Segundo a Organização Mundial de Saúde existem 422 milhões de adultos com diabetes e são causadas 1.5 milhões de mortes por esta doença por ano. As consequências oculares da diabetes correspondem a 2,6% dos casos  de cegueira a nível mundial, sendo que 3 milhões de pessoas têm deficiências visuais devido a desenvolverem retinopatia diabética.[i]

A retinopatia diabética é uma manifestação ocular da diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina, o tecido ocular responsável pela captação e envio das imagens para o cérebro. Geralmente é bilateral e caso não seja diagnosticada e tratada atempadamente, pode conduzir à perda de visão e até mesmo à cegueira.

Uma das principais causas da retinopatia diabética está associada ao tempo de duração da diabetes e à falta de controlo dos níveis de glicemia no sangue.

Por vezes, os sintomas desta complicação podem surgir numa fase tardia, o que pode levar a um diagnóstico e tratamento tardio. Ainda assim, existem alguns sintomas comuns como miodesópsias ou pontos flutuantes, visão desfocada, diminuição da acuidade visual e perda de campo visual parcial ou total.

No entanto, numa fase inicial o tratamento pode passar pelo controlo dos níveis de glicose no sangue evitando a progressão da doença. Nos casos mais avançados de retinopatia diabética, o tratamento pode ser realizado com recurso à fotocoagulação por laser ou antiangiogénicos.

Para evitar este flagelo é recomendável adotar algumas estratégias como seguir todas as recomendações do seu médico de família, consultar frequentemente um optometrista, ter aconselhamento nutricional e fazer uma alimentação saudável, praticar atividade física, não fumar, controlar os níveis de glicemia no sangue, a tensão arterial e o colesterol.

O acompanhamento de um optometrista é fundamental, pois este desempenha um papel importante na educação e incentivo às mudanças no estilo de vida, prevenindo e rastreando a retinopatia diabética.

O Optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão, segundo a Organização Mundial da Saúde. O seu âmbito de prática não se limita ao diagnóstico, prescrição, terapêutica e reabilitação da condição visual. Também desempenha um papel de relevo na investigação e inovação científica, para a implementação de prática clínica baseada em evidência científica.

[i] https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/diabetes

https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/blindness-and-visual-impairment

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