedicar a isto, mas sempre acreditei muito no futuro desta terra. E agora, principalmente depois de a Ryanair começar a voar para cá, podemos dizer que a época baixa já quase não existe”.

A Quinta de Santana recebe todo o tipo de turistas, sendo os portugueses a maior fatia dos clientes, seguidos dos holandeses, alemães, franceses e espanhóis. Em 2016, a taxa de ocupação chegou mesmo aos 72%, com os meses de verão praticamente esgotados.

Um dos fatores para este sucesso é também a tabela de preços praticada, aliada a parcerias estratégicas com agências de viagens e alguns operadores como o Booking, onde a Quinta de Santana tem uma pontuação incrível de 8.7, o equivalente a “Fabuloso”.

“Temos preços bastante acessíveis. Ainda recentemente aluguei um T2 por 50 euros, para quatro pessoas com uma cama extra. Claro que depende da época, entre os 30 e os 60 euros, sendo que nos meses de verão, entre junho e setembro, é um pouco mais”.

Contudo, Emanuela Galvão confessa que não gasta “muito dinheiro em publicidade digital ou outra”, porque prefere a “publicidade do boca a boca”, para fidelizar os clientes. “E temos conseguido fidelizar a maioria. É muito bom quando recebemos as pessoas pela segunda ou terceira vez”, afirma.

Ao AUDIÊNCIA, a proprietária explicou também que muito do sucesso do empreendimento se deve à equipa com que trabalha, que recebe os clientes com simpatia e hospitalidade. “Pelo menos temos tido esse feedback por parte dos hóspedes. Além disso, é uma equipa coesa, porque temos limpeza diária. Se em 1998 era apenas uma pessoa, hoje são já 14. E agrada-me muito que sejam todos muito amigos”, admite.

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